quarta-feira, 8 de março de 2006
Nova Sondagem Vox Pop
A reconhecida empresa de estudos de mercado Vox Pop fez esta semana um novo estudo onde apurou novamente o número de adeptos do clube encarnado. Segundo este novo estudo (realizado após a notícia da dispensa de Mantorras do clube da luz)o benfica tem agora 4 milhões de adeptos.
quarta-feira, 1 de março de 2006
Será a gripe das aves?
Um estranho sintoma foi detectado num individuo brasileiro de 53 anos, e ainda não se sabe qual a doença que o motivou. O fenómeno estranho motivou que o individuo, de nome Luis Felipe, não conseguisse, desde as 20h30 do passado domingo, parar de rir.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2006
Falta de patriotismo?
Podemos individulamente puxar ou não pelas equipas portguesas (que não aquela que defendemos) nas competições europeais. Temos o direito a isso.
Os jornais não. Os jornais não podem mostrar que não estão a torcer pelas equipas portuguesas. O que o jornal Record fez hoje é vergonhoso. A capa do jornal record incentiva a uma vitória esmagadora do Liverpool. Tenham decencia senhores. Eu sei que não gostam do benfica. Eu também não. Mas pelo menos respeitem-nos.
Os jornais não. Os jornais não podem mostrar que não estão a torcer pelas equipas portuguesas. O que o jornal Record fez hoje é vergonhoso. A capa do jornal record incentiva a uma vitória esmagadora do Liverpool. Tenham decencia senhores. Eu sei que não gostam do benfica. Eu também não. Mas pelo menos respeitem-nos.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006
domingo, 19 de fevereiro de 2006
Teria da relatividade II
Para aqueles que ficaram chocados com a versão anterior, por considerarem absurdos os argumentos ou por entenderem que é fundamental ter três extremos esquerdos no Campeonato para poder utilizar dois na Liga dos Campeões e, pura e simplesmente, para quem não tem sensibilidade para a gestão destas coisas, os recentes acontecimentos vividos pelo Benfica podem surpreender.
Quem quiser dar-se ao trabalho de descer dois posts para ler o que escrevi, verificará que não seria difícil de prever um período de maiores dificuldades, algo que os resultados recentes e as atitudes do treinador apenas tendem a comprovar.
Porque razão terá Ronald Koeman reagido de forma desproporcionada a um acontecimento banal, como tantos outros que, certamente, experimentou nos anos passados em Barcelona e no Ajax?
Porque outra razão terá Luís Filipe Vieira visitado o balneário, para chamar a atenção do grupo, quando essa é uma tarefa habitualmente desempenhada por José Veiga?
Sinceramente, acredito que o holandês está a sentir o balneário fugir e sabe que só terá uma hipótese para dar a volta por cima. Caso contrário, depois de "fechar a porta" dos treinos, terá de fazer o mesmo com os jogos...
Parece-me que o Benfica atravessa um daqueles momentos decisivos de uma temporada: uma reacção bem sucedida pode levar à recuperação anímica necessária a uma grande ponta final ou, pelo contrário, uma desilusão mal encaixada pode agravar os problemas existentes no seio do grupo.
Esta semana surgem dois desses "defining moments", nos quais uma equipa demonstra aquilo que é ou pode vir a ser. Se, frente a Liverpool e FC Porto, os encarnados apresentarem a sua melhor versão e alcançarem bons resultados, estarão relançados na luta pelos objectivos traçados, ficando afastados os indícios de crise - tal como sucedeu, na época transacta, com a vitória sobre o Sporting na Taça de Portugal.
Quem quiser dar-se ao trabalho de descer dois posts para ler o que escrevi, verificará que não seria difícil de prever um período de maiores dificuldades, algo que os resultados recentes e as atitudes do treinador apenas tendem a comprovar.
Porque razão terá Ronald Koeman reagido de forma desproporcionada a um acontecimento banal, como tantos outros que, certamente, experimentou nos anos passados em Barcelona e no Ajax?
Porque outra razão terá Luís Filipe Vieira visitado o balneário, para chamar a atenção do grupo, quando essa é uma tarefa habitualmente desempenhada por José Veiga?
Sinceramente, acredito que o holandês está a sentir o balneário fugir e sabe que só terá uma hipótese para dar a volta por cima. Caso contrário, depois de "fechar a porta" dos treinos, terá de fazer o mesmo com os jogos...
Parece-me que o Benfica atravessa um daqueles momentos decisivos de uma temporada: uma reacção bem sucedida pode levar à recuperação anímica necessária a uma grande ponta final ou, pelo contrário, uma desilusão mal encaixada pode agravar os problemas existentes no seio do grupo.
Esta semana surgem dois desses "defining moments", nos quais uma equipa demonstra aquilo que é ou pode vir a ser. Se, frente a Liverpool e FC Porto, os encarnados apresentarem a sua melhor versão e alcançarem bons resultados, estarão relançados na luta pelos objectivos traçados, ficando afastados os indícios de crise - tal como sucedeu, na época transacta, com a vitória sobre o Sporting na Taça de Portugal.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
Finalmente somos europeus
Foram oficialmente apresentados os equipamentos que a Selecção Nacional vai utilizar no Mundial.
Constato que a Nike desenvolveu um enorme esforço para garantir que, finalmente, Portugal seria integrado no contexto europeu.
Fico feliz pois, vendo as camisolas, percebo que conseguiram: somos a Bélgica!
Constato que a Nike desenvolveu um enorme esforço para garantir que, finalmente, Portugal seria integrado no contexto europeu.
Fico feliz pois, vendo as camisolas, percebo que conseguiram: somos a Bélgica!
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006
Teoria da relatividade
Há muito que se discute o equilíbrio de forças entre os três grandes na luta pelo título e, pouco antes do grande dérbi de Lisboa, todos faziam fila para assegurar a superior qualidade do Benfica face à escassez de opções que imperava em Alvalade.
Não há qualquer espécie de dúvida no que ao mais vasto lote de soluções encarnadas diz respeito mas, uma vez mais, o futebol fez questão de desmentir as ilações aparentemente lógicas.
Hoje, como sempre, muito depende da bola que entra ou do remate que embate no poste.
Importa, sobretudo, elaborar uma análise capaz de explicar os mais recentes acontecimentos.
Continuando a acreditar que o plantel mais rico – e, portanto, possuidor de maior qualidade – é o do FC Porto, estou longe de poder afirmar que o título está decidido, ou, sequer, que o Benfica leva vantagem sobre o Sporting nessa eterna disputa – muito menos, sequer, a hipótese contrária.
Chegamos aqui ao que me parece ser o cerne desta questão. Depois de, na época transacta, beneficiar do mais completo leque de alternativas, o emblema verde e branco conta agora com uma arma de dois gumes que, no passado, favoreceu os rivais da Segunda Circular. Quer isto dizer que, apesar de dispor de um equilíbrio discutível e de menos elementos capazes de enfrentar a pressão e os desafios, os leões contam com uma estrutura passível de maior motivação.
O maior trunfo do grupo dirigido por Paulo Bento prende-se com a redução de alternativas, imposta pela qualidade individual, a 13 ou 14 dos elementos que compõem o plantel, na inversa proporção da instabilidade provocada pelo reforço inconsistente de um grupo que, no passado, provou ser capaz de atingir os objectivos propostos.
Mantenho, com base na análise exógena e na minha própria experiência competitiva, que a componente mais importante numa equipa é a obrigatoriedade de cada indivíduo estar consciente do seu papel e capaz de o aceitar. Assim, por mais que se afirme que é importante ter alternativas aos habituais titulares, esta máxima só se aplica se existir uma hierarquia clara, racional e flexível.
Ter dois jogadores para cada posição é uma utopia que só uma gestão exemplar pode transformar em realidade.
Se, no passado, o Benfica contou com um exíguo lote de soluções que, contudo, foram capazes de resolver os problemas, com base na união do grupo e na consciência das limitações, as mais recentes contratações desequilibraram a gestão do espaço de cada um.
Passo a explicar: trazer, a meio da época, dois ou três jogadores capazes de suprir as lacunas identificadas – desde que sejam claramente melhores do que os que, até então, desempenhavam idênticas funções – é uma inteligente manobra de reajustamento, mas dotar um plantel com provas dadas com soluções redundantes não pode deixar de afectar o equilíbrio anterior.
A solidez do grupo que garantiu aos encarnados o primeiro título em 10 anos é posta em causa quando reforços – úteis, mas não claramente superiores aos jogadores que garantiram as vitórias recentes – assumem um papel determinante, sendo necessário esperar algum tempo para que, individualmente, os diversos protagonistas sejam capazes de redefinir o seu espaço individual num conjunto que, inevitavelmente, sofreu alterações de fundo.
Dito isto, é preciso perceber que a recente oscilação de forma do Benfica era inevitável, sendo necessário aguardar para que os factores da nova equação, encontrem os termos ideias a uma conjugação produtiva. A título de exemplo, refira-se que, se há muito se apontava a ausência de alternativa a Simão no lado esquerdo do ataque – mal seria se um clube português pudesse dispor de dois atletas da valia do 20 encarnado para a mesma posição – o emblema da Luz contratou Laurent Robert e Manduca para o referido posto, sem que o capitão tivesse partido para uma nova aventura.
Não há qualquer espécie de dúvida no que ao mais vasto lote de soluções encarnadas diz respeito mas, uma vez mais, o futebol fez questão de desmentir as ilações aparentemente lógicas.
Hoje, como sempre, muito depende da bola que entra ou do remate que embate no poste.
Importa, sobretudo, elaborar uma análise capaz de explicar os mais recentes acontecimentos.
Continuando a acreditar que o plantel mais rico – e, portanto, possuidor de maior qualidade – é o do FC Porto, estou longe de poder afirmar que o título está decidido, ou, sequer, que o Benfica leva vantagem sobre o Sporting nessa eterna disputa – muito menos, sequer, a hipótese contrária.
Chegamos aqui ao que me parece ser o cerne desta questão. Depois de, na época transacta, beneficiar do mais completo leque de alternativas, o emblema verde e branco conta agora com uma arma de dois gumes que, no passado, favoreceu os rivais da Segunda Circular. Quer isto dizer que, apesar de dispor de um equilíbrio discutível e de menos elementos capazes de enfrentar a pressão e os desafios, os leões contam com uma estrutura passível de maior motivação.
O maior trunfo do grupo dirigido por Paulo Bento prende-se com a redução de alternativas, imposta pela qualidade individual, a 13 ou 14 dos elementos que compõem o plantel, na inversa proporção da instabilidade provocada pelo reforço inconsistente de um grupo que, no passado, provou ser capaz de atingir os objectivos propostos.
Mantenho, com base na análise exógena e na minha própria experiência competitiva, que a componente mais importante numa equipa é a obrigatoriedade de cada indivíduo estar consciente do seu papel e capaz de o aceitar. Assim, por mais que se afirme que é importante ter alternativas aos habituais titulares, esta máxima só se aplica se existir uma hierarquia clara, racional e flexível.
Ter dois jogadores para cada posição é uma utopia que só uma gestão exemplar pode transformar em realidade.
Se, no passado, o Benfica contou com um exíguo lote de soluções que, contudo, foram capazes de resolver os problemas, com base na união do grupo e na consciência das limitações, as mais recentes contratações desequilibraram a gestão do espaço de cada um.
Passo a explicar: trazer, a meio da época, dois ou três jogadores capazes de suprir as lacunas identificadas – desde que sejam claramente melhores do que os que, até então, desempenhavam idênticas funções – é uma inteligente manobra de reajustamento, mas dotar um plantel com provas dadas com soluções redundantes não pode deixar de afectar o equilíbrio anterior.
A solidez do grupo que garantiu aos encarnados o primeiro título em 10 anos é posta em causa quando reforços – úteis, mas não claramente superiores aos jogadores que garantiram as vitórias recentes – assumem um papel determinante, sendo necessário esperar algum tempo para que, individualmente, os diversos protagonistas sejam capazes de redefinir o seu espaço individual num conjunto que, inevitavelmente, sofreu alterações de fundo.
Dito isto, é preciso perceber que a recente oscilação de forma do Benfica era inevitável, sendo necessário aguardar para que os factores da nova equação, encontrem os termos ideias a uma conjugação produtiva. A título de exemplo, refira-se que, se há muito se apontava a ausência de alternativa a Simão no lado esquerdo do ataque – mal seria se um clube português pudesse dispor de dois atletas da valia do 20 encarnado para a mesma posição – o emblema da Luz contratou Laurent Robert e Manduca para o referido posto, sem que o capitão tivesse partido para uma nova aventura.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006
Burrice ou arrogancia?
Um holandes que há pouco chegou ao futebol portugues, veio dizer que o Sporting não conta e apenas se preocupa com o Porto.
Eu se fosse a si, sr Sr. Koeman olhava para cima e começava a preocupar-me, mas se preferir continuar a ignorar o Sporting como fez a semana passada, a malta agradece.
Eu se fosse a si, sr Sr. Koeman olhava para cima e começava a preocupar-me, mas se preferir continuar a ignorar o Sporting como fez a semana passada, a malta agradece.
Moretto no Flash Interview
Jornalista: Moretto, voce sofreu 3 golos nos primeiros 15 jogos da Liga ao serviço do Vitória de Setubal, agora no Slb sofeu 3 golos em 2 jogos seguidos. Como se está a sentir?
Moretto: Bem... foi por isso que eu vim para o benfica.
Boa rapaz! Espero que tenhas muitos dias destes de águia ao peito.
Moretto: Bem... foi por isso que eu vim para o benfica.
Boa rapaz! Espero que tenhas muitos dias destes de águia ao peito.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006
Leão agradece
O Sporting está, certamente, muito agradecido aos responsáveis do Nacional da Madeira.
Depois de uma vitória na Luz, seria sempre complicado defrontar um conjunto bem classificado, que é, também, uma equipa sólida e bem organizada.
Consciente das dificuldades dos anfitriões, Rui Alves, presidente daquela agremiação insular, resolveu facilitar o trabalho aos responsáveis leoninos, estratégia na qual foi imediatamente secundado pelo treinador, Manuel Machado, funcionário obediente.
As declarações destes intervenientes ofereceram uma semana de férias a Paulo Bento, que nem precisou de incutir nos seus pupilos qualquer factor de motivação.
Bastou ao técnico verde e branco reproduzir, repetidamente, as declarações do "engenheiro" Alves no balneário da Academia para que a desejada atitude competitiva estivesse garantida.
Em suma, parece-me que este tipo de ajudas não deveriam ser permitidas pela Liga. Apesar de tudo, o Sporting não precisa que o Nacional se empenhe tanto na motivação dos jogadores leoninos, nem na tarefa de garantir uma boa moldura humana em Alvalade.
No mínimo, exige-se um agradecimento público por parte da direcção do clube de Lisboa.
Depois de uma vitória na Luz, seria sempre complicado defrontar um conjunto bem classificado, que é, também, uma equipa sólida e bem organizada.
Consciente das dificuldades dos anfitriões, Rui Alves, presidente daquela agremiação insular, resolveu facilitar o trabalho aos responsáveis leoninos, estratégia na qual foi imediatamente secundado pelo treinador, Manuel Machado, funcionário obediente.
As declarações destes intervenientes ofereceram uma semana de férias a Paulo Bento, que nem precisou de incutir nos seus pupilos qualquer factor de motivação.
Bastou ao técnico verde e branco reproduzir, repetidamente, as declarações do "engenheiro" Alves no balneário da Academia para que a desejada atitude competitiva estivesse garantida.
Em suma, parece-me que este tipo de ajudas não deveriam ser permitidas pela Liga. Apesar de tudo, o Sporting não precisa que o Nacional se empenhe tanto na motivação dos jogadores leoninos, nem na tarefa de garantir uma boa moldura humana em Alvalade.
No mínimo, exige-se um agradecimento público por parte da direcção do clube de Lisboa.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2006
Acontecimentos pouco prováveis
Antes deste fim de semana 3 acontecimentos se prefilavam como muito pouco prováveis:
1. Eu ganhar o Euro Milhões
2. O Sporting virar um jogo na Luz
3. Nevar em Lisboa
Porra! Porque é que eu não entreguei o boletim....
1. Eu ganhar o Euro Milhões
2. O Sporting virar um jogo na Luz
3. Nevar em Lisboa
Porra! Porque é que eu não entreguei o boletim....
sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
Duas coisas que não percebo
Porque vamos buscar um avançado espanhol desconhecido, que não joga no clube em que está, para vir para o Sporting seis meses de uma época que pode ficar (se é que não está já) amanha terminada?
Porque é que há um holandês com a mania que é o maior, a vir falar de um clube que não lhe diz respeito, a criticar que nesse clube se fala demesiado de arbitragens? É bom não esquecer que esse senhor na primeira vez que se sentiu prejudicado, veio logo dizer (antes do jogo de Braga) que estava muito preocupado com as arbitragens em Portugal. Escusado será dizer que logo a seguir veio o penalty que se viu.
Porque é que há um holandês com a mania que é o maior, a vir falar de um clube que não lhe diz respeito, a criticar que nesse clube se fala demesiado de arbitragens? É bom não esquecer que esse senhor na primeira vez que se sentiu prejudicado, veio logo dizer (antes do jogo de Braga) que estava muito preocupado com as arbitragens em Portugal. Escusado será dizer que logo a seguir veio o penalty que se viu.
terça-feira, 24 de janeiro de 2006
Pouco atentos
As noticias deste inicio de semana, deixam atender que os jogadores do Sporting, demonstram uma forte falta de atenção e que não reparam minimamente no que se passa à volta deles. Então não é que depois das recentes arbitragens que temos visto, o Sá Pinto, o Custódio e o João Moutinho vêm dizer que confiam numa vitória do Sporting na Luz?
sexta-feira, 20 de janeiro de 2006
Gestão dos simbolos do clube
Despedir Rui Jorge, para contratar Edson.
Despedir Pedro Barbosa, para contratar João Alves.
Despedir Beto, para contratar (emprestado) Caneira (que há uns anos cagou no Sporting) ou inscrever Hugo.
Se não fosse bem educado, mandava-os a todos para onde o Rochemback mandou o Peseiro....
Despedir Pedro Barbosa, para contratar João Alves.
Despedir Beto, para contratar (emprestado) Caneira (que há uns anos cagou no Sporting) ou inscrever Hugo.
Se não fosse bem educado, mandava-os a todos para onde o Rochemback mandou o Peseiro....
segunda-feira, 16 de janeiro de 2006
Pontos de vista II
"Vítor Baía não ficou lá muito bem na fotografia". Esta foi a análise de um comentador à acção do guarda-redes do FC Porto no lance do segundo golo do Estrela da Amadora.
Tivesse sido outro jogador, que veste a camisola 76 para os lados de Alvalade, e todos teriam exigido de imediato uma crucificação pública.
No mínimo, estaria em causa a titularidade no clube, a sanidade mental de quem o convoca para a Selecção Nacional e, obviamente, seria decretado o cenário de crise psicológica.
Pontos de vista...
Tivesse sido outro jogador, que veste a camisola 76 para os lados de Alvalade, e todos teriam exigido de imediato uma crucificação pública.
No mínimo, estaria em causa a titularidade no clube, a sanidade mental de quem o convoca para a Selecção Nacional e, obviamente, seria decretado o cenário de crise psicológica.
Pontos de vista...
sexta-feira, 13 de janeiro de 2006
Pontos de vista
Aviso antecipadamente que não é minha intenção fazer juízos de valor, até porque a minha opinião sobre o incidente de hoje é exactamente a mesma que exprimi a quando da cena de pugilato entre Beto e Custódio: ou seja, desagradável, mas normal.
Pretendo apenas chamar a atenção para diferença nos critérios aplicados à análise das situações, em função da cor dos intervenientes:
- Beto agride Custódio - crise indisfarçável no balneário leonino e inequívoca demonstração da falta de pulso do treinador.
- Luisão envolve-se com Karagounis; Anderson troca "mimos" com Miccoli; o capitão de uma equipa que veste de vermelho tenta agredir o director desportivo - clara demonstração do aumento de competitividade do plantel.
Pontos de vista...
Pretendo apenas chamar a atenção para diferença nos critérios aplicados à análise das situações, em função da cor dos intervenientes:
- Beto agride Custódio - crise indisfarçável no balneário leonino e inequívoca demonstração da falta de pulso do treinador.
- Luisão envolve-se com Karagounis; Anderson troca "mimos" com Miccoli; o capitão de uma equipa que veste de vermelho tenta agredir o director desportivo - clara demonstração do aumento de competitividade do plantel.
Pontos de vista...
domingo, 8 de janeiro de 2006
Sporting... mas de Braga
O justo triunfo dos minhotos foi o espelho das qualidades e defeitos que caracterizam as equipas que ontem se encontraram. O claro domínio imposto pelo Braga durante a primeira hora da partida é apenas o reflexo da superior organização da formação orientada por Jesualdo Ferreira, de quem, aliás, estou longe de ser incondicional admirador.
Os anfitriões possuem notável consciência posicional, actuam de forma compacta e, quando na posse da bola, procuram rapidamente as soluções adequadas ás suas qualidades. O melhor do Braga é, contudo, a organização defensiva, que utilizam com inteligência na construção do... ataque.
Do lado verde e branco, pelo contrário, persiste a falta de solidez táctica, que impede a criação de blocos sólidos e, até, a saída em progressão. Tudo porque não funcionam como conjunto na movimentação.
Para que não se pense que estou a recorrer às frases feitas próprias do meio em que me movo, vou tentar explicar mais detalhadamente o que pretendo dizer.
No Braga, o posicionamento de cada elemento é sempre gerido em função das necessidades do colectivo. O movimento ofensivo prevê uma eventual perda de bola e cada um dos participantes no lance não perde de vista a imediata inversão de funções que um "turnover" implica. Ou seja, um passe falhado é compensado por uma transição instantânea, impedindo que o adversário retire grandes benefícios da recuperação.
Impressionante é, contudo, a forma inteligente como esta equipa gere a forma de manietar o oponente, alternando, quase na perfeição, a pressão em profundidade - a que os comentadores habitualmente se referem como "pressão alta" -, quando as condições ideias estão para tal reunidas, com a pressão em largura. Isto é, "atacam" a zona da bola quanto podem preencher os espaços antes da saída do adversário para o primeiro passe, mas controlam o tempo de jogo quando o risco é demasiado grande. O Braga pressiona em largura como nenhuma outra equipa em Portugal: se o contrário consegue superar a primeira linha de pressão, o segundo bloco "empurra-o" para as laterais, impedindo movimentos diagonais e cortando as linhas de passe ao centro - evitam a progressão apoiada. Criando zonas de saturação, obrigam a bola a chegar perto das linhas, deixando o passe médio como única solução, para benefício dos seus defesas e centro-campistas, que rapidamente anulam o movimento do avançado, que se deslocou para a recepção, necessariamente efectuada de costas para o centro do terreno... e para os companheiros: quantas vezes o Sporting se viu reduzido a lançamentos - paralelos à linha lateral - de Miguel Garcia e Tello para Douala e Liedson, em clara desvantagem para estes últimos? Há aqui uma utilização do espaço muito semelhante àquela que Mourinho implantou no Chelsea.
Não sei se isto será evidente para quem assistiu através da televisão, mas para quem teve a possibilidade de estar presente no magnífico Municipal de Braga - foi, felizmente, a quarta vez que o visitei - os sintomas do que aqui procuro explicar são claros: raras são as vezes em que a distância entre o mais avançado e o mais recuado dos bracarenses ultrapassa os trinta metros. Os elementos do sector intermédio têm, assim, a possibilidade de "encostar" aos defesas ou aos avançados em escassos instantes.
O Sporting, em contraste com o aspecto compacto da equipa de Jesualdo, peca pela enorme e anárquica dispersão dos seus futebolistas. A movimentação errática obsta à organização defensiva mas prejudica também a transição ofensiva e... vice-versa. É frequente que dois jogadores ocupem a mesma linha de passe na tentativa de desmarcação - ontem, parecia que João Alves fazia de propósito - o que, no caso de intersecção, promove os espaços para os contra-ataques adversários. Sem bola, é hábito que apenas alguns se dediquem a pressionar a zona da bola, enquanto os companheiros assistem sem qualquer lógica posicional. Assim, ultrapassada que esteja essa primeira - e débil - linha de pressão, sobram os espaços para que os adversários provoquem desequilíbrios na transição.
Perante este panorama, confesso que não percebo como João Moutinho, o único com capacidade técnica e táctica para debelar - ou, pelo menos, atenuar - estas carências, continue afastado da zona central do terreno, ainda para mais quando é Nani - jovem com potencial, mas sem a indispensável cultura táctica para actuar pelo meio - o encarregado de desempenhar tais funções. O pequeno 28 não tem estado no seu melhor, é certo, mas pedir-lhe que brilhe nestas condições seria o mesmo que exigir golos a um ponta-de-lança que fosse impedido de passar do meio-campo...
Uma nota final para Carlos Martins. De momento, é o único jogador do Sporting capaz de romper a monotonia resultante da lentidão e previsibilidade de processos no sector intermédio, imprimindo mudanças de velocidade, agressividade, intensidade e capacidade de tiro ao onze leonino.
Os anfitriões possuem notável consciência posicional, actuam de forma compacta e, quando na posse da bola, procuram rapidamente as soluções adequadas ás suas qualidades. O melhor do Braga é, contudo, a organização defensiva, que utilizam com inteligência na construção do... ataque.
Do lado verde e branco, pelo contrário, persiste a falta de solidez táctica, que impede a criação de blocos sólidos e, até, a saída em progressão. Tudo porque não funcionam como conjunto na movimentação.
Para que não se pense que estou a recorrer às frases feitas próprias do meio em que me movo, vou tentar explicar mais detalhadamente o que pretendo dizer.
No Braga, o posicionamento de cada elemento é sempre gerido em função das necessidades do colectivo. O movimento ofensivo prevê uma eventual perda de bola e cada um dos participantes no lance não perde de vista a imediata inversão de funções que um "turnover" implica. Ou seja, um passe falhado é compensado por uma transição instantânea, impedindo que o adversário retire grandes benefícios da recuperação.
Impressionante é, contudo, a forma inteligente como esta equipa gere a forma de manietar o oponente, alternando, quase na perfeição, a pressão em profundidade - a que os comentadores habitualmente se referem como "pressão alta" -, quando as condições ideias estão para tal reunidas, com a pressão em largura. Isto é, "atacam" a zona da bola quanto podem preencher os espaços antes da saída do adversário para o primeiro passe, mas controlam o tempo de jogo quando o risco é demasiado grande. O Braga pressiona em largura como nenhuma outra equipa em Portugal: se o contrário consegue superar a primeira linha de pressão, o segundo bloco "empurra-o" para as laterais, impedindo movimentos diagonais e cortando as linhas de passe ao centro - evitam a progressão apoiada. Criando zonas de saturação, obrigam a bola a chegar perto das linhas, deixando o passe médio como única solução, para benefício dos seus defesas e centro-campistas, que rapidamente anulam o movimento do avançado, que se deslocou para a recepção, necessariamente efectuada de costas para o centro do terreno... e para os companheiros: quantas vezes o Sporting se viu reduzido a lançamentos - paralelos à linha lateral - de Miguel Garcia e Tello para Douala e Liedson, em clara desvantagem para estes últimos? Há aqui uma utilização do espaço muito semelhante àquela que Mourinho implantou no Chelsea.
Não sei se isto será evidente para quem assistiu através da televisão, mas para quem teve a possibilidade de estar presente no magnífico Municipal de Braga - foi, felizmente, a quarta vez que o visitei - os sintomas do que aqui procuro explicar são claros: raras são as vezes em que a distância entre o mais avançado e o mais recuado dos bracarenses ultrapassa os trinta metros. Os elementos do sector intermédio têm, assim, a possibilidade de "encostar" aos defesas ou aos avançados em escassos instantes.
O Sporting, em contraste com o aspecto compacto da equipa de Jesualdo, peca pela enorme e anárquica dispersão dos seus futebolistas. A movimentação errática obsta à organização defensiva mas prejudica também a transição ofensiva e... vice-versa. É frequente que dois jogadores ocupem a mesma linha de passe na tentativa de desmarcação - ontem, parecia que João Alves fazia de propósito - o que, no caso de intersecção, promove os espaços para os contra-ataques adversários. Sem bola, é hábito que apenas alguns se dediquem a pressionar a zona da bola, enquanto os companheiros assistem sem qualquer lógica posicional. Assim, ultrapassada que esteja essa primeira - e débil - linha de pressão, sobram os espaços para que os adversários provoquem desequilíbrios na transição.
Perante este panorama, confesso que não percebo como João Moutinho, o único com capacidade técnica e táctica para debelar - ou, pelo menos, atenuar - estas carências, continue afastado da zona central do terreno, ainda para mais quando é Nani - jovem com potencial, mas sem a indispensável cultura táctica para actuar pelo meio - o encarregado de desempenhar tais funções. O pequeno 28 não tem estado no seu melhor, é certo, mas pedir-lhe que brilhe nestas condições seria o mesmo que exigir golos a um ponta-de-lança que fosse impedido de passar do meio-campo...
Uma nota final para Carlos Martins. De momento, é o único jogador do Sporting capaz de romper a monotonia resultante da lentidão e previsibilidade de processos no sector intermédio, imprimindo mudanças de velocidade, agressividade, intensidade e capacidade de tiro ao onze leonino.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2006
terça-feira, 3 de janeiro de 2006
Natal no Brasil
Mas onde é que eu já ouvi esta história? será que estes brasileiros não poderiam inventar desculpas diferentes?
Isto de ter o Natal com calor não deve fazer bem á cabeça. Para o ano o Sporting devia proibir os jogadores do hemisfério Sul de irem passar o natal a casa.
Isto de ter o Natal com calor não deve fazer bem á cabeça. Para o ano o Sporting devia proibir os jogadores do hemisfério Sul de irem passar o natal a casa.
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