terça-feira, 31 de maio de 2005

Final da Taça

Muito se tem falado ultimamente, neste blog, do Sporting.
Para mostrar que este blog não tem cor clubística definida decidi fazer um post para falar do Sport Lisboa e Benfica.

Esta semana achei estranho o prolongar da festa encarnada ao longo da semana, quando ainda faltava jogar um jogo importante (eu sei que agora os adeptos do benfica dizem que a taça não vale nada, mas apesar de valer pouco de facto, é a segunda competição mais valiosa em Portugal e era por isso um jogo importante). Segunda e terça feira, os jogadores do benfica foram festejando por Lisboa a conquista do título.
Comentei com amigos meus do benfica que achava estranho o que se estava a passar, que não era normal a 4 dias da final da Taça aquela quantidade de festejos, que o Vitória de Setubal se estava a preparar há meses para esta final e que ia ser um jogo díficil. Mas tal como os dirigentes encarnados, também os meus amigos falavam na dobradinha como um dado assumido.

O que se viu no domingo, no entanto, confirmou o que se tinha passado durante a semana. Os jogadores do benfica não podiam com as pernas e o Setubal ganhou e bem.
Depois disto, Trapattoni passou de bestial a besta (fazendo o inverso do que tinha feito nas duas semanas anteriores) e agora estão todos muito contentes com a sua saída. Mas terá sido culpa de Trapattoni a ida a Camara? o Passeio por Lisboa? O jantar nas Docas? A gala da Superliga? Eu acho que não...

O que se passou foi que...

NINGUEM PÁRA O VITÓRIA, NINGUEM PÁRA O VITÓRIA,
NINGUEM PÁRA O VÍTÓRIA, OH, EH, OH!!!!!!

segunda-feira, 30 de maio de 2005

A Taça

Não vou tecer muitos comentários sobre a final da Taça de Portugal pois não me foi possível assistir ao jogo. As raras folgas ao fim-de-semana implicam, quando acontecem, algumas "obrigações" familiares.

Há, porém, dois aspectos que me parecem interessantes:

- o primeiro não deixa de ser irónico, ilustrando as peculiares características deste desporto. O Benfica, depois de vencer o Campeonato, competição durante a qual tudo fez para não perder - atenção que não está em causa o mérito com que o conquistou, ao qual já por várias vezes me referi - caiu na final da Taça, porventura a competição onde mais fez por merecer o triunfo;

- o Vitória regressou, com décadas de atraso, ao restrito clube dos detentores de títulos importantes. O clube e a cidade merecem. Trata-se de um dos poucos emblemas portugueses com identidade própria e verdadeira implantação, provavelmente um dos maiores. A conquista dos sadinos é um momento importante para todos os que têm o Vitória no coração (que, confesso, nem sequer é o meu caso), mas também para o futebol português.

sexta-feira, 27 de maio de 2005

Um Record de disparates

Façam-me um favor. Leiam jornais, mas utilizem espírito crítico e apliquem uma dose mínima de bom senso.

Há quem acredite que José Peseiro é um completo atrasado mental? Terá os seus defeitos, mas não me parece que alguém possa dizer que nada percebe de futebol.

Assim, mesmo quem não possua informações privilegiadas ou fontes internas, deve perguntar-se o seguinte: "Faz algum sentido a contratação de Ávalos? Será que o Sporting quer mesmo um central com 31 anos, de qualidade duvidosa?"

A resposta do espírito crítico e do bem senso será inequívoca: "Não!". Isto, apesar de alguns jornais estarem a tentar bater o Record de disparates...

Se não confiarem no vosso bom senso, acreditem em mim: Ávalos está tão próximo de assinar pelo Sporting como o Ronaldinho Gaúcho...

quinta-feira, 26 de maio de 2005

Rui Jorge

Sei que, por diversas vezes, neste blog, tenho assumido a defesa dos dirigentes "leoninos" ou procurado explicar as suas acções.

Há, porém, atitudes que, por mais que tente, não consigo entender.

Rui Jorge chegou ao Sporting há 7 anos, apontado pela generalidade da crítica como o melhor lateral-esquerdo português. Na bagagem trouxe, para além das suas características como atleta, uma respeitável colecção de troféus.

Integrado numa equipa que há 15 anos não conquistava o título nacional, o seu espírito competitivo foi um factor fundamental na transformação da mentalidade colectiva, ajudando, no relvado e fora dele, ao regresso às vitórias.

Injustiçado como poucos pela crítica, foi sempre imune às condicionantes exteriores, defendendo acima de tudo a camisola que envergava e o grupo que tornou "seu". A sua atitude revelou sempre um único propósito: vencer.

Indiferente àqueles que o criticavam, para quem aquelas que tinham sido as suas maiores qualidades eram agora defeitos, tudo fez para que o Sporting voltasse à elite do futebol nacional e europeu, sem nada pedir em troca. Nunca o ouviram pedir melhores contratos, benefícios adicionais ou privilégios de estrela.

Para todos os que diziam que faltava liderança no balneário "leonino", deixo duas imagens:

- quando, nos quartos-de-final do Euro' 2004, ante a Inglaterra, Ricardo se preparava para o desempate por pontapés da marca de grande penalidade, Rui Jorge, que esteve no banco durante 120', disse-lhe: "A minha vida estás nas tuas mãos. Já ganhámos."

. em 2003/04, depois do empate com o FC Porto, em Alvalade, o Sporting foi jogar à Madeira, com o Nacional - desastre de Quiroga - e estava em desvantagem no marcador. A poucos minutos do final, Lourenço falhou um golo fácil. A mais de 70 metros da baliza insular, estava um jogador do Sporting com lágrimas nos olhos, de joelhos, a dar socos no relvado...

Agora, com o seu contrato a chegar ao fim, Rui já sabe que não vai continuar, mas continua à espera que a decisão do clube lhe seja comunicada... Isto depois se ter recusado a ouvir propostas que lhe iam chegando de clubes interessados.

Admitindo que a não renovação do contrato seja uma decisão de gestão, é inaceitável que ninguém tenha tido a decência de conversar com um atleta que, durante 7 anos, foi um exemplo insuperável de profissionalismo e dedicação. Nem uma palavra...

Rui Jorge merecia (e merece) respeito, merecia (e merece) a admiração de dirigentes e adeptos, quer do Sporting, quer do futebol enquanto desporto. Merecia (e merece), sobretudo, uma despedida digna e a saída pela porta maior.

Por tudo aquilo que foste (e és) como jogador e por todas as qualidades que sempre evidenciaste como pessoa, obrigado, Rui.

Eu, pelo menos, vou ter saudades.

terça-feira, 24 de maio de 2005

Leões e responsabilidades

Repito aqui, por entender que merece outra forma, o essencial de uma resposta aos comentários relativos ao "post" anterior.

No que diz respeito à convulsão "leonina", acredito que todos deverão aguardar com calma os desenvolvimentos, uma vez que, de momento, nem no seio do clube houve tempo para assimilar os acontecimentos.

Para já, será necessário encontrar uma alternativa válida a Carlos Freitas na gestão do futebol.

O "fenómeno futebol" vive, essencialmente, das emoções que provoca e estimula, mas temos de compreender que, em qualquer clube, as decisões de quem assume os destinos da entidade têm de ser tomadas com base em critérios racionais.

Sendo certo que, como é habitual, existe uma "corte" fútil e inútil em torno da "cúpula" dirigente, penso que devem acreditar que as pessoas que orientam os destinos do Sporting o fazem com verdadeiro empenho e dedicação, facto comprovado pelos importantes passos que promoveram rumo à recuperação do emblema verde e branco.

No que à minha participação neste blog diz respeito, acrescento algumas considerações (tecidas, mais uma vez, na sequência de um dos referidos comentários ao post anterior):

- acredito que a blogosfera é um espaço privilegiado de debate de ideias, de opinião livre e independente, constituindo-se hoje como uma das principais garantias da liberdade de expressão à escala mundial. Aqui, como em outros momentos da sua História, o Homem encontrou uma forma de fazer circular informação e opinião que não depende dos poderes instituídos, sejam eles sociais, económicos ou políticos;

- possuo uma enorme paixão pelo desporto e pela minha profissão. Entenda-se aqui como lata a referência ao desporto e ao jornalismo. Perante a falência de causas políticas, morais ou religiosas, é no desporto que a humanidade encontra os seus novos heróis: os relvados, os pavilhões, as pistas de atletismo ou as piscinas são hoje os únicos palcos de elevação e superação constante do ser humano. É possível, através da observação do fenómeno, fazer um exacto paralelo com as dúvidas, certezas e decisões que marcam a vida de todos nós. O desporto é, assim, uma espécie de "espelho" onde estão concentrados os factores essenciais do nosso processo de crescimento enquanto indivíduos. O jornalismo, seja, ou não, exercido na área do desporto, é a minha profissão e o acordo com os princípios que regem (ou deveriam reger) o exercício da actividade são para mim fundamentais;

- participo, sem reservas, neste blog, com uma limitação apenas: as minhas obrigações para com as regras da minha profissão - e para com quem me paga. Espero, através da minha opinião e da maior proximidade com esta realidade, poder contribuir para uma maior e mais exacta compreensão do fenómeno.

E em vez de Polga...

Vai Beto...

É forte, neste momento, a possibilidade do sub-capitão rumar a Espanha, o que, em parte, ajuda a explicar a decisão de segurar Polga.

Olá Polga

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...

Afinal, Anderson Polga deverá permanecer em Alvalade.

O brasileiro pediu desculpa a José Peseiro e à SAD que, por sua vez, em conjunto, decidiram convocar o jogador para o jogo de Paris.

Polga será severamente multado mas ficará no clube, até porque os valores de um possível negócio não satisfaziam as pretensões da SAD.

Reforço (?) leonino

O Sporting acabou de contratar o primeiro reforço para a próxima temporada:

Manoel, avançado que representava o Moreirense.

Sem comentários...

segunda-feira, 23 de maio de 2005

Verde revolução

Definitivamente, em Alvalade, os finais de temporada têm de ser vividos com uma desnecessária dose de dramatismo.

Não vos posso ainda dizer o que está prestes a acontecer (ou que já aconteceu), mas asseguro que, durante o dia de amanhã - e não estou a falar do que vai sair nos jornais, que já por si seria suficiente - vão surgir novidades devastadoras no que à estabilidade do emblema verde e branco diz respeito.

Certo é que, mais uma vez, o Sporting demonstra uma estranha dificuldade em lidar com os acontecimentos de final de época, sendo incapaz de escapar a desnecessárias e contraproducentes revoluções.

A partir de amanhã, nada será igual...

Quem são os mais inteligentes?

1- Os adeptos do Porto, que avisaram que iam para a Avenida dos Aliados bater nos adeptos do benfica, se o benfica fosse campeão e cumpriram a promessa.
2- Os adeptos do benfica, que sabendo disto foram à mesma e por isso levaram.
3- Os Policias, que sabendo da ameaça e prevendo que os adeptos do slb fossem para lá à mesma, não estavam em número suficiente na avenida dos Aliados no final dos jogos.

Obviamente, acho reprovável que se passou na Avenida dos Aliados. Mas não deixo de achar muito estranho como é que uma situação tão prevísivel aconteceu de facto.

Obrigado Capitão!

Penso que ontem tenha sido o último jogo da carreira do capitão do Sporting (confirmas, Jean?), Pedro Barbosa. Infelizmente, o Sr. António Costa não permitiu que ele saísse em alta. Depois da sua entrada parecia que o sporting iria dar uma brilhante reviravolta, mas o Sr. árbitro decidiu que a carreira de Pedro Barbosa devia acabar antes dos 90 minutos. Foi pena!

Caso se venha a confirmar o fim da sua carreira, quer agradecer tudo o que Pedro Barbosa fez nos anos que esteve no Sporting. OBRIGADO CAPITÃO!!!!

A pior arbitragem do ano

Ontem decidi deslocar-me ao Estádio Alvalade XXI pensando que iria, pela primeira vez esta época, assisitir a um jogo aberto, descontraído, uma vez que este jogo pouco interessava a ambas as equipas. Isto porque não me passava pela cabeça que o Porto não ganhasse à Académica. Enganei-me redondamente e irritei-me ainda mais.

O Sr. António Costa (depois da brilhante arbitragem no jogo na Luz para a Taça) fez a pior arbitragem que eu me lembro de ter visto. Dos primeiros três golos, dois são em foras de jogo claríssimos e o outro tenho dúvidas. O primeiro fora de jogo foi preciso ter coragem para não marcar de tão evidente que foi. Para além disso, este senhor ainda conseguiu não ver um penalty escandoloso sobre o Liedson, uma agressão ao Custódio, e decidiu expulsar o nosso capitão incompreensivelmente. Sendo este um jogo tão pouco relevante, porquê esta roubalheira?

Adeus Polga?

O Sporting já equacionava a possibilidade de permitir a saída de um dos centrais, mas a atitude de Anderson Polga no jogo com o Nacional pode precipitar a decisão.

O brasileiro recusou-se a alinhar na última partida do Campeonato, facto que poderá contribuir decisivamente para o fim da sua etapa como "leão".

Com Liedson prestes a deixar o clube, Polga poderá ser o próximo brasileiro a "experimentar" o mercado...

domingo, 22 de maio de 2005

Parabéns ao campeão

O Benfica acaba de se sagrar campeão nacional, pela primeira vez em 11 anos.

Parabéns à equipa que, independentemente dos factores externos, melhor uso fez da regularidade.

Os encarnados conquistam com mérito o tão desejado título, naquela que foi a concretização de um sonho que o pragmatismo e a experiência de Giovanni Trapattoni ajudaram a transformar em realidade.

A importância de Simão neste êxito é indiscutível e não precisa de ser recordada, mas não posso deixar de reiterar a minha admiração por dois elementos insuperáveis no que à avaliação do sucesso diz respeito: Manuel Fernandes e Petit. Se o primeiro é já um dos grandes talentos do futebol europeu, o segundo é um exemplo inquestionável de permanente superação e de espírito vencedor.

PS- Não assisti ao Boavista - Benfica, pois estava, em trabalho, a fazer o Sporting - Nacional. Uma(s) palavra(s), portanto, para a actuação da equipa de arbitragem liderada por António Costa:

- sede de protagonismo
- total ausência de critério no capítulo disciplinar
- graves erros técnicos
- deplorável exibição do assistente Venâncio Tomé

Em suma, o juiz de Setúbal esteve ao nível a que já nos habituou, no que foi bem acompanhado pelos seus auxiliares: dois golos do Nacional apontados a partir de posição irregular em apenas 14 minutos e uma clara grande-penalidade por assinalar, a favor do Sporting... E isto partindo do princípio de que o remate de Niculae, aos 66', não entrou na baliza de Hilário...

sábado, 21 de maio de 2005

Selecção a saque

Tenho andado muito cordato e conciliador nos meus comentários, facto que, por ser contrário à minha natureza, me pode provocar um sério desequilíbrio emocional.

Movido pela indignação - e pela saudade de um belo "rasganço" - viro as minhas atenções para a Selecção Nacional, que é como quem diz, para o senhor Luiz Felipe Scolari.

Mesmo sabendo que, para a opinião pública - e publicada - esse senhor continua em "estado de graça" por causa do Euro' 2004, o permanente desrespeito pelo cargo obriga-me a algumas chamadas de atenção.

Por trinta mil contos por mês (150 mil euros, para os mais modernos), foi atribuída a este senhor a responsabilidade de gerir os destinos da equipa das Quinas.

Com ano e meio para preparar o Euro' 2004, esse senhor preferiu "fabricar" uma equipa na qual nem ele acreditava, optando por sacrificar jogadores que poderiam desempenhar um papel fundamental.

Bafejado pela sorte, foi ultrapassando os obstáculos que o separavam da final, antes de cair, de forma inglória, ante a Grécia, nesse dia de má memória para todos nós.

Então, com reforçada imagem de "vencedor", vingou o descaramento e foi-se a vergonha.

Desde a referida final, o senhor Scolari assistiu apenas a um jogo entre equipas portuguesas: o Belenenses - Académica.

Sem desenvolver qualquer esforço para acompanhar ou auxiliar o desenvolvimento de novos talentos, esse senhor tornou as convocatórias em exercícios políticos, de relações públicas ou, mesmo, de engenharia financeira.

Tal como sucedia (e, aparentemente, ainda sucede) no Brasil, onde Nike e Gilmar Veloz desempenhavam um papel fundamental nas opções de Scolari (atenção ao Post Scriptum), as convocatórias da selecção lusa estão agora "empenhadas" a outro empresário: Jorge Mendes.

Ora vejamos: Ricardo Costa, Nuno Valente, Jorge Ribeiro, Frechaut... E não estamos a falar dos consagrados...


Ricardo Costa é um excelente exemplo da escola do FC Porto, quer no que à formação de centrais diz respeito, quer nos defeitos comportamentais, revelados durante o Europeu de Sub-21 e durante os Jogos Olímpicos. Não é difícil descobrir defesas-centrais em melhor condição, até porque Ricardo Costa não tem jogado.

Nuno Valente está lesionado.

Frechaut e Jorge Ribeiro estão no Dínamo de Moscovo, equipa que tem arrebatado a Europa de Leste com a sua excelente forma. Especial destaque para o segundo que, além de ser desprovido de cérebro, já deu inúmeras demonstrações da sua (falta de) qualidade.

Em contrapartida, temos a chamada de Alex. Sendo igualmente absurda, a opção não está relacionada com Jorge Mendes, uma vez que o jogador é representado por José Veiga.

Estamos no bom caminho...

PS - Sabiam que, apesar de se recusar a assistir a encontros da SuperLiga, Luiz Felipe Scolari esteve presente na final da Taça UEFA... Para observar os jogadores portugueses que participavam na partida, perguntam vocês? Pois... Mas não... Foi apenas para entrar em contacto com Daniel Carvalho, a fim de lhe explicar que o caminho para a selecção brasileira lhe poderia ser facilitado, desde que este se comprometesse com o seu "amigo" Gilmar Veloz...

sexta-feira, 20 de maio de 2005

Adeus Liedson

O mercado já mexe.

Como tantos queriam, há uma forte probabilidade de assistir, durante este defeso, à saída de Ricardo. Regozijem-se, pois talvez venham a ter um guarda-redes fresquinho de quem dizer mal. A acontecer, fico à espera de, daqui a um ano, ouvir as mesmas queixas e, quem sabe, até, manifestações de saudade...

Liedson está mesmo a caminho do Corinthians... O melhor marcador do Campeonato vai regressar ao Brasil mas "reforça" generosamente os cofres de Alvalade.

Hugo Viana vai mesmo deixar o Newcaslte mas, ao contrário do que parecia provável, o seu destino não deverá ser o Sporting...

E o Campeonato ainda nem acabou...

O final de uma semana terrível

Quarta-feira foi o culminar de uma semana de grandes desilusões.
Depois de um grande balde de água fria no jogo com o Benfica, mais um grande tristeza no nosso próprio estádio numa final europeia. Foi pena!

Concordo com o meu amigo Jean que devemos estar orgulhosos da prestação do nosso clube na taça Uefa, e em particular nesta final. O Sporting fez uma grande primeira parte e, infelizmente, não teve condição física para aguentar a segunda. Penso que esta foi a razão principal que levou o Sporting a perder as duas competições em que se via envolvido neste final de época, cansaço. Já aqui há uns tempos, num outro post, o Jean tinha avisado que ia ser difícil lutar em duas competições, e isto veio, infelizmente, a confirmar-se. Apesar de ter, penso eu, o maior número de soluções da Super Liga, o Sporting não teve capacidade física para aguentar o desgaste das duas competições e, principalmente, apanhando uma equipa fresca e muito perigosa no contra-ataque, não aguentou.

Não concordo, no entanto, que o único erro de Peseiro tenha sido a inclusão de Rodrigo Tello. Penso que houve mais. Rogério não fez uma mau jogo, mas penso que só na primeira jornada ganhámos com Rogério no meio campo. O Sporting na segunda parte não tinha um meio campo combativo (como necessitava) e o Peseiro não mexeu. Custódio não jogou e não se percebeu porque. Poderia não estar a 100% mas para entrar aos 60 minutos devia dar. De resto, tivemos ainda o azar do Enak fazer, provavelmente, o seu pior jogo com a camisola do Sporting, do Ricardo não ter feito uma única defesa e do Rogério ter acertado no sítio mais difícil.

Apesar de tudo, como já disse estou orgulhoso do jogo de quarta.
VIVA O SPORTING!!!!

quinta-feira, 19 de maio de 2005

Orgulho

Vão ter de me desculpar todos aqueles que, ainda sob o efeito da desilusão de ontem, estão prontos a crucificar José Peseiro, Ricardo e companhia...

Ninguém mais do que eu - e quem me conhece sabe-o bem - considera a vitória o único resultado possível, acredita que as finais se fizeram para ganhar, ou crê que é nos grandes momentos que aparecem os verdadeiros atletas.

Asseguro-vos, no entanto, que todos os sportinguistas e todos os portugueses deveriam estar orgulhosos pela forma como o Sporting os representou na final da Taça UEFA.

Mais acrescento que, desta feita, ao contrário do que sucedeu na Luz, pouco ou nada poderão dizer sobre o desempenho do treinador. Fez demasiadas alterações?! Hugo Viana substituiu João Moutinho a três minutos do fim?!

62% de posse de bola, mais de 20 remates contra 4, mais de 20 cantos contra 3... Viana entrou para as bolas paradas quando o futebol directo era já a única opção (faltavam 3! minutos)...

Se, a centímetros da linha de golo, Rogério não acertasse no poste, nem estaríamos a ter esta conversa...

O Sporting demonstrou, ontem, uma atitude competitiva e uma filosofia de jogo apenas ao alcance das grandes equipas - que, como disse Pedro Barbosa, ainda não são, pois essas ganham títulos. É assim que, na minha opinião, o futebol - sobretudo o das equipas portuguesas - deve ser jogado: pressão alta, vontade de assumir o jogo e a posse de bola, circulação e gestão efectiva da mesma e mentalidade ofensiva. A vencer por 1-0 ao intervalo, os "leões" entraram na segunda parte à procura do segundo golo.

Acreditem os cépticos que, jogando da forma como ontem o fizeram, pouco jogos o Sporting irá perder... Aliás, se o tivesse feito na Luz...

E com quem começou o Sporting a jogar assim? Com um treinador que, no seu primeiro ano no clube - que é também o seu primeiro ano num clube grande - ficou a 96' de vencer o Campeonato e, pela primeira vez na história, levou os "leões" à final da Taça UEFA.

Chega? Talvez não... mas na próxima época se verá a evolução. Hão de concordar que, a existir evolução, dificilmente os objectivos ficarão por alcançar...

Deixo-vos, porém, com as palavras de alguém que é capaz de perceber um bocadinho de futebol, de títulos e de grandes equipas: Luís Figo.

"O Sporting fez tudo para ganhar. Jogou melhor, foi superior, mas o futebol nem sempre é justo. Os adeptos do Sporting e os portugueses devem estar orgulhosos por aquilo que esta equipa fez. Joga o melhor futebol em Portugal e isso é a prova de que se está a trabalhar bem", assegurou, em Alvalade, após o final da partida.

PS -Só um erro, e grave, aponto a José Peseiro: em caso algum Rui Jorge poderia ficar no banco num jogo destes. Para o jogador, a minha solidariedade num momento difícil de uma tão ilustre carreira.

quarta-feira, 18 de maio de 2005

Adeus João Manuel



Aconteça o que acontecer em Alvalade, este dia nunca será completamente de festa.

Morreu João Manuel.

Desaparece um excelente futebolista, um grande desportista e, sobretudo, um Homem decente.

Obrigado pelo que nos deste. Vou agora para Alvalade, trabalhar, mas a minha única consolação é saber que, estejas onde estiveres, gostarias de ver o Sporting levantar a Taça UEFA.

Paz à sua alma.

Taça UEFA

É oficial:

Ricardo, Miguel Garcia, Enakarhire, Beto e Tello; Rochemback, Rogério, João Moutinho e Pedro Barbosa (c); Liedson e Sá Pinto.

Portugal está com eles.

terça-feira, 17 de maio de 2005

Quantos árbitros temos em Portugal?

Após ter apitado na semana passada o jogo Benfica-Sporting, Paulo Paraty foi agora nomeado para apitar o Porto-Académica, mas será que não temos mais árbitros em Portugal?
Por que raio um mesmo árbitro tem de apitar dois jogos decisivos?

Galo chileno

Maurício Pinilla, que se preparava para ser titular na final da Taça UEFA, lesionou-se no último treino do Sporting, efectuado ao início da noite no Estádio de Alvalade...

Chiça, que é galo!

Há gajos com sorte

Não me apetecia nada voltar a este assunto, principalmente na véspera da final da Taça UEFA, mas só durante a madrugada de ontem vi as imagens dos "festejos" de João Pereira "na cara" de Rodrigo Tello.

Vou tentar explicar o que penso em três pontos:

1- Apesar da convulsão social e moral que marcou a última década do século XX e o início deste terceiro milénio, o carácter continua a ter um papel fundamental na definição do indivíduo. Inevitavelmente, aquilo que fazemos, as opções que tomamos e o comportamento que temos perante os outros definem quem somos, com invariáveis consequências no nosso futuro. Saber perder, como saber ganhar, são traços expressivos do carácter de um homem, embora, neste contexto específico, possam ser avaliados de forma diferente. Num mundo competitivo, cuja expressão máxima é o desporto de alto rendimento, é relativamente legítimo que um atleta reaja mal à derrota (dentro dos parâmetros da razoabilidade) pois, para desenvolver um espírito vencedor, é necessário que não se goste mesmo nada de perder (e não é tão fácil como se pensa encontrar atletas com estas características). Já o inverso é completamente inaceitável. Terei para sempre gravados na memória os grandes momentos da história do desporto, protagonizados pelos melhores do mundo nas suas especialidades: a forma como Magic Johnson, depois de liderar os Lakers na vitória sobre os Detroit Pistons, na final da NBA, em 1988, foi o primeiro a confortar o vencido Isaiah Thomas, quando este chorava convulsivamente; as palavras de Andre Agassi quando, depois de bater Pete Sampras na final do US Open, declarou que este era "só" o melhor tenista de todos os tempos e que tinha sido para si uma honra pisar o mesmo "court" que ele; o abraço e os aplausos de Eusébio a Vítor Damas, que tinha acabado de defender uma das suas "bombas", num encontro em que o Benfica arrasou o Sporting. Nunca, em caso algum, se pode provocar ou humilhar um adversário digno e leal no momento da vitória.

2- O gajo tem mesmo muita sorte... Tivesse João Pereira encontrado pela frente outro que não o pobre Tello (prometo que não falo mais dele)... Imaginem que o destinatário da provocação se chamava Rui Jorge, Beto, Rochemback ou... Sá Pinto... O jovem do Casal Ventoso ia ter muito trabalho para apanhar os dentinhos todos com os bracinhos partidos... Percebem agora porque, no final do Guimarães - Benfica, o Rafael estampou com um selo o que pensava do rapaz?! Quem, no seu lugar, não faria o mesmo?

3- O principal prejudicado desta e de outras atitudes semelhantes é, porém, o próprio João Pereira. Quando, daqui a poucos anos, prosseguir a sua carreira em emblemas mais condizentes com a sua dimensão humana e futebolística, vai sentir na pele todas as consequências das acções levadas a cabo sob a protecção da camisola de um grande. No Gil Vicente, no Rio Ave, no Odivelas ou no Passarinhos da Areosa, estas coisas não se esquecem... e pagam-se caro. E eu sei do que estou a falar... Jogadores como Miguel Garcia, Tello, Hugo, Bruno Aguiar ou Cabral não terão mais argumentos futebolísticos, mas têm a garantia de ser bem recebidos em qualquer clube, graças às suas qualidades humanas. Podem dizer-me, e com razão, que alguns jogadores de topo ficaram famosos por comportamentos menos correctos sem que isso prejudicasse a evolução das suas carreiras... Pois, mas comparar João Pereira com Edmundos, Romários e companhia seria, no mínimo, imbecil.

segunda-feira, 16 de maio de 2005

Trapattoni

Pouco interessa agora discutir se, no início da temporada, o técnico do Benfica poderia sonhar com a quantidade de pontos perdidos pelos adversários directos, os mesmos que permitiram o sucesso do seu pragmatismo.

A verdade é que, com recursos limitados, a "Velha Raposa" privilegiou a eficiência de processos, potenciando as qualidades do seu plantel, enquanto procurava, simultaneamente, colmatar as evidentes lacunas do grupo. O mérito é evidente e indiscutível, independentemente de concordarmos, ou não, com os métodos utilizados.

No "derby", muitos foram os que, ainda durante o primeiro tempo, criticaram o treinador italiano por não assumir maiores riscos. Ora, se, durante esta temporada, um jogo houve em que tal posição é absurda, este é o maior e melhor exemplo: de nada adiantaria apostar em elementos de características mais ofensivas, pois a alteração provocaria um inevitável desequilíbrio na equipa que, então, se encontrava em excelente posição para chegar ao golo.

A única ressalva possível ao comportamento de Trapattoni surgiu na segunda metade quando, perante o desgaste de Petit e Manuel Fernandes, o técnico assumiu uma atitude passiva, esperando pelas iniciativas de José Peseiro. Aqui, porém, convém lembrar um aspecto: existiriam alternativas para o meio-campo? A resposta é claramente negativa...

Certo é que Trap foi capaz de incutir nos seus jogadores a correcta abordagem ao mais decisivo momento da história recente do emblema da águia. Como referi num post anterior, são estes os jogos que definem o carácter de um atleta e o espírito de um grupo, razão pela qual sou obrigado a confessar que a postura encarnada me surpreendeu.

Desde o primeiro minuto, ficou claro que o Benfica estava determinado em apostar o seu futuro no relvado da Luz, procurando impor as suas capacidades a uma equipa com qualidade futebolística teoricamente superior. Quando a pressão nos tolda a razão e nos aperta os pulmões, quando a consciência da transcendência do momento se sobrepõe às inúmeras horas de treino e sistematização, só uma característica nos permite aliar a necessária intensidade ao indispensável discernimento: a capacidade de superação. Que grande Petit, que enorme Manuel Fernandes!

Foi essa a chave do "derby" e, provavelmente, do título.

Um esclarecimento final:

Escrevi neste post que a qualidade futebolística do Sporting era superior, análise que mantenho, no plano teórico. Os "leões" têm mais e melhores soluções e praticam um futebol mais evoluído, naquele que considero ser o caminho correcto para uma equipa portuguesa - qualidade na circulação e gestão da posse de bola, mentalidade ofensiva e ambição na tentativa de assumir o jogo.

Simultaneamente, mantenho a posição expressa no post já referido: neste encontro se decidiria a conquista do título e, na minha opinião, o Benfica foi melhor durante os noventa minutos. Está, portanto, resolvida a questão do mérito.

Disparates

É impressionante - que não surpreendente - a quantidade de disparates proferidos na televisão, na rádio, na blogosfera e na imprensa durante os últimos dias.

Sendo certo que, no futebol, sempre foi ténue a fronteira entre as bestas e os bestiais, é incompreensível que pessoas com responsabilidades, que fazem do jornalismo e/ou da opinião a sua actividade profissional, exibam semelhante falta de equilíbrio e distanciamento nas suas "análises". Só não me chocam os depoimentos de adeptos desiludidos, naturalmente afectados pela infelicidade que afectou a sua preferência clubística.

Comecemos pelo Sporting (o Benfica virá noutra posta):

- sem nenhum dos jogadores que desejava ter adquirido no início da época - e sem possuir atletas com características idênticas, que proporcionassem alternativas tácticas credíveis - José Peseiro qualificou o Sporting para a final da Taça UEFA - primeira final europeia em mais de 40 anos para os "leões" - e ficou a 96 minutos de vencer o Campeonato. Pelo caminho, construiu uma equipa - e lançou jogadores - capaz de produzir resultados e espectáculo de primeira qualidade. Lembram-se de Fernando Santos?

- na Luz, a única parcela de responsabilidade que pode ser imputada ao técnico está relacionada com a intensidade (ou falta dela) do futebol praticado pelo emblema verde e branco. Conhecendo melhor que ninguém a condição física dos seus jogadores - muitos dos quais, como Miguel Garcia, Rogério, Beto, Rochemback, Pedro Barbosa, Hugo Viana, Pinilla ou Douala, estão lesionados - o técnico entendeu que não seria possível empregar a mesma intensidade que marcou, por exemplo, o "derby" da Taça.

- é absurdo dizer que Peseiro construiu aquele onze a pensar no empate. A dupla de ataque formada por Douala e Sá Pinto em nada difere da opção por Liedson/Douala ou Liedson/Sá Pinto, as mais utilizadas durante toda a temporada. É uma opção que privilegia a mobilidade, a capacidade da primeira linha de pressão e a qualidade da posse de bola.

- no banco, o treinador do Sporting - ao contrário do que sucedeu em outras ocasiões - evidenciou uma correcta leitura de jogo e uma postura vencedora. As substituições forma operadas com intenção clara de melhorar a produção colectiva e ameaçar a baliza contrária: Tello rendeu um "amarelado" Rui Jorge e Geovanni desapareceu do jogo; Pinilla entrou para o lugar de um incapacitado (e nulo) Douala e ofereceu outra disponibilidade física no último terço; Hugo Viana deveria ser o "prego no caixão", utilizando a qualidade no último passe para assinar a sentença de morte do adversário.

- aqui, sim, as coisas começaram a correr mal: com o jogo partido, mas controlado, Hugo Viana reabilitou o Benfica com uma série de passes falhados que implicaram a renúncia ao domínio exercido, em vez proporcionar a desejada ruptura na transição defesa-ataque.

É verdade que o Sporting não se apresentou com a mesma mentalidade ofensiva que marcou a presente época, mas dificilmente se pode atribuir ao treinador tamanha responsabilidade. Nestes jogos, vence quem se entrega como se "não houvesse amanhã" (e não como quem tem uma final na quarta-feira), quem, sob o peso da pressão, melhor decide e executa. Acreditem, já lá estive e não depende apenas da nossa vontade.

Quanto a Ricardo, além do que já escrevi aqui, tenho a acrescentar o seguinte: Rapid de Viena, Alkmaar, Moreirense ou Guimarães, entre tantos outros...
Onde estariam as hipóteses de conquistar títulos sem o rapaz do Montijo?
Euro' 2004?! Pensem bem no caminho de Portugal até à final antes de lhe atribuir culpas na derrota frente à Grécia... E, já agora, vejam bem o golo de Charisteas (onde andava o seu marcador directo?)...

(Talvez o pior) Jogo do século

(Eu sei que é exagero. O jogo foi muito fraquinho mas não foi com certeza um dos piores deste campeonato)

1- O que passou pela cabeça do treinador do Sporting para ir à Luz jogar para o empate?
Sabendo que o Sporting se ganhasse ficava quase campeão, é a equipa que melhor joga ao ataque, as características de grande parte dos jogadores não são para jogar à defesa e guarda redes e defesas não dão mínima confiança de segurar um 0-0, o que terá passado pela cabeça de José Peseiro para ir à luz jogar para o 0-0?

2- Penso que não houve falta do Luisão sobre o Ricardo.
Não sei se na área contrária o árbitro decidiria da mesma maneira (não o fez num lance semelhante do Sá Pinto), mas o certo é que acho que o árbitro decidiu bem, e por isso acho que não há que discutir a arbitragem, que num jogo muito difícil até esteve bem (também se pode discutir a expulsão ridícula do Beto, quando comparada com os insultos do Simão, mas também não teve influência no resultado).

3- Porque é que o Ricardo é sempre a mesma porcaria nos cruzamentos?
Lá se foi o Euro, lá se foi o campeonato…

4- Liedson resolve?
Não sei se resolveu, mas foi muito influente a sua ausência.

sábado, 14 de maio de 2005

Merecido

O jogo do século esteve longe de proporcionar um grande espectáculo de futebol mas, com toda a probabilidade, serviu para atribuir o título nacional ao vencedor da noite: o Benfica.

O Sporting, apesar da superior qualidade do futebol praticado em vários momentos da temporada, claudicou na hora da decisão, dizendo adeus às esperanças de conquistar o Campeonato e, provavelmente, ao acesso directo à Liga dos Campeões.

Pela primeira vez, os "leões" não procuraram assumir a condução de um encontro, actuando de forma calculista, em função de um empate que as características dos seus jogadores não favoreciam. O Benfica, em contrapartida, demonstrou personalidade na forma como abordou o encontro e acabou por recolher um prémio que, por aquilo que as duas formações fizeram durante os noventa minutos, considero justo.

Sendo claro que o golo acaba por surgir com alguma felicidade, a verdade é que esta está ao alcance de quem a procura: o Sporting conhecia o risco e, ao abdicar de tentar ganhar o jogo, sujeitou-se ao golpe de sorte que tudo decidiu.

Uma palavra final para Ricardo:

é esta a vida de um guarda-redes, posto ingrato que, mais do que qualquer outro, desenha uma linha muito ténue entre heróis e vilões. Numa partida perfeita, em que nada lhe poderia ser apontado (bem pelo contrário), surgiu um erro que, certamente, o irá privar de muitas horas de sono.

sexta-feira, 13 de maio de 2005

O jogo do(s) século(s)

Amanhã disputa-se aquele que será, provavelmente, o maior confronto da história do futebol português. Aqui fica a constituição das equipas, a menos que algo de anormal ocorra durante o dia de amanhã.

Benfica:
Quim, Miguel, Luisão, Ricardo Rocha e Dos Santos; Petit, Manuel Fernandes e Nuno Assis; Geovanni, Simão e Nuno Gomes.

Sporting:
Ricardo, Miguel Garcia, Polga, Beto e Rui Jorge; Custódio, Pedro Barbosa, João Moutinho e Tello; Douala e Sá Pinto.

Tem a palavra o futebol...

Amanha temos jogo do titulo



Força Sporting!

Pesadelo

Há uns dias que ando a dormil mal por causa do jogo do próximo Sábado. Irra que o jogo nunca mais acaba....
Mas na última noite foi demais. Sonhei que o Sporting tinha perdido. Sonhei que no dia seguinte a capa de "A Bola" tinha o Luis Filipe Vieira de cuecas a festejar o titulo, até parecia que tinha ganho um campeonato de Futsal.
Acordei assustado e não voltei a adormecer. Que pesadelo!

quarta-feira, 11 de maio de 2005

Ainda o cartão amarelo ao Liedson

Houve uma coisa que me fez um bocado de confusão na história do cartão amarelo ao levezinho. Os jogadores do Guimarães, a perder por 1-0 em tempo de compensação, com uma bola disponível, pronta para jogar, ficaram a perder tempo a pedir um cartão amarelo para o nosso ponta de lança. Porquê?

terça-feira, 10 de maio de 2005

Sporting líder

Doi, N'doye?

Liedson resolve... ser burro

Obviamente não estive esperei pelo final do jogo de segunda feria para escrever sobre este assunto. Hoje queria apenas estar contente por o Sporting ser líder do campeonato e manter a confiança na vitória no campeonato.
Mas ontem em vez de sair de Alvalade radiante com a liderança, saí bastante chateado com a atitude do nosso ponta de lança.
Não consigo perceber o que terá passado pela cabeça do melhor jogador do campeonato para fazer uma burrice daquelas. Chutar uma bola para longe naquela altura do jogo é uma infantilidade inadmissível num jogador daquela categoria.
É certo, que o árbitro esteve quase para não mostrar (se calhar se fosse outro o jogador não teria mostrado), é certo que a lei é um bocado estúpida, pois hoje em dia os apanha bolas repõem uma bola imediatamente e chutar a bola para longe não perde tempo nenhum, mas o que também é certo é a lei diz (acho eu) que quem chuta a bola para longe para queimar tempo leva amarelo e foi isso que o levezinho fez. Burro!

Um "derby" Para... ty

Estou longe de ser um admirador das qualidades do senhor Paulo Paraty, mas sei que, qualquer que fosse a escolha do árbitro para o jogo de sábado, muitas seriam as vozes críticas.

Tratando-se, provavelmente, do jogo mais difícil de apitar em toda a história do futebol português - noutros tempos não existiam os recursos tecnológicos que hoje permitem analisar todos os lances ao mais ínfimo pormenor - o juiz desta partida deve saber que, seja qual for o resultado, será "esmagado" pela opinião de "comentadores" e adeptos.

Desejo apenas toda a sorte do mundo ao senhor Paraty e espero, sinceramente, que leve consigo a coragem necessária ao mais espectacular evento nos anais da SuperLiga.

Onde se distinguem os homens dos rapazes

Sei que me estou a repetir, mas o destaque parece-me necessário: este é o campeonato mais emotivo de que tenho memória.

A vitória do Sporting ante o Guimarães transformou o jogo do próximo sábado num dos mais electrizantes embates da história do futebol português.

Na Luz se decidirá o campeão, num daqueles encontros que define a vida de um atleta. Em 90 minutos se resumirá toda uma época e, talvez, a carreira de alguns dos intervenientes. Centenas de treinos, quase três mil minutos de competição para cada uma das equipas e, numa tarde de sábado, só quem for mais forte terá a devida recompensa.

Em 18 anos de competição, aprendi que esses momentos únicos são a razão de ser de um atleta. Todos aspiram a vivê-los um dia e, depois de esse dia chegar, continua-se a jogar, na esperança de que eles se repitam, por uma vez que seja. As sensações que provocam, antes durante e depois, independentemente do resultado, são de uma intensidade sem paralelo. É aqui que se distinguem os homens dos rapazes, os bons jogadores daqueles que possuem um espírito vencedor: os campeões. Assim se faz a história do desporto, assim nascem os heróis contemporâneos.

Desejo apenas - sem grande esperança, infelizmente - que todos os intervenientes - jogadores, dirigentes, árbitros e adeptos - saibam estar à altura deste grande espectáculo, evitando os excessos, os incentivos à violência e qualquer comportamento anti-desportivo.

Resultados e consequências:

- Sporting será campeão se vencer na Luz e o FC Porto não ganhar em Vila do Conde

- Benfica será campeão se vencer por 1-0 ou mais de um golo de diferença e o FC Porto não ganhar em Vila do Conde.

- Em caso de empate, o Sporting será campeão se, na última jornada, vencer o Nacional.

- Caso o Benfica vença por 2-1, ficará obrigado a pontuar no Bessa, caso o Sporting vença o Nacional e o FC Porto ganhe os dois jogos que faltam.

segunda-feira, 9 de maio de 2005

Generosidades...

Estava à espera de encontrar aqui um post do "nosso" Dalau mas, certamente, a sua preferência clubística aconselhou-o a esperar pelo resultado de hoje...

Então vamos lá...

Independentemente do que possa hoje suceder em Alvalade, esta edição da SuperLiga fica definitivamente marcada pela inexplicável "generosidade" dos crónicos candidatos ao título. Tal como ocorreu, em diversas ocasiões, com o Sporting, Benfica e FC Porto teimam em desperdiçar oportunidades para assumir uma posição confortável ou, pelo menos, favorável, ficando por saber se os "leões" vão, mais uma vez, retribuir o "favor" ante o Guimarães.

Constatando o óbvio, a derrota dos encarnados e o empate dos azuis e brancos deixa escancarada uma janela de oportunidade para os verde e brancos: caso vençam o Guimarães, necessitam apenas de uma vitória e um empate para chegar ao título.

Pelo caminho fica o jogo de Penafiel. Dizem os benfiquistas que foram prejudicados por Pedro Proença, "espoliados" de diversas grande penalidades... Ora, nenhum dos lances disputados na área dos minhotos é passível de uma análise evidente, principalmente sem o auxílio das imagens televisivas mas, sobretudo, deve haver o cuidado de ponderar as declarações proferidas. Os argumentos utilizados para criticar a arbitragem não se podem sobrepor aos que foram esgrimidos, há oito dias, para a defender.

A verdade é que, nos 90 minutos, o Benfica efectuou apenas um remate digno dessa designação, demonstrando alguma incapacidade para exercer a pressão ofensiva que, por exemplo, tornou injusta a derrota em Vila do Conde ou o empate com o Leiria.

Já o disse e já o escrevi, aqui e na imprensa, que, caso o Benfica acabe por se sagrar campeão nacional, não o ficará a dever à arbitragem. Agora, por maioria de razão, sou obrigado a frisar que, caso tal não venha a acontecer, dificilmente os árbitros serão o motivo de tal fracasso.

Dito isto, aproveito para deixar um alerta aos mais desatentos: com o regresso do Major, deixa de estar garantida a lealdade da cunha...

sábado, 7 de maio de 2005

Ripa na rapaqueca



Acabei de saber que Jorge Perestrelo morreu.

Independentemente de se gostar, ou não, do estilo, Jorge Perestrelo marcou uma época na rádio portuguesa, incutindo um ritmo e uma vivacidade até então desconhecidos aos relatos cá do burgo.

Trabalhei com ele diversas vezes e guardo para mim algumas histórias hilariantes.

Com qualidades e defeitos, como todos nós, viveu a profissão com uma paixão invulgar.

Jorge, "ripa" com alma!

sexta-feira, 6 de maio de 2005

A tal cometição de pouca importância...

Para aqueles adeptos do clube dos 14 milhões que ontem viram a sua equipa do coração (o AZ)perder o acesso à final da Taça Uefa, e que por isso a apelidam de "uma competição fraca e de pouca importância", aconselho a leitura deste artigo do Master Kodro, no 4-4-2.
Como podem ver as equipas que passaram este época por esta competição não eram tão insignificantes como isso. E recordo também que o lider do nosso campeonato também andou por esta competição, embora já ninguém se lembre...

Sumaríssimos

Fico, como sempre, irritado quando se critica o que por cá se passa à luz de um princípio imbecil e provinciano: o que é mau só acontece em Portugal.

Isto é válido para o anti-jogo, para a violência nos relvados ou para a incompetência das equipas de arbitragem.

Há poucas horas, todos pudemos ver como um senhor dinamarquês, que dá pelo nome de Claus Bo Larsen, fez jus à reputação granjeada por outros grande nomes do apito: Bruno Paixão, Carlos Xistra ou Olegário Benquerença.

Juízos à parte no que a lances duvidosos diz respeito, a verdade é que o senhor juiz permitiu um grau de violência que ultrapassou em muito qualquer padrão de virilidade ou agressividade, dado comprovado pelos quatro pontos necessários para "reparar" a face de Miguel Garcia ou pelos traumatismos de Beto e João Moutinho. Tudo graças a um veterano pugilista, chamado Van Galen. O homem até é bom jogador mas, ontem, só conseguiu protagonizar três agressões, nas barbas da equipa de arbitragem, que apenas lhe mostrou um cartão amarelo, já perto do cair do pano, na sequência de uma falta inofensiva.

Houvera sumaríssimos na UEFA...

P.S. Pelo caminho, ficam os merecidos parabéns ao Sporting e ao futebol português que, pelo terceiro ano consecutivo, marca presença numa final europeia. Vá lá que somos pequeninos...

quinta-feira, 5 de maio de 2005

Afinal há benfiquistas sensatos - parte II

Parece incrível mas é verdade. Afinal existem mais benfiquistas sensatos.
Leia-se o que diz Pedro Mexia, no blog Fora do Mundo.

"Sou do Benfica. Sócio e tudo. Mas isso não impede que fique incomodado quando percebo que o Benfica é favorecido pelos árbitros. Eu quero que o Benfica ganhe, mas que ganhe porque merece, e não por causa de erros e trafulhices.

Claro que os benfiquistas não admitem que se escreva isto. Um benfiquista que escreva isto, dizem, «não é realmente do Benfica»."

terça-feira, 3 de maio de 2005

Afinal há benfiquistas sensatos...

Excertos do artigo de Ferreira Fernandes no Correio da Manhã

"Sou benfiquista e estou incomodado. Envergonho-me pelos favorecimentos ilegítimos que, esta época, o Benfica tem tido. Sendo benfiquista, não posso dizê-lo? Não importa, digo-o na mesma. Era o que faltava, prescindir do meu direito de falar sobre o futebol, quando a minha vida foi toda determinada por não deixar de ter opinião."

"Esta época, o Benfica ou ganha o campeonato ou não ganha. Se não ganha, será mais um, em onze anos, a não ganhar. Se ganha, é para esquecer: assim não quero. Cá estarei para o ano, para sair à rua, gritando pelo meu Benfica que ganhou um campeonato, o primeiro limpamente ao fim de uma dúzia de anos"

Afinal há benfiquistas que não são cegos e que sabem ver as coisas como elas são.

segunda-feira, 2 de maio de 2005

É um exagero..

Acho claramente exagerado estar dizer que os árbitros estão a levar o clube dos 6 milhões (em África) ao colo.
É certo que nos últimos três jogos, os árbitros João ferreira, Hélio Santos e Mário Mendes fizeram arbitragem muito habilidosas, inventaram livres, expulsaram jogadores adversários injustamente, inventaram penalties e fizeram vista grossa a lances para penalty na área encarnada. Tudo isso é verdade.
Mas nenhum destes árbitros marcou algum golo, fez algum remate ou sequer um cruzamento para a área. Isso sim, seria escandaloso. Será que ainda vai acontecer?
Já estou a imaginar se por acaso calha o Sporting estar a ganhar na Luz perto do fim, o Bruno Paixão (por exemplo) a ir para a área num canto para tentar cabecear...

Lembram-se?

A 29 de Novembro, o Críticos da bola (ou parte dele) acreditou....
Na última semana ele justificou...