quarta-feira, 27 de julho de 2005

Volta Dalau!

Além da evidente solidão - abandonaram-me na produção deste blog -, os pedidos de inúmeras famílias espalhadas pela blogosfera obrigam-me a esta humilde súplica:

Volta Dalau!!!

Os habituais leitores e todos aqueles que apreciam o sentido de humor cáustico aguardam impacientemente pelo regresso do fundador e administrador do Críticos da Bola.

Aparece, não tenhas medo, ninguém te vai fazer mal...

domingo, 24 de julho de 2005

Protagonismo

Quem lê o que aqui - e noutros locais - costumo escrever sabe bem que não concordo com a postura da generalidade dos dirigentes dos clubes portugueses mas, também, que tenho sustentado a forma de agir dos responsáveis do Sporting.

Tenho mesmo sido "acusado" de defender a estrutura da SAD verde e branca, que tantas convulsões recentes sofreu, num momento em que constituíam um alvo fácil para a crítica.

Há, porém, coisas que dificilmente poderei entender e o processo de contratação de Deivid é, seguramente, uma delas.

Independentemente das considerações possíveis sobre a oportunidade de adquirir o avançado brasileiro - sugiro, para uma mais aprofundada discussão sobre o assunto, uma visita ao Sector B32 - importa aqui analisar o que se passou nos dias que antecederam a chegada do novo leão.

Li, em vários locais da blogosfera, elogios à discrição que envolveu o negócio, opinião da qual não posso partilhar. Ainda na quarta-feira, à partida para a Escócia, Paulo Andrade, administrador-executivo da SAD, fez, perante os microfones dos jornalistas presentes no aeroporto de Lisboa, alusões à iminente contratação de "um nome sonante", sem que sobre tal tivesse sido, sequer, questionado. As considerações relativas ao mesmo tema prosseguiram em Glasgow, tendo mesmo sido divulgado o nome do jogador em causa, numa altura em que o vínculo não tinha ainda sido assinado. Aliás, não deixa de ser curioso que a hora agendada para a apresentação de Deivid tenha sido alterada de forma a que alguém pudesse aparecer na fotografia...

Parece-me, no mínimo, pouco prudente, quando o caso recente da contratação falhada de Tomasson por parte dos rivais da segunda circular estava ainda bem fresco na memória do público, tomar a iniciativa de promover uma transferência eventual, a menos que quem o faça tenha interesse em assegurar que o seu nome fica, aos olhos dos adeptos, vinculado ao do novo reforço.

Qual deverá ser, afinal, a principal prioridade de um administrador de uma SAD? A sua visibilidade pessoal ou o sucesso colectivo da empresa?

Expressei, no passado, a minha opinião sobre os aspectos negativos na gestão desportiva da SAD verde e branca durante a passada temporada, relativos à ausência de uma presença forte junto do plantel, que fosse capaz de sair publicamente em defesa deste, nos momentos de maior dificuldade. Ora, se me parece que Carlos Freitas, então director-geral para o futebol profissional, deveria ter desempenhado com maior frequência esse papel - salvaguardando condicionantes ou melindres internos que, ignorando, não posso avaliar -, por maioria de razão a crítica se estende ao administrador-executivo.

As intervenções sorridentes, que coincidiam com as vitórias ou com qualquer nova contratação prometedora, não substituem a necessidade de dar a cara na hora da derrota - ou da dispensa de jogadores com longo e rico percurso.

A verdade é que ninguém poderá acusar o antigo director-geral de chamar a si o protagonismo que a sua acção na construção dos planteis lhe poderia garantir, nem muito menos de publicitar as suas intervenções no mercado, muito pelo contrário. Há coisas que não vale a pena mudar...

segunda-feira, 18 de julho de 2005

Jon Dahl

As razões que levaram Jon Dahl Tomasson não terão sido muito bem explicadas. Houve quem tivesse mesmo insinuado que o jogador não tinha vindo para o SLB por questões financeiras. Para mim parece-me obvio que o que levou Tomasson a não vir para o Benfica foi o seu desejo de permanecer em Itália, perto da sua familia...

domingo, 10 de julho de 2005

Valha-nos Deus...

Sendo certo que, durante muito tempo, os clubes exerceram uma injusta tirania sobre os seus funcionários - leia-se jogadores -, a verdade é que, nos dias que correm, a entidade patronal corre enormes riscos no que aos direitos desportivos dos seus atletas diz respeito.

As situações de ruptura entre atletas e os emblemas aos quais estão contratualmente ligados são cada vez mais frequentes e, por mais estranho que pareça, com a total cumplicidade da todo-poderosa organização que tutela o futebol - a FIFA. As instâncias superiores, responsáveis pela regulamentação da modalidade, tomaram o partido dos atletas e preferem ignorar a relação contratual ou, pelo menos, evitar as justas e juridicamente adequadas indemnizações. Como se tal não bastasse, numa postura inaceitável, desaconselham e penalizam (?!) o recurso a tribunais civis, os únicos que, no plano teórico, teriam a independência e a competência necessárias ao juízo destes litígios.

Assim, a inaceitável postura de atletas como Miguel ou Enakarhire - chegou, mas nem por isso alterou a inconcebível atitude, devendo mesmo abandonar Alvalade - poderá tornar-se a regra, pois a via litigiosa apresenta-se como privilegiada quando as ofertas provenientes do exterior são demasiado tentadoras.

Por estas e outras razões, a chegada de milionários com fortunas de origem duvidosa - e a correspondente distorção do mercado de transferências - ameaça uma estrutura internacional que, fruto da evolução da conjuntura económica, estava em fase de adaptação a novas realidades.

Com uma limitada visão do fenómeno, a cúpula que dirige a modalidade nada faz para travar a inversão da tendência racional que, nos últimos anos, tinha atingido os principais campeonatos do Velho Continente. Em risco está a independência e a própria identidade dos clubes que, quer se queira quer não, são os "geradores" da emoção que faz do futebol o desporto-rei.