terça-feira, 29 de março de 2005

Momento musical

Refeito do pequeno período de férias, regresso irrigado por uma veia musical (ou será uma artéria).

Foram vários os amigos benfiquistas que, na sequência da derrota do Sporting ante o Penafiel e da goleada do Nacional frente ao FC Porto, fizeram referência a concertos dos Silence 4 e dos U2...

Sem qualquer ressentimento clubístico, devo dizer que os apaniguados do emblema da águia estão muito "inchados"... Será que engoliram um "airbag"?

Certo é que estamos condenados a levar com o "The Final Countdown" (dos insuportáveis Europe) até ao final da temporada, isto se não se fizer ouvir um "Oops, I did it again", lá pela 33ª jornada...

É que a gaja gorda ainda não cantou.

quarta-feira, 23 de março de 2005

Azia

O senhor árbitro famoso pela sua azia, que colabora com a TVI e com o Jornal "o Jogo", justificou na passada segunda feira na TVI, brilhantemente, porque Seitaridis não devia ter sido expulso. Dizia este senhor que não era uma situação clara de golo porque Liedson já tinha falhado uma cabeceamento semelhante. Fantástico! O Sr. Jorge Coroado inventou uma nova regra, só existem situações claras de golo quando os jogadores em questão nunca falharam situações idênticas. A baliza até pode estar completamente aberta, ou o jogador pode ir a correr sozinho para o guarda redes, mas se já falhou em jogadas parecidas, AZAR!, não há razão para expulsão.

terça-feira, 22 de março de 2005

Lampionagem - esse bicho estranho

Ontem o Sporting tinha (como diz na crónica do Zé Manel no jornal "A Bola) 6 milhões e meio de adeptos (6 milhões do slb e 500 mil do Sporting, embora acredite que somos um bocadinho mais que isso ;)), por isso pensei que hoje de manha iria ter os meus amigos encarnados todos contentes, a agradecer a ajuda preciosa do Sporting, após a vitória sem contestação de ontem à noite. Enganei-me!

As duas pessoas que escrevem neste blog são minhas amigas. Neste blog a grande maioria de artigos escritos destina-se a criticar o Sporting. Tinha curiosidade para ver o que eles diziam após o jogo de ontem, se expressavam algum contentamento pela vitória leonina. Eis o meu espanto quando vejo artigos a dizer mal do Sporting, que deviam ter ganho por muitos mais, que somos todos anti-benfiquistas, que o nosso treinador é um anormal, que o Paulo Andrade é não sei o quê... Acho especialmente estranho a parte da acusação importante dos sportinguistas serem acima de tudo anti-benfiquistas vindas de quem (Gwahir) se refere ao que sente pelo Sporting como ".. visceral..asco inigualável, um desprezo ciclópico e transcendental..". Como é que alguém assim pode se queixar que os outros são anti alguma coisa. Estes mesmos benfiquistas (ou anti-sportinguistas) que se assumem do Newcastle desde pequeninos, ficam chateados porque não gostamos do slb, e por isso somos anti-benfiquistas, e não sportinguistas.
Impressiona-me por vezes o que o futebol consegue fazer. Como é que pessoas que considero meus amigos e por quem tenho algum respeito (senão não fazia sentido serem meus amigos) se cegam desta maneira com o futebol, insultando tudo o que lhe passa pela cabeça. Sejam amigos, familiares, colegas de trabalho, não interessa, se são do clube adversário (nestes caso, Sporting) são merda. Esta maneira de pensar faz-me confusão.

Outra coisa que me faz confusão na maioria dos adeptos encarnados é a sua simpatia por José Mourinho. Não ligam ao facto de ele ter marimbado no benfica para tentar ir para o clube rival (Sporting) e ter dado muito títulos ao porto, mas defendem-no a todo o custo. E uma coisa engraçada é o argumento que usam para o defender, puxo por ele porque ele é português. Parece um argumento credível. Mas quando nos jogos europeus perguntam se eles vão puxar pelo Sporting respondem que não. Estranho? Então os sportinguistas não são portugueses? Claro que sim, dizem eles, mas temos muito amigos do Sporting.. Ah! Agora percebi, eles gostam que os portugueses tenham sucesso lá fora, desde que isso não alegre amigos deles. O que nos leva a ter amigos é o forte desejo de os ver chateados, irritados, furiosos, senão para que é que tínhamos amigos?

Enfim, não é fácil entender esta espécie...

P.S. Deixo fora deste artigo o meu amigo Poster, lampião convicto mas com quem (apesar de não concordar com muitas das suas opiniões) ainda é possível falar de futebol.

Estes portistas são todos iguais...

Os dirigentes portistas são todos muito parecidos, até dizem as mesmas piadas.
A semana passada Pinto da Costa referiu-se ao caso "Apito Encarnado", aqui há uns tempos José Veiga tinha se referido ao caso "Apito Azulado".

sexta-feira, 18 de março de 2005

Injustiçado

Os adeptos do Benfica foram injustos com o Sr. Souness.
Ele foi treinador do Benfica durante 1 ano e meio, já não está no clube há mais de 5, e só hoje é que começaram a simpatizar com ele.

quinta-feira, 17 de março de 2005

Incompreensível....

José Peseiro anunciou ontem que Hugo vai ser titular. Não sendo dos mais críticos deste central leonino (até porque este ano já tivemos um campeão do mundo a fazer bem pior esta época) não consigo compreender esta atitude. Após o jogo do passado domingo, Hugo estará não só nervoso pelos erros que cometeu, mas terá um público adverso, que muito provavelmente o assobiará cada vez que ele tocar na bola, como já fez no último jogo. Espero que isto não aconteça e não compreendo essa atitude, mas o mais provável é logo à noite, Hugo passar o jogo a ouvir assobios da bancada (se calhar ele pensa como o Álvaro e não há problema).

Outra coisa que não compreendo é como é que o Sr. Scolari convocou para a selecção um avançado que tem zero golos esta época. Há lugares cativos nas convocatórias?

segunda-feira, 14 de março de 2005

Os erros

Não serei tão assertivo como o nosso Dalau. A "gestão" de esforço no plantel acaba por ser inevitável e só a equipa técnica do Sporting saberá ao certo quais os índices físicos de cada jogador e qual a sua capacidade de recuperação. O "turnover", mesmo em versão modesta, é uma necessidade em períodos de sobrecarga competitiva. Entretanto, perdoem-me, desde já, os que gostam de "postas" curtas...

O exemplo inglês é muito particular e algo enganador:

- É verdade que jogam com uma frequência muito superior, mas fazem-no frente a adversários que são sujeitos a idêntica carga física.

- Mesmo com planteis mais numerosos, sentem frequentes dificuldades nas competições europeias, excepção feita ao melhor Manchester (que já lá vai) e ao Chelsea de Mourinho.

- O trabalho diário é concebido em função desse mesmo calendário, algo que não faria sentido em Portugal.

Dito isto, passemos a analisar aquilo que, de facto, posso criticar nas opções de José Peseiro.

Sendo certo que, depois do erro cometido em Belém, seria pedagogicamente desastroso retirar Hugo da equipa (para aqueles que ainda acreditam que há alguma coisa para salvar neste bom rapaz) a verdade é que o hipotecar da presença de Enakarhire, devido ao perigo do castigo iminente, elevou o nível de risco de forma desproporcionada: o Sporting está a seis pontos do primeiro lugar, os mesmos que, em apenas 180 minutinhos, Hugo custou aos "leões". Será um "grande profissional" mas, no futebol, isso não chega. É preciso ser-se também bom jogador...

No mesmo plano cabe a presença de Paíto no lado esquerdo da defesa. Rui Jorge atingiu o nível de forma que lhe permite "negociar" com tranquilidade as exigências competitivas e não me parece que fosse necessário dele abdicar em favor do errático (e estou, acreditem, a ser muito simpático) moçambicano. Já a inclusão de Mário Sérgio (vou ser insultado até à inconsciência, mas é, em potencial, o melhor lateral-direito do Sporting) me parece natural pois, como disse na véspera José Peseiro, Rogério é dos elementos que maiores dificuldades revela na recuperação dos índices físicos.

A ausência forçada de vários elementos habitualmente fundamentais no sector intermédio - Carlos Martins, castigado, Custódio e Rochemback, lesionados - obrigava o treinador a alterações e adaptações. No que ao onze inicial diz respeito, a opção pelo "sacrifício" de João Moutinho, que ontem foi "forçado" a recuar no terreno, parece-me pacífica e só a entrada de Tello me "incomodou". José Peseiro, em conferência de imprensa, assegurou não ser tempo de "passos atrás", nem mesmo "ao lado", metáfora que abarcava, no meu entender outro lugar comum: os "tiros no escuro". Independentemente da qualidade (ou falta dela) do chileno, as dificuldades que sempre revelou quando instado a encontrar o seu espaço não aconselham a que lhe seja entregue, de bandeja, o papel de principal organizador do futebol "leonino" numa partida de enorme importância para as aspirações do clube.

Enfim, riscos porventura desnecessários, mas que ninguém estaria a discutir se o resultado tivesse sido favorável aos "leões". Foi, porém, ao intervalo, que José Peseiro inverteu aquela que deve ser a principal prioridade de um treinador: facilitar a vida aos seus jogadores em vez de a complicar: deixou no balneário Hugo Viana e Pedro Barbosa, os únicos que capazes de fazer o transporte da bola em transição e fez entrar Rogério e Douala.

O brasileiro não entrou para corrigir o trabalho até então efectuado por Moutinho, mas sim para lhe dar liberdade. O principal problema estava relacionado com a presença do camaronês no meio-campo: as dificuldades no posicionamento sem bola fizeram desmoronar o bloco encarregue de formar a primeira linha de pressão enquanto, no plano ofensivo, as suas características o impediam de participar na rápida circulação da bola. Como Peseiro reconheceu, e bem, no final da partida, o Sporting "ganhou em velocidade mas perdeu a bola".

Para o fim deixei a opção que, sendo recorrente (já Boloni e Fernando Santos o tinham feito), mais me confunde: em "desespero", os "leões" transformaram o desequilibrado 4-4-2 num improvisado 4-3-3 no qual Niculae desempenhava o papel de... extremo-esquerdo. Com claro défice de capacidade física na área adversária e sem possibilidade de optar por um futebol mais directo, não faz qualquer sentido afastar dessa zona o único atleta com características talhadas para suprir tais lacunas. Isto para não falar da manifesta inadaptação do romeno àquela função.

Na fase decisiva da competição não há margem para "erros", nem muito menos para contemplações. Claro que, como em qualquer circunstância, há que saber encontrar o lado positivo:

- O Sporting já não depende apenas de si, o que é óptimo, pois depender dos resultados desta equipa não é bom para ninguém.

- O Sporting depende do Benfica e do FC Porto, o que, hoje em dia, é quase uma garantia de sucesso...

As opções

Versão irónica: Peseiro fez bem em poupar alguns jogadores frente ao Penafiel.

A luta por um lugar na Europa promete ser desgastante...

Brincar à gestão do plantel...

Aparentemente os jogadores das equipas portguesas não têm capacidade fisica para jogar ao fim de semana e a meio da semana. Por isso os treinadores dessas equipas acham que têm que proceder a alterações no onze inicial em todos os jogos, para alguns jogadores descansarem.

Ora, foi isso que José Peseiro tentou fazer ontem. Com 3 jogadores do meio campo (quase sempre titutlares) indisponíveis, Peseiro alterou todo o meio campo (obrigado) e mudou três jogadores da defesa. Não contente com estas mudanças, o treinador conseguiu ao intervalo fazer o impensável, tirou outros dois meio campistas que, na ausência dos outros 3 jogadores, são os mais influentes da equipa. Brilhante!
Para além disso, com esta substituição voltou a fazer aquilo que todos já percebemos que não funciona, pôs o Rogério a trinco. Brilhante! Com estas alterações ao intervalo, o meio campo do sporting desapareceu. Jogar com Rogério e Tello no meio campo é jogar com menos dois, e apenas Moutinho compensava um pouco os desiquilibrios criados. E vendo isto o que é que Peseiro fez? Tirou Moutinho. Brilhante! Nos últimos 25 minutos, o meio campo do Sporting foi constituído por Tello e Rogério. Parece inacreditável mas é verdade. Foi nisso que resultou a brincadeira da gestão do plantel. Tello e Rogério foram o meio campo do sporting.
Por isto peço-lhe, sr. Peseiro, vá brincar à gestão de plantel para Coruche!!!

sexta-feira, 11 de março de 2005

Imagem da Semana



Como é bom ser do Sporting....

Chelsea investe na Luz

Falou-se esta semana do interesse do Chelsea nalguns jogadores do benfica, nomeadamente em Ricardo Rocha (não confundir com o namorado da Adriana Galisteu, como já aconteceu).
Com Cech e Cudicini no plantel, não percebo o interesse do Chelsea neste jogador...

Palmas para o capitão

Critiquei os adeptos do Sporting aqui há uns tempos pela maneira como tratam o nosso capitão. Espero que ontem (tal como tinha acontecido em Roterdão) tenham percebido porquê.
O Pedro Barbosa é ainda um jogador muito importante no nosso plantel, capaz de dar um toque de classe e ainda capaz de correr (e muito) durante grande parte do jogo. Espero que domingo (se jogar), Barbosa não seja assobiado na primeira vez que toca na bola.

quarta-feira, 9 de março de 2005

Mourinho

Os ingleses entenderam, finalmente, o essencial sobre Mourinho. Elba explica-nos como.

terça-feira, 8 de março de 2005

Imparável

Inujustamente toda a crítica nacional considera Mourinho como o melhor treinador Português e aquela que consegue resultados mais impressionantes.
Mas o Criticos da Bola quer fazer justiça e apresenta aqui a cara daquele que é realmente o treinador português mais impressionante, conseguindo séries de resultados e classificações de uma regularidade memorável.

domingo, 6 de março de 2005

Onde está a virtude?

O Sporting será, muito provavelmente, a equipa que melhor futebol pratica na SuperLiga e possui, de momento, o maior número de alternativas válidas no seu plantel.

Virtudes louváveis que, porém, não se traduzem em benefícios palpáveis.

Da "sorte" (ou falta dela) às condicionantes externas (leia-se considerações sobre o trabalho dos árbitros), são muitas as teorias que se podem construir para explicar o fenómeno, mas uma palavra existe que define a distância entre o sucesso e o fracasso: eficácia.

Quer se reporte aos processos defensivos, aspecto no qual os leões têm pecado com frequência (já sei que vão dizer que é obcessão, mas o rapaz Hugo voltou a estar em grande no Restelo) quer se trate do capítulo da finalização, a maior pecha no trabalho realizado por José Peseiro prende-se com a incapacidade de aliar os conceitos de eficácia e regularidade. No seu melhor, este Sporting já provou ser superior aos adversários directos, mas necessita para tal de um nível de intensidade e concentração ao qual não parece ser capaz de dar continuidade.

O preço a pagar é óbvio e, no presente, os três pontos de atraso para o primeiro lugar começam a assumir um carácter determinante.

No espectro oposto deste critério está o Benfica: apoiados num futebol sem construção racional e na qualidade individual de dois ou três elementos, os encarnados vão amealhando pontos, mesmo sem convencer os adeptos.

Mais uma vez, nem só a felicidade ou o esporádico auxílio de um qualquer senhor do apito permitem explicar o fenómeno e a verdade é que, com apenas 10 jornadas por disputar, o Benfica conta com o calendário mais favorável naquela que será a melhor oportunidade de chegar ao título que a Luz conheceu nos últimos 10 anos.