segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Pérolas Jornalísticas

"Decisão dificil mas correcta. Nani pôs o pé esquerdo à frente do direito de Alexandre, que não pôde evitar chutá-lo. Bruno Paixão esteve bem".

Próximas edições de "A Bola"

"O jogador do Sporting centrou muito alto e o defesa contrário não teve outra opção senão dar uma palmada na bola. Não é penalty!"

"O jogador leonino ia muito rápido e o adversário foi obrigado a puxar-lhe a camisola. Jogador devia ser multado por excesso de velocidade."

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Desde que Boloni esteve no Sporting...

... que fiquei a gostar mais dos romenos. E hoje subitamente passei a simpatizar ainda mais.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Voltou a normalidade

Toma lá mais três!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

A brincadeira (ou a merda) da rotatividade

É muito giro brincar à rotatividade quando se joga contra aves, estela da amadora, naval e outros que mais. Mas em jogos a doer há que parar com as invenções. Não se pode inventar jogadores para número 10 (que nunca o foram e nunca o serão por muito que se insista), (praticamente) estrear um defesas esquerdo, não convocar o único rematador de fora da área (pelo menos em jogo jogado) que temos, quando se trata de um jogo decisivo. Não pode ser!
O Sporting devia ter um onze base (acho que é rara a equipa no mundo que não o tem) e a rotação deveria ser apenas uma ou outra mexida numa posição especifica, trocas jogador por jogador para descansar elementos mais cansados. Não passar avançados para número 10, defesas para médios, número 10 para trinco, trincos para defesas. Isso assim é uma balburdia e não se cria um fio de jogo. No sporting não só não se sabe qual é o onze base, como há certos jogadores que nem sabem qual é a sua posição base.

O futebol português não é para ser levado a sério

O capitão da selecção nacional levou apenas 1 jogo de suspensão.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Pequenos comentários ao derby

- O benfica não fez o "grande jogo" que se fala. Teve a sorte de marcar cedo e defendeu muito bem durante todo o jogo.

- O Quim é um palhaço

- O Sporting dominou a maior parte do jogo (exceptuando entre os 35 e os 45, e depois dos 70), mas jogou lento e não criou muito perigo.

- O Momento do jogo foi o golo aos 2 min ou o penalty não assinalado aos 18 min?

- O Quim é um palhaço

- O Paços de Ferreira fez menos anti-jogo em Alvalade quanto cá ganhou em Andebol do que o Benfica neste jogo

- O Benfica foi um vencedor justo, mas com 1-1 aos 18 min, as coisas poderiam ter sido diferentes.

- O Nani acha-se o melhor do mundo e já não dá uma para a caixa

- O que passou pela cabeça do agora capitão da Selecção Portuguesa? Aquela entrada a ganhar 2-0, a jogar com mais um, aos 82 min, na área do adversário, não lembra a ninguém.

- O Quim é um palhaço, mas fez duas defesas do outro mundo

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Dá três, leva três......





Quem vai marcar os 3 golos deste fim de semana?

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Algo não faz sentido

O Sporting acordou com José Veiga e talvez João Pinto um valor para a contratação deste último.
Segundo o primeiro nenhum deles recebeu um tostão.
O João Pinto jogou no Sporting durante 2 épocas.

Ou seja segundo o José Veiga, o João Pinto veio para o Sporting à borla.

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Situação Preocupante

Há 7 dias que Liedson não marca ao serviço do Sporting em jogos oficiais.

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Ontem correu mal...

...porque é que foi o Saha a marcar o golo e não o Ronaldo?

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

Niveis de desonestidade...

No ambito do caso Apito Dourado, surgiu hoje um novo conceito que é o nível da desonestidade. A desonestidade e o jogo de influencias que vieram a publico hoje é de um nível mais baixo do que as desonestidades cometidadas pelos homens do Porto, por isso não deve ser levado a sério. O Pinto da Costa é desonesto nível 5, por isso não é grave o LFV ser desonesto nível 3. Por isso não é grave e até é quase normal alguém dizer:

"Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito..."

"Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!"

E a que eu gosto mais....

" Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado"

Coincidencias

Paulo Paraty foi o árbitro que apitou o jogo Gil Vicente - Sporting que se falava ontem no DN.

Paulo Paraty era, segundo o DN, o árbitro que Luis Filipe Vieira queria para apitar o jogo da taça contra o Belenenses.

Paulo Paraty foi o árbitro que apitou o jogo do titulo entre Benfica e Sporting, em 2004/2005.

Perspectivas

Noticia 1 - "Árbitros abordados para prejudicar o benfica"

Está provado o benfica foi gamado. É sempre o maior prejudicado. Aquele velho tonto do Sporting falava do sistema mas agora está provado que o benfica é que tem razões de queixa.

Noticia 2 - "Esquema dos árbitros atingiu o Sporting"

Devem ter feito confusão no jornal. O benfica é que foi prejudicado. A conversa não se devia ouvir bem.

Noticia 3 - "Luis Filipe Vieira escolheu árbitros para o benfica"

Estes jornalistas são uns aldrabões. Já nos estão a atirar areia para os olhos para não se falar da única noticia verdadeira (a noticia 1).

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

Patético

Não nos atirem areia para os olhos. A Finlandia é uma equipa da terceira divisão europeia. Empatar com a Finlandia é um mau resultado.

A noticia que entristeceu todos os benfiquistas....

Apito Dourado - Sporting prejudicado pelos árbitros.

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Não entendo...

O Joaquim aceitou menos dinheiro que o Simão queria?
O Valencia está disposto a dar um muito mais dinheiro ao Joaquim do que ao Simão?
O Simão não quer sair do benfica nem por nada?
O Benfica andou num dilema em que por um lado queriam que ele saísse e por outro queriam que ele ficasse?
Há aqui muita coisa mal contada?

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Exagero

Eu sei que a diferença foi muito grande, mas considerar que 3-0 é igual a empate, e dá direito a penalties, é um bocado exagero.

quinta-feira, 27 de julho de 2006

quinta-feira, 20 de julho de 2006

FIFA vs Gato Fedorento

Acho que o Ricardo Araujo Pereira não chega aos calcanhares destes moços da FIFA.
As atitutes deles são hilariantes. Veja-se:

1 - Ronaldo não é eleito melhor jogador jovem do mundial por falta de fair play (não é que merecesse.)
2- Zidane é eleito o melhor jogador do mundial

e agora a cereja no topo do bolo...

3 - Zidane é suspenso por 3 jogos e Materazzi por 2.

Muito bom. Mal posso esperar pela próxima série. Será que a FIFA vai fazer um DVD de Natal?

quinta-feira, 8 de junho de 2006

É HOJE!

Carlos

Nem consegui dormir como deve ser! Não sou, sequer, um adepto fanático de futebol, mas isto de ver Portugal chegar à final de um Campeonato do Mundo mexeu mesmo comigo… A ansiedade é tanta que me custa pensar que tenho de esperar mais 10 horas pelo início do jogo! Brasil – Portugal! Quem poderia imaginar uma coisa destas?!



Pedro

Nem consegui dormir como deve ser! Não costumo ficar assim antes dos jogos, mas isto de chegar à final de um Campeonato do Mundo não é, de facto, normal. A ansiedade é tanta que me custa pensar que faltam 10 horas para o início do jogo. Jogar a final contra o Brasil! Quem poderia imaginar uma coisa destas?!



Carlos

Combinei com os meus amigos assistir ao jogo na Praça Sony. Ainda bem que conseguiram resolver os problemas dos direitos de transmissão e toda a gente se vai poder juntar para este momento histórico como se estivesse num estádio, a apoiar a equipa. Contra o Brasil, da maneira como eles estão a jogar, não vamos ter muitas hipóteses… Não tenho grandes esperanças, mas… Só espero que não vá para penáltis!!!



Pedro

Não há maneira do tempo passar. Fizemos o habitual passeio matinal e todos pareciam descontraídos. Mas eu sei que não estavam… Também disse as minhas piadas, todos nos rimos com as brincadeiras do costume mas, por dentro, tenho a certeza de que todos se sentem como eu: estômago apertado, um nó na garganta… Parece que o ar queima quando tento respirar. Sei que passa, quando entrar dentro de campo, mas porque é que não pode começar já?!



Carlos

Estamos todos nervosos e nem me apetece beber as cervejas do costume… Parece que há electricidade no ar… Todos têm um brilho diferente nos olhos… Deve ser a esperança… Afinal, são 90 minutos e toda a gente diz que, em futebol, tudo é possível… Vou aproveitar para me entreter com os cânticos e as imperiais até isto começar, para ver se o tempo passa mais depressa.



Pedro

Costumo utilizar estas horas no quarto para me concentrar, mas confesso que hoje não está fácil. Reparo nos outros e vejo que também falam menos do que é costume, mas, como eu, estão mais preocupados que nunca em seguir os seus rituais. Dou por mim a pensar no que passei para chegar aqui… Decididamente, não me posso queixar pois, aos 26 anos, dificilmente poderia pedir tanta sorte: jogo num dos melhores clubes do mundo, não vou ter de me preocupar com dinheiro no resto da vida, tenho família mais saudável do que a da maior parte dos meus colegas e, caramba, não só sou chamado à Selecção como vou ser titular na final do Mundial. Hoje, a Terra vai parar para me ver jogar!

Bolas, este é exactamente o tipo de coisas em que não posso pensar… Como se já não houvesse pressão suficiente…



Carlos

Bolas, nunca pensei que estivesse tanta gente! Dezenas de milhares de pessoas! Ainda bem que a Ana não gosta destas coisas, não gostava de ter de me preocupar com ela no meio desta confusão… Além disso, já estou um bocado com os copos e a amiga da miúda que está a falar com o Miguel é um verdadeiro canhão! Nem sabia que havia “tops” da Selecção, quanto mais daquele tamanho.

O melhor é mesmo que isto comece depressa…



Pedro

Os minutos parecem horas… Estamos quase a sair para o autocarro… O “Mister” deu a primeira palestra, mas confesso que nem ouvi bem o que ele disse… Estou a ficar preocupado… Isto não é suposto acontecer… Olho para os outros e, subitamente, todos me parecem concentrados, mas calmos… Serei só eu a sentir-me assim?! Tenho de falar com a Susana… Sei que não é suposto falar com ninguém de fora, mas vou ter de arranjar maneira. Não sou santo nenhum, já fiz muita merda, mas se não fosse o apoio da Susana acho que nunca teria tido força para chegar aqui. No estado em que estou, só a voz dela me pode acalmar, só ela vai perceber…



Pedro

Há coisas que não consigo perceber. Liguei à Susana do “hall” do hotel – tinham indicações para não deixar, mas uma camisola, um autógrafo e a promessa de um jantar fazem milagres com as recepcionistas… - e, mesmo se senti uma calma estranha, o nó na garganta não desapareceu… Será que, logo hoje, não vou ser capaz de ultrapassar isto?! Estamos a entrar no autocarro e nem consigo olhar para a cara dos outros. Sento-me, com a cabeça baixa, enquanto todos os sons são abafados pela música que emana dos “headphones” do meu I-Pod. Tento relaxar e acompanhar mentalmente o “Under the Bridge”, dos Red Hot Chilli Peppers… Que estranha escolha…
De repente, o meu cérebro começa a retransmitir, como se estivesse no cinema, os movimentos do Emerson e do Gilberto Silva: como recebem a bola, para que lado a protegem, quem procuram para entregar, que lado preferem pressionar, qual a perna de apoio… Na minha cabeça, vejo-me no campo, o que tenho de fazer, quem tenho de enfrentar… Parece que sinto a bola nos pés, o cheiro da relva, o barulho da multidão… Subitamente percebi! O nó desapareceu, o estômago relaxou e a adrenalina começou a fluir: há uma razão para, hoje, tudo ser assim. Eu nasci para isto, tudo o que fiz, ao longo da vida, foi para chegar aqui. É difícil de acreditar, mas é verdade: trocava tudo o que tenho, o dinheiro, a família, a segurança, para ter esta oportunidade. São as coisas que, até este momento, sempre quis, mas isto é diferente: é a oportunidade de ficar na história! Toda a gente saberá, para sempre, quem sou e aquilo que fui capaz de fazer.

Volto a olhar à volta e tudo me parece mudado. Como eu, também os outros têm os olhos fixos no vazio: já não são os companheiros indiferentes, com ambições próprias, com mau feitio ou com um ego desmesurado. Agora, somos todos irmãos, estamos no mesmo barco e sabemos que só juntos podemos conquistar aquilo que poucos se atreveram a sonhar e ainda menos tiveram hipótese de alcançar. Tem de ser hoje!

O autocarro está a chegar ao estádio e já só penso em entrar no balneário. As ruas estão vazias, todo este país deve estar em casa ou à procura de um lugar nas bancadas. Confesso que ainda tinha esperança de ver alguns portugueses à nossa espera mas… O quê? O que é aquilo? São… São milhares… do outro lado da rua… não os deixam passar…

O arrepio nas entranhas voltou, mas agora tem outro efeito, dá-me força. Saio do autocarro em último lugar, como sempre, e procuro dirigir-me à entrada sem dar importância ao que se passa, mas não resisto a virar a cabeça para olhar… E vejo. Vejo toda aquela gente, as lágrimas, a esperança e penso: hoje sou um deles. Dentro de campo, ou cá fora, sou um deles! Viro-me, para entrar, e o meu olhar cruza-se com o de um miúdo cuja cara está pintada com a bandeira de Portugal. Sem querer, os meus olhos demoram-se nos dele: há neles um brilho especial. Mais do que nunca, tenho a certeza: é hoje!



Carlos

Estava-se mesmo a ver que isto ia ser assim… Nem tocamos na bola. Estes gajos parecem parvos: estão na final de um Mundial e não são sequer capazes de correr. Cambada de chulos, só devem estar a pensar no prémio que vão receber, ganhando ou perdendo. Isto é uma vergonha, não havemos de ir a lado nenhum. Muita sorte têm estes cabrões por só estarem a perder 1-0 ao intervalo.



Pedro

Poucas pessoas se apercebem como o início de um jogo é importante, como são as coisas pequenas que podem decidir o que se vai passar a seguir… Nos primeiros cinco minutos, entrámos com tudo e, quando estava a começar a achar que nada nos podia parar, bastou um contra-ataque para deitar tudo por terra… O golo do Ronaldo abalou a confiança e, a partir daí, foi um desastre.

O “mister” está a dizer que temos de recuperar a bola mais depressa, mas o problema é que não ficamos com ela o tempo suficiente… Queremos fazer demais, depressa demais… Falhamos passes, não nos movimentamos bem e acabamos por andar a correr atrás deles… E, porra, eles jogam muito… Muita sorte tivemos por não chegar aqui a perder por três ou quatro… A conversa para motivar acabou, mas não precisamos de motivação, precisamos é de cabeça… e de confiar uns nos outros… Tento falar. Não sei o que disse, nem muito menos se me ouviram, mas as palavras foram saindo. Quanto estou a entrar de novo no relvado, o capitão vem ter comigo, põe as mãos no meu pescoço, olha-me nos olhos e diz: “Tinhas razão… É hoje!”



Carlos

Estes gajos querem-me matar! Que granda joga! Quando empatámos achei que íamos dar a volta à coisa, mas, quando eles fizeram o 2-1, convenci-me de que estava tudo acabado. Não pensei que fossem capazes de reagir, mas foi um espectáculo: a maneira como aquele gajo que joga no Bayern conseguiu recuperar aquela bola, já nos descontos e, de primeira, rasgar a defesa para que o lateral-esquerdo, vindo de trás, empatasse tudo outra vez… Pensei que ia ter um ataque cardíaco… E, se não fosse o cabrão do árbitro, isto estava ganho! Como é que o Juan, que só deu porrada, não foi para a rua. O prolongamento está a ser de morte, mas estão todos tão cansados que acho que ninguém vai marcar… Meu Deus, tudo menos os penáltis…



Pedro

Pensei que estava tudo contra nós. Depois daquela primeira parte miserável, parecíamos outra equipa depois do intervalo. Como um bloco, pressionámos a zona da bola e impedimos que a bola chegasse ao Kaka e ao Ronaldinho, começámos a ganhar espaços nas costas deles e o jogo mudou. De repente, éramos nós a controlar e o golo passou a ser uma questão de tempo. O problema foi que, depois de empatar, quando ainda estávamos a respirar fundo, para ir à procura do segundo, o cabrão do árbitro apitou aquela falta sobre o Ronaldo…Se fosse ao contrário, ainda levávamos amarelo… É incrível, os gajos não tinham feito um remate à baliza na segunda parte e o Roberto Carlos chega ali, manda um “bico” e pronto, está tudo estragado outra vez. Bem quisemos reagrupar, voltar ao princípio, mas o Parreira tirou o Ronaldo e o Kaka para por o Mineiro e o Cris e o espaço desapareceu. Pior ainda, não só não conseguíamos entrar como, no contra-ataque, eles só não marcaram por acaso…

Eu já estava a desesperar, tentava impedir a saída da bola mas, sozinho, também não dava. Será que estes gajos não percebem que podemos não ter outra oportunidade para estar aqui?!

O tempo já estava a acabar… Devíamos estar nos descontos… Estava tudo perdido, continuávamos com o “chuveirinho” para a área e o Lúcio agradecia… “Pronto, lá ganhou mais uma à vontade e eu agora que corra atrás dele no contra-ataque”, pensei, mas… subitamente, percebi que a bola ia na direcção do Gilberto Silva, que estava de costas para mim. Instintivamente, encurtei o espaço e percebi que não me tinha visto. “Vais proteger e rodar para a direita, em vez de dar ao Emerson, que está de frente e pode lançar o contra-ataque”, adivinhei e, enquanto pus a perna para cortar a bola, senti alguém entrar pela esquerda, ao mesmo tempo que a defesa deles subia. Tinha o pé esquerdo enterrado no chão, estava desequilibrado, mas sabia que tinha de ser naquele momento: consegui “encaixar” a bola entre dois gajos, vi uma camisola vermelha a surgir isolada e… caí. No meio daquele mar de pernas, nem percebi se ele tinha falhado ou não mas, quando vi o Ronaldinho de joelhos, com as mãos na cara, percebi: tínhamos empatado. Mais do que nunca, tive a certeza: agora ninguém nos pára… É hoje!

….

Carlos

Foda-se… Penáltis é que não! Nós lixamo-nos sempre nestas coisas… Só naquele milagre, contra a Inglaterra, quando o outro tirou as luvas é que nos safámos… Deus devia estar distraído… Quem vão ser os gajos a marcar? Estão todos borrados…



Pedro

O prolongamento foi a pior meia-hora da minha vida. Momentos houve em que todo o meu corpo pedia para desistir, em que pensei deitar-me no chão para não me tornar a levantar… O ar queimava-me os pulmões e os músculos tinham espasmos como se fossem rebentar. Mas não, hoje não… Hoje faço o que for preciso… É hoje…

Sabia que devíamos ganhar o jogo no prolongamento, porque isto dos penáltis é sempre lixado. Mas, agora que estamos aqui, isso já não interessa. Temos de marcar e acabou. A conversa sobre quem vai ter de bater já começou. Eu quero bater o primeiro mas… não… o “mister” quer que eu seja o quinto! Este gajo é parvo!!! Isto pode estar acabado antes do quinto! E logo aquele gajo, que não mete uma bola lá dentro há mais de um ano, enquanto eu não me lembro da última vez que falhei um penálti… Calma… Acredita nele… Estamos todos juntos nisto…



Carlos

É hoje que eu vou morrer… Quatro para cada lado e não há maneira de ninguém falhar… Isto é mau demais… Quem é que vai marcar agora? O Lúcio? Merda, nestas coisas os centrais nunca falham… Prefiro nem olhar… O QUÊ?! DEFENDEU!!!



Pedro

Eu nem estava a olhar mas, pelo barulho que passou pelo estádio como um trovão, percebi que a bola não tinha entrado… Está nas minhas mãos!!!

No fundo, sempre soube: eu nasci para um momento destes. Se a minha vida dependesse disto, não escolhia ninguém para bater em meu lugar. Sei o que estou a fazer e é como se cada dia da minha existência só agora fizesse sentido: cada fôlego, cada treino, cada erro, cada sucesso, só tinha o objectivo de me preparar para este momento.

Caminho lentamente para a baliza e penso na Marta, nos milhares de pessoas que estavam à nossa espera no estádio, nos milhões que estão em Portugal, sem respirar, a olhar para mim. Sou um deles, mas afasto isso da minha cabeça… Agora não há espaço para isso. Avanço para a bola e vejo o Dida na minha frente. Quer mostrar-me que é grande, mas isso já não interessa. É hoje!

A bola está na marca, e o animal já está entre os postes. Não faz diferença. Isto é entre mim e ela… Oiço o apito, preparo-me para partir… Parece que tudo se passa em câmara lenta… Num relance, vejo os olhos daquele miúdo… o brilho… as lágrimas… É HOJE!!!



Carlos

Nunca pensei que esta festa fosse possível… Os gritos à minha volta… A música… E a minha cabeça parece que vai estoirar!!! Como é possível!!! E pensar que aquele filho-da-puta que joga no Bayern teve o Mundial nos pés!!! Chulo de merda, havia de lhe acontecer como àquele colombiano, que levou não-sei-quantos tiros quando voltou a casa. Em vez disso, ainda deve ir hoje para os copos com umas gajas. Estes tipos só pensam no dinheiro… E de onde é que saíram estes brasileiros todos?!

terça-feira, 16 de maio de 2006

Pro Evolution Soccer 5

Boa Morte em vez de Quaresma?
Hugo Viana em vez de Moutinho?
Ricardo Costa em vez de Pedro Emanuel ou Beto ou Tonel ou Ricardo Rocha?
Costinha titular?
Meira titular?
Nuno Valente titular?

Assim? Portugal campeão? NEM na Playstation...

terça-feira, 9 de maio de 2006

O Jornalismo Português agradece ao PSV

Que melhor tema de capa do jornal até ao Mundial, do que conjecturar sobre 500 mil possíveis treinadores para o Slb?

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Junior dá razão a Luis Filipe Vieira

Qualquer jogador vulgar marca dois ao benfica.

Lost in Translation

Couceiro ainda está a tentar pronunciar o nome do tal programa holandês que vai mostrar repetidamente o primeiro golo do Paços de Ferreira.

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Exemplo Mourinho

Após o titulo de campeão do Chelsea, José Mourinho atirou a sua medalha de campeão para a bancada. Já existem ofertas de milhares de Euros por ela no Ebay.
José Veiga já delienou a sua estratégia e, caso fique em segundo lugar, irá atirar Beto e Laurent Robert para a bancada, no final do Jogo.

terça-feira, 2 de maio de 2006

Resposta ao pedido de ajuda

O sr. Koeman fez uma declaração como que a pedir ajuda, depois da vergonhosa exibição do Ricardo, perdão, do Rio Ave no passado fim de semana.
Eis que a resposta surgiu.

quinta-feira, 6 de abril de 2006

(In)justiça

Às vezes não posso deixar de me interrogar porque gosto de futebol… Tenho, então, de me lembrar da razão pela qual, apesar de tudo, prefiro outras modalidades.

Em qualquer modalidade colectiva tradicional - sobretudo as que são praticadas com bola -, uma equipa que, no conjunto de dois confrontos a eliminar, seja sempre melhor que o adversário, controle o jogo e o domine, vai vencer 99 – pelo menos - dos 100 embates que disputar.

No futebol, pelo contrário, tal não acontece, como quem assistiu aos 120’ disputados entre Lyon e Milan poderá confirmar.
Dir-me-ão, com razão, que é isso que torna esta actividade imprevisível e apaixonante, respondo eu que, por outro lado, a torna menos interessante.

quarta-feira, 5 de abril de 2006

Ausencia Confirmada

Más noticias para a equipa da Luz, Pedro Henriques, que foi tão fundamental na vitória do passado fim de semana, não vai alinhar frente ao Barcelona.
Não estando lesionado, não deixa de ser estranha a sua não inclusão nos convocados encarnados. A confirmar-se a derrota, não vão deixar de chover criticas ao treinador holandes por esta estranha "opção técnica".

quarta-feira, 29 de março de 2006

Obrigado

Sei que este poderá não ser o espaço ideal para escrever estas linhas, mas tenho de desabafar de alguma forma.

Hoje partiu um amigo. Não estava com ele todos os dias, nem pertencia ao grupo de pessoas com quem regularmente convivo. Era, contudo, alguém de quem gostava muito e com quem partilhei inúmeros momentos, divertidos alguns, enriquecedores todos.

Não suspeitava que já trazia consigo a doença que haveria de acelerar a sua partida, nem o poderia fazer, já que sempre lhe conheci o sorriso, a boa disposição e a vontade de viver.

Não consigo sequer conceber o género de coragem necessária ao convívio diário com algo que, de um momento para o outro, pode provocar o fim, nem muito menos perceber a força que lhe permitia transmitir a alegria a que sempre o associarei. Tão pouco imagino a dor da sua família ou dos amigos que com ele partilharam o sofrimento dos últimos meses.

Não escolho os amigos, porque não consigo e, embora raramente seja capaz de demonstrar o meu afecto pelas pessoas, não faço depender a minha amizade da frequência do convívio ou, sequer, da retribuição. Por vezes, a empatia que se estabelece é suficiente para dar origem aos sentimentos.

Fico feliz, João, por sempre me ter considerado teu amigo e sei apenas que não vou esquecer as conversas inteligentes, as brincadeiras cúmplices ou a tolerância com que sempre encaraste os meus defeitos. Por tudo, obrigado.

segunda-feira, 20 de março de 2006

E Agora?

Não foi aprovada a venda de património. E agora?
Qual é alternativa? Onde está um candidato credível?

Ditado Popular

Ao ver o jogo do Rio Ave - Benfica de ontem lembrei-me de um célebre ditado popular "Quem não chora, não mama...."

quinta-feira, 9 de março de 2006

Dia da Mulher

Bonito acto tiveram ontem, Simão, Garcia, Crouch, Benitez, entre outros.
No dia da Mulher, permitiram que milhares de mulheres não levassem uma valente carga de porrada.

quarta-feira, 8 de março de 2006

Benfica nos quartos

Falhei a previsão do resultado (1-1) mas acertei no desfecho: o Benfica está nos quartos-de-final da mais importante competição europeia.

Os encarnados fizeram gala das suas principais qualidades, garantindo uma exibição plena de controlo, assente na superior gestão dos espaços. À eficiente organização defensiva foram capazes de aliar a sempre indispensável sorte, mas, sobretudo, a arte e o engenho de Simão - que golo fantástico - e Miccoli - bem disse que este "rato" molhava a sopa em Anfield Road.

O mérito é ainda mais assinalável se nos lembrarmos que o feito foi alcançado sem o contributo de Petit, que é, no meu entender, a mais importante unidade do colectivo orientado por Koeman.

Está de parabéns o Benfica e o futebol português que, mais uma vez, conta com uma equipa na fase decisiva de uma competição europeia. Agora... venha o Villarreal...

Nova Sondagem Vox Pop

A reconhecida empresa de estudos de mercado Vox Pop fez esta semana um novo estudo onde apurou novamente o número de adeptos do clube encarnado. Segundo este novo estudo (realizado após a notícia da dispensa de Mantorras do clube da luz)o benfica tem agora 4 milhões de adeptos.

quarta-feira, 1 de março de 2006

Será a gripe das aves?

Um estranho sintoma foi detectado num individuo brasileiro de 53 anos, e ainda não se sabe qual a doença que o motivou. O fenómeno estranho motivou que o individuo, de nome Luis Felipe, não conseguisse, desde as 20h30 do passado domingo, parar de rir.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Falta de patriotismo?

Podemos individulamente puxar ou não pelas equipas portguesas (que não aquela que defendemos) nas competições europeais. Temos o direito a isso.
Os jornais não. Os jornais não podem mostrar que não estão a torcer pelas equipas portuguesas. O que o jornal Record fez hoje é vergonhoso. A capa do jornal record incentiva a uma vitória esmagadora do Liverpool. Tenham decencia senhores. Eu sei que não gostam do benfica. Eu também não. Mas pelo menos respeitem-nos.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Pergunta do dia

Será que o Sr. Koeman já acha que o Sporting conta?
e o Braga?

domingo, 19 de fevereiro de 2006

Teria da relatividade II

Para aqueles que ficaram chocados com a versão anterior, por considerarem absurdos os argumentos ou por entenderem que é fundamental ter três extremos esquerdos no Campeonato para poder utilizar dois na Liga dos Campeões e, pura e simplesmente, para quem não tem sensibilidade para a gestão destas coisas, os recentes acontecimentos vividos pelo Benfica podem surpreender.

Quem quiser dar-se ao trabalho de descer dois posts para ler o que escrevi, verificará que não seria difícil de prever um período de maiores dificuldades, algo que os resultados recentes e as atitudes do treinador apenas tendem a comprovar.

Porque razão terá Ronald Koeman reagido de forma desproporcionada a um acontecimento banal, como tantos outros que, certamente, experimentou nos anos passados em Barcelona e no Ajax?

Porque outra razão terá Luís Filipe Vieira visitado o balneário, para chamar a atenção do grupo, quando essa é uma tarefa habitualmente desempenhada por José Veiga?

Sinceramente, acredito que o holandês está a sentir o balneário fugir e sabe que só terá uma hipótese para dar a volta por cima. Caso contrário, depois de "fechar a porta" dos treinos, terá de fazer o mesmo com os jogos...

Parece-me que o Benfica atravessa um daqueles momentos decisivos de uma temporada: uma reacção bem sucedida pode levar à recuperação anímica necessária a uma grande ponta final ou, pelo contrário, uma desilusão mal encaixada pode agravar os problemas existentes no seio do grupo.

Esta semana surgem dois desses "defining moments", nos quais uma equipa demonstra aquilo que é ou pode vir a ser. Se, frente a Liverpool e FC Porto, os encarnados apresentarem a sua melhor versão e alcançarem bons resultados, estarão relançados na luta pelos objectivos traçados, ficando afastados os indícios de crise - tal como sucedeu, na época transacta, com a vitória sobre o Sporting na Taça de Portugal.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Finalmente somos europeus

Foram oficialmente apresentados os equipamentos que a Selecção Nacional vai utilizar no Mundial.

Constato que a Nike desenvolveu um enorme esforço para garantir que, finalmente, Portugal seria integrado no contexto europeu.

Fico feliz pois, vendo as camisolas, percebo que conseguiram: somos a Bélgica!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

Teoria da relatividade

Há muito que se discute o equilíbrio de forças entre os três grandes na luta pelo título e, pouco antes do grande dérbi de Lisboa, todos faziam fila para assegurar a superior qualidade do Benfica face à escassez de opções que imperava em Alvalade.

Não há qualquer espécie de dúvida no que ao mais vasto lote de soluções encarnadas diz respeito mas, uma vez mais, o futebol fez questão de desmentir as ilações aparentemente lógicas.

Hoje, como sempre, muito depende da bola que entra ou do remate que embate no poste.

Importa, sobretudo, elaborar uma análise capaz de explicar os mais recentes acontecimentos.

Continuando a acreditar que o plantel mais rico – e, portanto, possuidor de maior qualidade – é o do FC Porto, estou longe de poder afirmar que o título está decidido, ou, sequer, que o Benfica leva vantagem sobre o Sporting nessa eterna disputa – muito menos, sequer, a hipótese contrária.

Chegamos aqui ao que me parece ser o cerne desta questão. Depois de, na época transacta, beneficiar do mais completo leque de alternativas, o emblema verde e branco conta agora com uma arma de dois gumes que, no passado, favoreceu os rivais da Segunda Circular. Quer isto dizer que, apesar de dispor de um equilíbrio discutível e de menos elementos capazes de enfrentar a pressão e os desafios, os leões contam com uma estrutura passível de maior motivação.

O maior trunfo do grupo dirigido por Paulo Bento prende-se com a redução de alternativas, imposta pela qualidade individual, a 13 ou 14 dos elementos que compõem o plantel, na inversa proporção da instabilidade provocada pelo reforço inconsistente de um grupo que, no passado, provou ser capaz de atingir os objectivos propostos.

Mantenho, com base na análise exógena e na minha própria experiência competitiva, que a componente mais importante numa equipa é a obrigatoriedade de cada indivíduo estar consciente do seu papel e capaz de o aceitar. Assim, por mais que se afirme que é importante ter alternativas aos habituais titulares, esta máxima só se aplica se existir uma hierarquia clara, racional e flexível.

Ter dois jogadores para cada posição é uma utopia que só uma gestão exemplar pode transformar em realidade.

Se, no passado, o Benfica contou com um exíguo lote de soluções que, contudo, foram capazes de resolver os problemas, com base na união do grupo e na consciência das limitações, as mais recentes contratações desequilibraram a gestão do espaço de cada um.

Passo a explicar: trazer, a meio da época, dois ou três jogadores capazes de suprir as lacunas identificadas – desde que sejam claramente melhores do que os que, até então, desempenhavam idênticas funções – é uma inteligente manobra de reajustamento, mas dotar um plantel com provas dadas com soluções redundantes não pode deixar de afectar o equilíbrio anterior.

A solidez do grupo que garantiu aos encarnados o primeiro título em 10 anos é posta em causa quando reforços – úteis, mas não claramente superiores aos jogadores que garantiram as vitórias recentes – assumem um papel determinante, sendo necessário esperar algum tempo para que, individualmente, os diversos protagonistas sejam capazes de redefinir o seu espaço individual num conjunto que, inevitavelmente, sofreu alterações de fundo.

Dito isto, é preciso perceber que a recente oscilação de forma do Benfica era inevitável, sendo necessário aguardar para que os factores da nova equação, encontrem os termos ideias a uma conjugação produtiva. A título de exemplo, refira-se que, se há muito se apontava a ausência de alternativa a Simão no lado esquerdo do ataque – mal seria se um clube português pudesse dispor de dois atletas da valia do 20 encarnado para a mesma posição – o emblema da Luz contratou Laurent Robert e Manduca para o referido posto, sem que o capitão tivesse partido para uma nova aventura.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Burrice ou arrogancia?

Um holandes que há pouco chegou ao futebol portugues, veio dizer que o Sporting não conta e apenas se preocupa com o Porto.
Eu se fosse a si, sr Sr. Koeman olhava para cima e começava a preocupar-me, mas se preferir continuar a ignorar o Sporting como fez a semana passada, a malta agradece.

Moretto no Flash Interview

Jornalista: Moretto, voce sofreu 3 golos nos primeiros 15 jogos da Liga ao serviço do Vitória de Setubal, agora no Slb sofeu 3 golos em 2 jogos seguidos. Como se está a sentir?
Moretto: Bem... foi por isso que eu vim para o benfica.

Boa rapaz! Espero que tenhas muitos dias destes de águia ao peito.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

Leão agradece

O Sporting está, certamente, muito agradecido aos responsáveis do Nacional da Madeira.

Depois de uma vitória na Luz, seria sempre complicado defrontar um conjunto bem classificado, que é, também, uma equipa sólida e bem organizada.

Consciente das dificuldades dos anfitriões, Rui Alves, presidente daquela agremiação insular, resolveu facilitar o trabalho aos responsáveis leoninos, estratégia na qual foi imediatamente secundado pelo treinador, Manuel Machado, funcionário obediente.

As declarações destes intervenientes ofereceram uma semana de férias a Paulo Bento, que nem precisou de incutir nos seus pupilos qualquer factor de motivação.

Bastou ao técnico verde e branco reproduzir, repetidamente, as declarações do "engenheiro" Alves no balneário da Academia para que a desejada atitude competitiva estivesse garantida.

Em suma, parece-me que este tipo de ajudas não deveriam ser permitidas pela Liga. Apesar de tudo, o Sporting não precisa que o Nacional se empenhe tanto na motivação dos jogadores leoninos, nem na tarefa de garantir uma boa moldura humana em Alvalade.

No mínimo, exige-se um agradecimento público por parte da direcção do clube de Lisboa.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Acontecimentos pouco prováveis

Antes deste fim de semana 3 acontecimentos se prefilavam como muito pouco prováveis:

1. Eu ganhar o Euro Milhões
2. O Sporting virar um jogo na Luz
3. Nevar em Lisboa

Porra! Porque é que eu não entreguei o boletim....

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Duas coisas que não percebo

Porque vamos buscar um avançado espanhol desconhecido, que não joga no clube em que está, para vir para o Sporting seis meses de uma época que pode ficar (se é que não está já) amanha terminada?

Porque é que há um holandês com a mania que é o maior, a vir falar de um clube que não lhe diz respeito, a criticar que nesse clube se fala demesiado de arbitragens? É bom não esquecer que esse senhor na primeira vez que se sentiu prejudicado, veio logo dizer (antes do jogo de Braga) que estava muito preocupado com as arbitragens em Portugal. Escusado será dizer que logo a seguir veio o penalty que se viu.

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

Pouco atentos

As noticias deste inicio de semana, deixam atender que os jogadores do Sporting, demonstram uma forte falta de atenção e que não reparam minimamente no que se passa à volta deles. Então não é que depois das recentes arbitragens que temos visto, o Sá Pinto, o Custódio e o João Moutinho vêm dizer que confiam numa vitória do Sporting na Luz?

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Gestão dos simbolos do clube

Despedir Rui Jorge, para contratar Edson.
Despedir Pedro Barbosa, para contratar João Alves.
Despedir Beto, para contratar (emprestado) Caneira (que há uns anos cagou no Sporting) ou inscrever Hugo.

Se não fosse bem educado, mandava-os a todos para onde o Rochemback mandou o Peseiro....

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

Pontos de vista II

"Vítor Baía não ficou lá muito bem na fotografia". Esta foi a análise de um comentador à acção do guarda-redes do FC Porto no lance do segundo golo do Estrela da Amadora.

Tivesse sido outro jogador, que veste a camisola 76 para os lados de Alvalade, e todos teriam exigido de imediato uma crucificação pública.

No mínimo, estaria em causa a titularidade no clube, a sanidade mental de quem o convoca para a Selecção Nacional e, obviamente, seria decretado o cenário de crise psicológica.

Pontos de vista...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

Pontos de vista

Aviso antecipadamente que não é minha intenção fazer juízos de valor, até porque a minha opinião sobre o incidente de hoje é exactamente a mesma que exprimi a quando da cena de pugilato entre Beto e Custódio: ou seja, desagradável, mas normal.

Pretendo apenas chamar a atenção para diferença nos critérios aplicados à análise das situações, em função da cor dos intervenientes:

- Beto agride Custódio - crise indisfarçável no balneário leonino e inequívoca demonstração da falta de pulso do treinador.

- Luisão envolve-se com Karagounis; Anderson troca "mimos" com Miccoli; o capitão de uma equipa que veste de vermelho tenta agredir o director desportivo - clara demonstração do aumento de competitividade do plantel.

Pontos de vista...

O que hoje é verdade, amanhã é mentira


domingo, 8 de janeiro de 2006

Sporting... mas de Braga

O justo triunfo dos minhotos foi o espelho das qualidades e defeitos que caracterizam as equipas que ontem se encontraram. O claro domínio imposto pelo Braga durante a primeira hora da partida é apenas o reflexo da superior organização da formação orientada por Jesualdo Ferreira, de quem, aliás, estou longe de ser incondicional admirador.

Os anfitriões possuem notável consciência posicional, actuam de forma compacta e, quando na posse da bola, procuram rapidamente as soluções adequadas ás suas qualidades. O melhor do Braga é, contudo, a organização defensiva, que utilizam com inteligência na construção do... ataque.

Do lado verde e branco, pelo contrário, persiste a falta de solidez táctica, que impede a criação de blocos sólidos e, até, a saída em progressão. Tudo porque não funcionam como conjunto na movimentação.

Para que não se pense que estou a recorrer às frases feitas próprias do meio em que me movo, vou tentar explicar mais detalhadamente o que pretendo dizer.

No Braga, o posicionamento de cada elemento é sempre gerido em função das necessidades do colectivo. O movimento ofensivo prevê uma eventual perda de bola e cada um dos participantes no lance não perde de vista a imediata inversão de funções que um "turnover" implica. Ou seja, um passe falhado é compensado por uma transição instantânea, impedindo que o adversário retire grandes benefícios da recuperação.

Impressionante é, contudo, a forma inteligente como esta equipa gere a forma de manietar o oponente, alternando, quase na perfeição, a pressão em profundidade - a que os comentadores habitualmente se referem como "pressão alta" -, quando as condições ideias estão para tal reunidas, com a pressão em largura. Isto é, "atacam" a zona da bola quanto podem preencher os espaços antes da saída do adversário para o primeiro passe, mas controlam o tempo de jogo quando o risco é demasiado grande. O Braga pressiona em largura como nenhuma outra equipa em Portugal: se o contrário consegue superar a primeira linha de pressão, o segundo bloco "empurra-o" para as laterais, impedindo movimentos diagonais e cortando as linhas de passe ao centro - evitam a progressão apoiada. Criando zonas de saturação, obrigam a bola a chegar perto das linhas, deixando o passe médio como única solução, para benefício dos seus defesas e centro-campistas, que rapidamente anulam o movimento do avançado, que se deslocou para a recepção, necessariamente efectuada de costas para o centro do terreno... e para os companheiros: quantas vezes o Sporting se viu reduzido a lançamentos - paralelos à linha lateral - de Miguel Garcia e Tello para Douala e Liedson, em clara desvantagem para estes últimos? Há aqui uma utilização do espaço muito semelhante àquela que Mourinho implantou no Chelsea.

Não sei se isto será evidente para quem assistiu através da televisão, mas para quem teve a possibilidade de estar presente no magnífico Municipal de Braga - foi, felizmente, a quarta vez que o visitei - os sintomas do que aqui procuro explicar são claros: raras são as vezes em que a distância entre o mais avançado e o mais recuado dos bracarenses ultrapassa os trinta metros. Os elementos do sector intermédio têm, assim, a possibilidade de "encostar" aos defesas ou aos avançados em escassos instantes.

O Sporting, em contraste com o aspecto compacto da equipa de Jesualdo, peca pela enorme e anárquica dispersão dos seus futebolistas. A movimentação errática obsta à organização defensiva mas prejudica também a transição ofensiva e... vice-versa. É frequente que dois jogadores ocupem a mesma linha de passe na tentativa de desmarcação - ontem, parecia que João Alves fazia de propósito - o que, no caso de intersecção, promove os espaços para os contra-ataques adversários. Sem bola, é hábito que apenas alguns se dediquem a pressionar a zona da bola, enquanto os companheiros assistem sem qualquer lógica posicional. Assim, ultrapassada que esteja essa primeira - e débil - linha de pressão, sobram os espaços para que os adversários provoquem desequilíbrios na transição.

Perante este panorama, confesso que não percebo como João Moutinho, o único com capacidade técnica e táctica para debelar - ou, pelo menos, atenuar - estas carências, continue afastado da zona central do terreno, ainda para mais quando é Nani - jovem com potencial, mas sem a indispensável cultura táctica para actuar pelo meio - o encarregado de desempenhar tais funções. O pequeno 28 não tem estado no seu melhor, é certo, mas pedir-lhe que brilhe nestas condições seria o mesmo que exigir golos a um ponta-de-lança que fosse impedido de passar do meio-campo...

Uma nota final para Carlos Martins. De momento, é o único jogador do Sporting capaz de romper a monotonia resultante da lentidão e previsibilidade de processos no sector intermédio, imprimindo mudanças de velocidade, agressividade, intensidade e capacidade de tiro ao onze leonino.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

Parece que o Estoril vai acabar...

Será que isto acontece a todos os clubes por onde o Veiga passa?

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Natal no Brasil

Mas onde é que eu já ouvi esta história? será que estes brasileiros não poderiam inventar desculpas diferentes?

Isto de ter o Natal com calor não deve fazer bem á cabeça. Para o ano o Sporting devia proibir os jogadores do hemisfério Sul de irem passar o natal a casa.