segunda-feira, 8 de maio de 2006
Lost in Translation
Couceiro ainda está a tentar pronunciar o nome do tal programa holandês que vai mostrar repetidamente o primeiro golo do Paços de Ferreira.
quarta-feira, 3 de maio de 2006
Exemplo Mourinho
Após o titulo de campeão do Chelsea, José Mourinho atirou a sua medalha de campeão para a bancada. Já existem ofertas de milhares de Euros por ela no Ebay.
José Veiga já delienou a sua estratégia e, caso fique em segundo lugar, irá atirar Beto e Laurent Robert para a bancada, no final do Jogo.
José Veiga já delienou a sua estratégia e, caso fique em segundo lugar, irá atirar Beto e Laurent Robert para a bancada, no final do Jogo.
terça-feira, 2 de maio de 2006
Resposta ao pedido de ajuda
O sr. Koeman fez uma declaração como que a pedir ajuda, depois da vergonhosa exibição do Ricardo, perdão, do Rio Ave no passado fim de semana.
Eis que a resposta surgiu.
Eis que a resposta surgiu.
quinta-feira, 6 de abril de 2006
(In)justiça
Às vezes não posso deixar de me interrogar porque gosto de futebol… Tenho, então, de me lembrar da razão pela qual, apesar de tudo, prefiro outras modalidades.
Em qualquer modalidade colectiva tradicional - sobretudo as que são praticadas com bola -, uma equipa que, no conjunto de dois confrontos a eliminar, seja sempre melhor que o adversário, controle o jogo e o domine, vai vencer 99 – pelo menos - dos 100 embates que disputar.
No futebol, pelo contrário, tal não acontece, como quem assistiu aos 120’ disputados entre Lyon e Milan poderá confirmar.
Dir-me-ão, com razão, que é isso que torna esta actividade imprevisível e apaixonante, respondo eu que, por outro lado, a torna menos interessante.
Em qualquer modalidade colectiva tradicional - sobretudo as que são praticadas com bola -, uma equipa que, no conjunto de dois confrontos a eliminar, seja sempre melhor que o adversário, controle o jogo e o domine, vai vencer 99 – pelo menos - dos 100 embates que disputar.
No futebol, pelo contrário, tal não acontece, como quem assistiu aos 120’ disputados entre Lyon e Milan poderá confirmar.
Dir-me-ão, com razão, que é isso que torna esta actividade imprevisível e apaixonante, respondo eu que, por outro lado, a torna menos interessante.
quarta-feira, 5 de abril de 2006
Ausencia Confirmada
Más noticias para a equipa da Luz, Pedro Henriques, que foi tão fundamental na vitória do passado fim de semana, não vai alinhar frente ao Barcelona.
Não estando lesionado, não deixa de ser estranha a sua não inclusão nos convocados encarnados. A confirmar-se a derrota, não vão deixar de chover criticas ao treinador holandes por esta estranha "opção técnica".
Não estando lesionado, não deixa de ser estranha a sua não inclusão nos convocados encarnados. A confirmar-se a derrota, não vão deixar de chover criticas ao treinador holandes por esta estranha "opção técnica".
quarta-feira, 29 de março de 2006
Obrigado
Sei que este poderá não ser o espaço ideal para escrever estas linhas, mas tenho de desabafar de alguma forma.
Hoje partiu um amigo. Não estava com ele todos os dias, nem pertencia ao grupo de pessoas com quem regularmente convivo. Era, contudo, alguém de quem gostava muito e com quem partilhei inúmeros momentos, divertidos alguns, enriquecedores todos.
Não suspeitava que já trazia consigo a doença que haveria de acelerar a sua partida, nem o poderia fazer, já que sempre lhe conheci o sorriso, a boa disposição e a vontade de viver.
Não consigo sequer conceber o género de coragem necessária ao convívio diário com algo que, de um momento para o outro, pode provocar o fim, nem muito menos perceber a força que lhe permitia transmitir a alegria a que sempre o associarei. Tão pouco imagino a dor da sua família ou dos amigos que com ele partilharam o sofrimento dos últimos meses.
Não escolho os amigos, porque não consigo e, embora raramente seja capaz de demonstrar o meu afecto pelas pessoas, não faço depender a minha amizade da frequência do convívio ou, sequer, da retribuição. Por vezes, a empatia que se estabelece é suficiente para dar origem aos sentimentos.
Fico feliz, João, por sempre me ter considerado teu amigo e sei apenas que não vou esquecer as conversas inteligentes, as brincadeiras cúmplices ou a tolerância com que sempre encaraste os meus defeitos. Por tudo, obrigado.
Hoje partiu um amigo. Não estava com ele todos os dias, nem pertencia ao grupo de pessoas com quem regularmente convivo. Era, contudo, alguém de quem gostava muito e com quem partilhei inúmeros momentos, divertidos alguns, enriquecedores todos.
Não suspeitava que já trazia consigo a doença que haveria de acelerar a sua partida, nem o poderia fazer, já que sempre lhe conheci o sorriso, a boa disposição e a vontade de viver.
Não consigo sequer conceber o género de coragem necessária ao convívio diário com algo que, de um momento para o outro, pode provocar o fim, nem muito menos perceber a força que lhe permitia transmitir a alegria a que sempre o associarei. Tão pouco imagino a dor da sua família ou dos amigos que com ele partilharam o sofrimento dos últimos meses.
Não escolho os amigos, porque não consigo e, embora raramente seja capaz de demonstrar o meu afecto pelas pessoas, não faço depender a minha amizade da frequência do convívio ou, sequer, da retribuição. Por vezes, a empatia que se estabelece é suficiente para dar origem aos sentimentos.
Fico feliz, João, por sempre me ter considerado teu amigo e sei apenas que não vou esquecer as conversas inteligentes, as brincadeiras cúmplices ou a tolerância com que sempre encaraste os meus defeitos. Por tudo, obrigado.
segunda-feira, 20 de março de 2006
Ditado Popular
Ao ver o jogo do Rio Ave - Benfica de ontem lembrei-me de um célebre ditado popular "Quem não chora, não mama...."
quinta-feira, 9 de março de 2006
Dia da Mulher
Bonito acto tiveram ontem, Simão, Garcia, Crouch, Benitez, entre outros.
No dia da Mulher, permitiram que milhares de mulheres não levassem uma valente carga de porrada.
No dia da Mulher, permitiram que milhares de mulheres não levassem uma valente carga de porrada.
quarta-feira, 8 de março de 2006
Benfica nos quartos
Falhei a previsão do resultado (1-1) mas acertei no desfecho: o Benfica está nos quartos-de-final da mais importante competição europeia.
Os encarnados fizeram gala das suas principais qualidades, garantindo uma exibição plena de controlo, assente na superior gestão dos espaços. À eficiente organização defensiva foram capazes de aliar a sempre indispensável sorte, mas, sobretudo, a arte e o engenho de Simão - que golo fantástico - e Miccoli - bem disse que este "rato" molhava a sopa em Anfield Road.
O mérito é ainda mais assinalável se nos lembrarmos que o feito foi alcançado sem o contributo de Petit, que é, no meu entender, a mais importante unidade do colectivo orientado por Koeman.
Está de parabéns o Benfica e o futebol português que, mais uma vez, conta com uma equipa na fase decisiva de uma competição europeia. Agora... venha o Villarreal...
Os encarnados fizeram gala das suas principais qualidades, garantindo uma exibição plena de controlo, assente na superior gestão dos espaços. À eficiente organização defensiva foram capazes de aliar a sempre indispensável sorte, mas, sobretudo, a arte e o engenho de Simão - que golo fantástico - e Miccoli - bem disse que este "rato" molhava a sopa em Anfield Road.
O mérito é ainda mais assinalável se nos lembrarmos que o feito foi alcançado sem o contributo de Petit, que é, no meu entender, a mais importante unidade do colectivo orientado por Koeman.
Está de parabéns o Benfica e o futebol português que, mais uma vez, conta com uma equipa na fase decisiva de uma competição europeia. Agora... venha o Villarreal...
Nova Sondagem Vox Pop
A reconhecida empresa de estudos de mercado Vox Pop fez esta semana um novo estudo onde apurou novamente o número de adeptos do clube encarnado. Segundo este novo estudo (realizado após a notícia da dispensa de Mantorras do clube da luz)o benfica tem agora 4 milhões de adeptos.
quarta-feira, 1 de março de 2006
Será a gripe das aves?
Um estranho sintoma foi detectado num individuo brasileiro de 53 anos, e ainda não se sabe qual a doença que o motivou. O fenómeno estranho motivou que o individuo, de nome Luis Felipe, não conseguisse, desde as 20h30 do passado domingo, parar de rir.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2006
Falta de patriotismo?
Podemos individulamente puxar ou não pelas equipas portguesas (que não aquela que defendemos) nas competições europeais. Temos o direito a isso.
Os jornais não. Os jornais não podem mostrar que não estão a torcer pelas equipas portuguesas. O que o jornal Record fez hoje é vergonhoso. A capa do jornal record incentiva a uma vitória esmagadora do Liverpool. Tenham decencia senhores. Eu sei que não gostam do benfica. Eu também não. Mas pelo menos respeitem-nos.
Os jornais não. Os jornais não podem mostrar que não estão a torcer pelas equipas portuguesas. O que o jornal Record fez hoje é vergonhoso. A capa do jornal record incentiva a uma vitória esmagadora do Liverpool. Tenham decencia senhores. Eu sei que não gostam do benfica. Eu também não. Mas pelo menos respeitem-nos.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006
domingo, 19 de fevereiro de 2006
Teria da relatividade II
Para aqueles que ficaram chocados com a versão anterior, por considerarem absurdos os argumentos ou por entenderem que é fundamental ter três extremos esquerdos no Campeonato para poder utilizar dois na Liga dos Campeões e, pura e simplesmente, para quem não tem sensibilidade para a gestão destas coisas, os recentes acontecimentos vividos pelo Benfica podem surpreender.
Quem quiser dar-se ao trabalho de descer dois posts para ler o que escrevi, verificará que não seria difícil de prever um período de maiores dificuldades, algo que os resultados recentes e as atitudes do treinador apenas tendem a comprovar.
Porque razão terá Ronald Koeman reagido de forma desproporcionada a um acontecimento banal, como tantos outros que, certamente, experimentou nos anos passados em Barcelona e no Ajax?
Porque outra razão terá Luís Filipe Vieira visitado o balneário, para chamar a atenção do grupo, quando essa é uma tarefa habitualmente desempenhada por José Veiga?
Sinceramente, acredito que o holandês está a sentir o balneário fugir e sabe que só terá uma hipótese para dar a volta por cima. Caso contrário, depois de "fechar a porta" dos treinos, terá de fazer o mesmo com os jogos...
Parece-me que o Benfica atravessa um daqueles momentos decisivos de uma temporada: uma reacção bem sucedida pode levar à recuperação anímica necessária a uma grande ponta final ou, pelo contrário, uma desilusão mal encaixada pode agravar os problemas existentes no seio do grupo.
Esta semana surgem dois desses "defining moments", nos quais uma equipa demonstra aquilo que é ou pode vir a ser. Se, frente a Liverpool e FC Porto, os encarnados apresentarem a sua melhor versão e alcançarem bons resultados, estarão relançados na luta pelos objectivos traçados, ficando afastados os indícios de crise - tal como sucedeu, na época transacta, com a vitória sobre o Sporting na Taça de Portugal.
Quem quiser dar-se ao trabalho de descer dois posts para ler o que escrevi, verificará que não seria difícil de prever um período de maiores dificuldades, algo que os resultados recentes e as atitudes do treinador apenas tendem a comprovar.
Porque razão terá Ronald Koeman reagido de forma desproporcionada a um acontecimento banal, como tantos outros que, certamente, experimentou nos anos passados em Barcelona e no Ajax?
Porque outra razão terá Luís Filipe Vieira visitado o balneário, para chamar a atenção do grupo, quando essa é uma tarefa habitualmente desempenhada por José Veiga?
Sinceramente, acredito que o holandês está a sentir o balneário fugir e sabe que só terá uma hipótese para dar a volta por cima. Caso contrário, depois de "fechar a porta" dos treinos, terá de fazer o mesmo com os jogos...
Parece-me que o Benfica atravessa um daqueles momentos decisivos de uma temporada: uma reacção bem sucedida pode levar à recuperação anímica necessária a uma grande ponta final ou, pelo contrário, uma desilusão mal encaixada pode agravar os problemas existentes no seio do grupo.
Esta semana surgem dois desses "defining moments", nos quais uma equipa demonstra aquilo que é ou pode vir a ser. Se, frente a Liverpool e FC Porto, os encarnados apresentarem a sua melhor versão e alcançarem bons resultados, estarão relançados na luta pelos objectivos traçados, ficando afastados os indícios de crise - tal como sucedeu, na época transacta, com a vitória sobre o Sporting na Taça de Portugal.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
Finalmente somos europeus
Foram oficialmente apresentados os equipamentos que a Selecção Nacional vai utilizar no Mundial.
Constato que a Nike desenvolveu um enorme esforço para garantir que, finalmente, Portugal seria integrado no contexto europeu.
Fico feliz pois, vendo as camisolas, percebo que conseguiram: somos a Bélgica!
Constato que a Nike desenvolveu um enorme esforço para garantir que, finalmente, Portugal seria integrado no contexto europeu.
Fico feliz pois, vendo as camisolas, percebo que conseguiram: somos a Bélgica!
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006
Teoria da relatividade
Há muito que se discute o equilíbrio de forças entre os três grandes na luta pelo título e, pouco antes do grande dérbi de Lisboa, todos faziam fila para assegurar a superior qualidade do Benfica face à escassez de opções que imperava em Alvalade.
Não há qualquer espécie de dúvida no que ao mais vasto lote de soluções encarnadas diz respeito mas, uma vez mais, o futebol fez questão de desmentir as ilações aparentemente lógicas.
Hoje, como sempre, muito depende da bola que entra ou do remate que embate no poste.
Importa, sobretudo, elaborar uma análise capaz de explicar os mais recentes acontecimentos.
Continuando a acreditar que o plantel mais rico – e, portanto, possuidor de maior qualidade – é o do FC Porto, estou longe de poder afirmar que o título está decidido, ou, sequer, que o Benfica leva vantagem sobre o Sporting nessa eterna disputa – muito menos, sequer, a hipótese contrária.
Chegamos aqui ao que me parece ser o cerne desta questão. Depois de, na época transacta, beneficiar do mais completo leque de alternativas, o emblema verde e branco conta agora com uma arma de dois gumes que, no passado, favoreceu os rivais da Segunda Circular. Quer isto dizer que, apesar de dispor de um equilíbrio discutível e de menos elementos capazes de enfrentar a pressão e os desafios, os leões contam com uma estrutura passível de maior motivação.
O maior trunfo do grupo dirigido por Paulo Bento prende-se com a redução de alternativas, imposta pela qualidade individual, a 13 ou 14 dos elementos que compõem o plantel, na inversa proporção da instabilidade provocada pelo reforço inconsistente de um grupo que, no passado, provou ser capaz de atingir os objectivos propostos.
Mantenho, com base na análise exógena e na minha própria experiência competitiva, que a componente mais importante numa equipa é a obrigatoriedade de cada indivíduo estar consciente do seu papel e capaz de o aceitar. Assim, por mais que se afirme que é importante ter alternativas aos habituais titulares, esta máxima só se aplica se existir uma hierarquia clara, racional e flexível.
Ter dois jogadores para cada posição é uma utopia que só uma gestão exemplar pode transformar em realidade.
Se, no passado, o Benfica contou com um exíguo lote de soluções que, contudo, foram capazes de resolver os problemas, com base na união do grupo e na consciência das limitações, as mais recentes contratações desequilibraram a gestão do espaço de cada um.
Passo a explicar: trazer, a meio da época, dois ou três jogadores capazes de suprir as lacunas identificadas – desde que sejam claramente melhores do que os que, até então, desempenhavam idênticas funções – é uma inteligente manobra de reajustamento, mas dotar um plantel com provas dadas com soluções redundantes não pode deixar de afectar o equilíbrio anterior.
A solidez do grupo que garantiu aos encarnados o primeiro título em 10 anos é posta em causa quando reforços – úteis, mas não claramente superiores aos jogadores que garantiram as vitórias recentes – assumem um papel determinante, sendo necessário esperar algum tempo para que, individualmente, os diversos protagonistas sejam capazes de redefinir o seu espaço individual num conjunto que, inevitavelmente, sofreu alterações de fundo.
Dito isto, é preciso perceber que a recente oscilação de forma do Benfica era inevitável, sendo necessário aguardar para que os factores da nova equação, encontrem os termos ideias a uma conjugação produtiva. A título de exemplo, refira-se que, se há muito se apontava a ausência de alternativa a Simão no lado esquerdo do ataque – mal seria se um clube português pudesse dispor de dois atletas da valia do 20 encarnado para a mesma posição – o emblema da Luz contratou Laurent Robert e Manduca para o referido posto, sem que o capitão tivesse partido para uma nova aventura.
Não há qualquer espécie de dúvida no que ao mais vasto lote de soluções encarnadas diz respeito mas, uma vez mais, o futebol fez questão de desmentir as ilações aparentemente lógicas.
Hoje, como sempre, muito depende da bola que entra ou do remate que embate no poste.
Importa, sobretudo, elaborar uma análise capaz de explicar os mais recentes acontecimentos.
Continuando a acreditar que o plantel mais rico – e, portanto, possuidor de maior qualidade – é o do FC Porto, estou longe de poder afirmar que o título está decidido, ou, sequer, que o Benfica leva vantagem sobre o Sporting nessa eterna disputa – muito menos, sequer, a hipótese contrária.
Chegamos aqui ao que me parece ser o cerne desta questão. Depois de, na época transacta, beneficiar do mais completo leque de alternativas, o emblema verde e branco conta agora com uma arma de dois gumes que, no passado, favoreceu os rivais da Segunda Circular. Quer isto dizer que, apesar de dispor de um equilíbrio discutível e de menos elementos capazes de enfrentar a pressão e os desafios, os leões contam com uma estrutura passível de maior motivação.
O maior trunfo do grupo dirigido por Paulo Bento prende-se com a redução de alternativas, imposta pela qualidade individual, a 13 ou 14 dos elementos que compõem o plantel, na inversa proporção da instabilidade provocada pelo reforço inconsistente de um grupo que, no passado, provou ser capaz de atingir os objectivos propostos.
Mantenho, com base na análise exógena e na minha própria experiência competitiva, que a componente mais importante numa equipa é a obrigatoriedade de cada indivíduo estar consciente do seu papel e capaz de o aceitar. Assim, por mais que se afirme que é importante ter alternativas aos habituais titulares, esta máxima só se aplica se existir uma hierarquia clara, racional e flexível.
Ter dois jogadores para cada posição é uma utopia que só uma gestão exemplar pode transformar em realidade.
Se, no passado, o Benfica contou com um exíguo lote de soluções que, contudo, foram capazes de resolver os problemas, com base na união do grupo e na consciência das limitações, as mais recentes contratações desequilibraram a gestão do espaço de cada um.
Passo a explicar: trazer, a meio da época, dois ou três jogadores capazes de suprir as lacunas identificadas – desde que sejam claramente melhores do que os que, até então, desempenhavam idênticas funções – é uma inteligente manobra de reajustamento, mas dotar um plantel com provas dadas com soluções redundantes não pode deixar de afectar o equilíbrio anterior.
A solidez do grupo que garantiu aos encarnados o primeiro título em 10 anos é posta em causa quando reforços – úteis, mas não claramente superiores aos jogadores que garantiram as vitórias recentes – assumem um papel determinante, sendo necessário esperar algum tempo para que, individualmente, os diversos protagonistas sejam capazes de redefinir o seu espaço individual num conjunto que, inevitavelmente, sofreu alterações de fundo.
Dito isto, é preciso perceber que a recente oscilação de forma do Benfica era inevitável, sendo necessário aguardar para que os factores da nova equação, encontrem os termos ideias a uma conjugação produtiva. A título de exemplo, refira-se que, se há muito se apontava a ausência de alternativa a Simão no lado esquerdo do ataque – mal seria se um clube português pudesse dispor de dois atletas da valia do 20 encarnado para a mesma posição – o emblema da Luz contratou Laurent Robert e Manduca para o referido posto, sem que o capitão tivesse partido para uma nova aventura.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006
Burrice ou arrogancia?
Um holandes que há pouco chegou ao futebol portugues, veio dizer que o Sporting não conta e apenas se preocupa com o Porto.
Eu se fosse a si, sr Sr. Koeman olhava para cima e começava a preocupar-me, mas se preferir continuar a ignorar o Sporting como fez a semana passada, a malta agradece.
Eu se fosse a si, sr Sr. Koeman olhava para cima e começava a preocupar-me, mas se preferir continuar a ignorar o Sporting como fez a semana passada, a malta agradece.
Moretto no Flash Interview
Jornalista: Moretto, voce sofreu 3 golos nos primeiros 15 jogos da Liga ao serviço do Vitória de Setubal, agora no Slb sofeu 3 golos em 2 jogos seguidos. Como se está a sentir?
Moretto: Bem... foi por isso que eu vim para o benfica.
Boa rapaz! Espero que tenhas muitos dias destes de águia ao peito.
Moretto: Bem... foi por isso que eu vim para o benfica.
Boa rapaz! Espero que tenhas muitos dias destes de águia ao peito.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006
Leão agradece
O Sporting está, certamente, muito agradecido aos responsáveis do Nacional da Madeira.
Depois de uma vitória na Luz, seria sempre complicado defrontar um conjunto bem classificado, que é, também, uma equipa sólida e bem organizada.
Consciente das dificuldades dos anfitriões, Rui Alves, presidente daquela agremiação insular, resolveu facilitar o trabalho aos responsáveis leoninos, estratégia na qual foi imediatamente secundado pelo treinador, Manuel Machado, funcionário obediente.
As declarações destes intervenientes ofereceram uma semana de férias a Paulo Bento, que nem precisou de incutir nos seus pupilos qualquer factor de motivação.
Bastou ao técnico verde e branco reproduzir, repetidamente, as declarações do "engenheiro" Alves no balneário da Academia para que a desejada atitude competitiva estivesse garantida.
Em suma, parece-me que este tipo de ajudas não deveriam ser permitidas pela Liga. Apesar de tudo, o Sporting não precisa que o Nacional se empenhe tanto na motivação dos jogadores leoninos, nem na tarefa de garantir uma boa moldura humana em Alvalade.
No mínimo, exige-se um agradecimento público por parte da direcção do clube de Lisboa.
Depois de uma vitória na Luz, seria sempre complicado defrontar um conjunto bem classificado, que é, também, uma equipa sólida e bem organizada.
Consciente das dificuldades dos anfitriões, Rui Alves, presidente daquela agremiação insular, resolveu facilitar o trabalho aos responsáveis leoninos, estratégia na qual foi imediatamente secundado pelo treinador, Manuel Machado, funcionário obediente.
As declarações destes intervenientes ofereceram uma semana de férias a Paulo Bento, que nem precisou de incutir nos seus pupilos qualquer factor de motivação.
Bastou ao técnico verde e branco reproduzir, repetidamente, as declarações do "engenheiro" Alves no balneário da Academia para que a desejada atitude competitiva estivesse garantida.
Em suma, parece-me que este tipo de ajudas não deveriam ser permitidas pela Liga. Apesar de tudo, o Sporting não precisa que o Nacional se empenhe tanto na motivação dos jogadores leoninos, nem na tarefa de garantir uma boa moldura humana em Alvalade.
No mínimo, exige-se um agradecimento público por parte da direcção do clube de Lisboa.
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