Pouco interessa agora discutir se, no início da temporada, o técnico do Benfica poderia sonhar com a quantidade de pontos perdidos pelos adversários directos, os mesmos que permitiram o sucesso do seu pragmatismo.
A verdade é que, com recursos limitados, a "Velha Raposa" privilegiou a eficiência de processos, potenciando as qualidades do seu plantel, enquanto procurava, simultaneamente, colmatar as evidentes lacunas do grupo. O mérito é evidente e indiscutível, independentemente de concordarmos, ou não, com os métodos utilizados.
No "derby", muitos foram os que, ainda durante o primeiro tempo, criticaram o treinador italiano por não assumir maiores riscos. Ora, se, durante esta temporada, um jogo houve em que tal posição é absurda, este é o maior e melhor exemplo: de nada adiantaria apostar em elementos de características mais ofensivas, pois a alteração provocaria um inevitável desequilíbrio na equipa que, então, se encontrava em excelente posição para chegar ao golo.
A única ressalva possível ao comportamento de Trapattoni surgiu na segunda metade quando, perante o desgaste de Petit e Manuel Fernandes, o técnico assumiu uma atitude passiva, esperando pelas iniciativas de José Peseiro. Aqui, porém, convém lembrar um aspecto: existiriam alternativas para o meio-campo? A resposta é claramente negativa...
Certo é que Trap foi capaz de incutir nos seus jogadores a correcta abordagem ao mais decisivo momento da história recente do emblema da águia. Como referi num post anterior, são estes os jogos que definem o carácter de um atleta e o espírito de um grupo, razão pela qual sou obrigado a confessar que a postura encarnada me surpreendeu.
Desde o primeiro minuto, ficou claro que o Benfica estava determinado em apostar o seu futuro no relvado da Luz, procurando impor as suas capacidades a uma equipa com qualidade futebolística teoricamente superior. Quando a pressão nos tolda a razão e nos aperta os pulmões, quando a consciência da transcendência do momento se sobrepõe às inúmeras horas de treino e sistematização, só uma característica nos permite aliar a necessária intensidade ao indispensável discernimento: a capacidade de superação. Que grande Petit, que enorme Manuel Fernandes!
Foi essa a chave do "derby" e, provavelmente, do título.
Um esclarecimento final:
Escrevi neste post que a qualidade futebolística do Sporting era superior, análise que mantenho, no plano teórico. Os "leões" têm mais e melhores soluções e praticam um futebol mais evoluído, naquele que considero ser o caminho correcto para uma equipa portuguesa - qualidade na circulação e gestão da posse de bola, mentalidade ofensiva e ambição na tentativa de assumir o jogo.
Simultaneamente, mantenho a posição expressa no post já referido: neste encontro se decidiria a conquista do título e, na minha opinião, o Benfica foi melhor durante os noventa minutos. Está, portanto, resolvida a questão do mérito.
segunda-feira, 16 de maio de 2005
Disparates
É impressionante - que não surpreendente - a quantidade de disparates proferidos na televisão, na rádio, na blogosfera e na imprensa durante os últimos dias.
Sendo certo que, no futebol, sempre foi ténue a fronteira entre as bestas e os bestiais, é incompreensível que pessoas com responsabilidades, que fazem do jornalismo e/ou da opinião a sua actividade profissional, exibam semelhante falta de equilíbrio e distanciamento nas suas "análises". Só não me chocam os depoimentos de adeptos desiludidos, naturalmente afectados pela infelicidade que afectou a sua preferência clubística.
Comecemos pelo Sporting (o Benfica virá noutra posta):
- sem nenhum dos jogadores que desejava ter adquirido no início da época - e sem possuir atletas com características idênticas, que proporcionassem alternativas tácticas credíveis - José Peseiro qualificou o Sporting para a final da Taça UEFA - primeira final europeia em mais de 40 anos para os "leões" - e ficou a 96 minutos de vencer o Campeonato. Pelo caminho, construiu uma equipa - e lançou jogadores - capaz de produzir resultados e espectáculo de primeira qualidade. Lembram-se de Fernando Santos?
- na Luz, a única parcela de responsabilidade que pode ser imputada ao técnico está relacionada com a intensidade (ou falta dela) do futebol praticado pelo emblema verde e branco. Conhecendo melhor que ninguém a condição física dos seus jogadores - muitos dos quais, como Miguel Garcia, Rogério, Beto, Rochemback, Pedro Barbosa, Hugo Viana, Pinilla ou Douala, estão lesionados - o técnico entendeu que não seria possível empregar a mesma intensidade que marcou, por exemplo, o "derby" da Taça.
- é absurdo dizer que Peseiro construiu aquele onze a pensar no empate. A dupla de ataque formada por Douala e Sá Pinto em nada difere da opção por Liedson/Douala ou Liedson/Sá Pinto, as mais utilizadas durante toda a temporada. É uma opção que privilegia a mobilidade, a capacidade da primeira linha de pressão e a qualidade da posse de bola.
- no banco, o treinador do Sporting - ao contrário do que sucedeu em outras ocasiões - evidenciou uma correcta leitura de jogo e uma postura vencedora. As substituições forma operadas com intenção clara de melhorar a produção colectiva e ameaçar a baliza contrária: Tello rendeu um "amarelado" Rui Jorge e Geovanni desapareceu do jogo; Pinilla entrou para o lugar de um incapacitado (e nulo) Douala e ofereceu outra disponibilidade física no último terço; Hugo Viana deveria ser o "prego no caixão", utilizando a qualidade no último passe para assinar a sentença de morte do adversário.
- aqui, sim, as coisas começaram a correr mal: com o jogo partido, mas controlado, Hugo Viana reabilitou o Benfica com uma série de passes falhados que implicaram a renúncia ao domínio exercido, em vez proporcionar a desejada ruptura na transição defesa-ataque.
É verdade que o Sporting não se apresentou com a mesma mentalidade ofensiva que marcou a presente época, mas dificilmente se pode atribuir ao treinador tamanha responsabilidade. Nestes jogos, vence quem se entrega como se "não houvesse amanhã" (e não como quem tem uma final na quarta-feira), quem, sob o peso da pressão, melhor decide e executa. Acreditem, já lá estive e não depende apenas da nossa vontade.
Quanto a Ricardo, além do que já escrevi aqui, tenho a acrescentar o seguinte: Rapid de Viena, Alkmaar, Moreirense ou Guimarães, entre tantos outros...
Onde estariam as hipóteses de conquistar títulos sem o rapaz do Montijo?
Euro' 2004?! Pensem bem no caminho de Portugal até à final antes de lhe atribuir culpas na derrota frente à Grécia... E, já agora, vejam bem o golo de Charisteas (onde andava o seu marcador directo?)...
Sendo certo que, no futebol, sempre foi ténue a fronteira entre as bestas e os bestiais, é incompreensível que pessoas com responsabilidades, que fazem do jornalismo e/ou da opinião a sua actividade profissional, exibam semelhante falta de equilíbrio e distanciamento nas suas "análises". Só não me chocam os depoimentos de adeptos desiludidos, naturalmente afectados pela infelicidade que afectou a sua preferência clubística.
Comecemos pelo Sporting (o Benfica virá noutra posta):
- sem nenhum dos jogadores que desejava ter adquirido no início da época - e sem possuir atletas com características idênticas, que proporcionassem alternativas tácticas credíveis - José Peseiro qualificou o Sporting para a final da Taça UEFA - primeira final europeia em mais de 40 anos para os "leões" - e ficou a 96 minutos de vencer o Campeonato. Pelo caminho, construiu uma equipa - e lançou jogadores - capaz de produzir resultados e espectáculo de primeira qualidade. Lembram-se de Fernando Santos?
- na Luz, a única parcela de responsabilidade que pode ser imputada ao técnico está relacionada com a intensidade (ou falta dela) do futebol praticado pelo emblema verde e branco. Conhecendo melhor que ninguém a condição física dos seus jogadores - muitos dos quais, como Miguel Garcia, Rogério, Beto, Rochemback, Pedro Barbosa, Hugo Viana, Pinilla ou Douala, estão lesionados - o técnico entendeu que não seria possível empregar a mesma intensidade que marcou, por exemplo, o "derby" da Taça.
- é absurdo dizer que Peseiro construiu aquele onze a pensar no empate. A dupla de ataque formada por Douala e Sá Pinto em nada difere da opção por Liedson/Douala ou Liedson/Sá Pinto, as mais utilizadas durante toda a temporada. É uma opção que privilegia a mobilidade, a capacidade da primeira linha de pressão e a qualidade da posse de bola.
- no banco, o treinador do Sporting - ao contrário do que sucedeu em outras ocasiões - evidenciou uma correcta leitura de jogo e uma postura vencedora. As substituições forma operadas com intenção clara de melhorar a produção colectiva e ameaçar a baliza contrária: Tello rendeu um "amarelado" Rui Jorge e Geovanni desapareceu do jogo; Pinilla entrou para o lugar de um incapacitado (e nulo) Douala e ofereceu outra disponibilidade física no último terço; Hugo Viana deveria ser o "prego no caixão", utilizando a qualidade no último passe para assinar a sentença de morte do adversário.
- aqui, sim, as coisas começaram a correr mal: com o jogo partido, mas controlado, Hugo Viana reabilitou o Benfica com uma série de passes falhados que implicaram a renúncia ao domínio exercido, em vez proporcionar a desejada ruptura na transição defesa-ataque.
É verdade que o Sporting não se apresentou com a mesma mentalidade ofensiva que marcou a presente época, mas dificilmente se pode atribuir ao treinador tamanha responsabilidade. Nestes jogos, vence quem se entrega como se "não houvesse amanhã" (e não como quem tem uma final na quarta-feira), quem, sob o peso da pressão, melhor decide e executa. Acreditem, já lá estive e não depende apenas da nossa vontade.
Quanto a Ricardo, além do que já escrevi aqui, tenho a acrescentar o seguinte: Rapid de Viena, Alkmaar, Moreirense ou Guimarães, entre tantos outros...
Onde estariam as hipóteses de conquistar títulos sem o rapaz do Montijo?
Euro' 2004?! Pensem bem no caminho de Portugal até à final antes de lhe atribuir culpas na derrota frente à Grécia... E, já agora, vejam bem o golo de Charisteas (onde andava o seu marcador directo?)...
(Talvez o pior) Jogo do século
(Eu sei que é exagero. O jogo foi muito fraquinho mas não foi com certeza um dos piores deste campeonato)
1- O que passou pela cabeça do treinador do Sporting para ir à Luz jogar para o empate?
Sabendo que o Sporting se ganhasse ficava quase campeão, é a equipa que melhor joga ao ataque, as características de grande parte dos jogadores não são para jogar à defesa e guarda redes e defesas não dão mínima confiança de segurar um 0-0, o que terá passado pela cabeça de José Peseiro para ir à luz jogar para o 0-0?
2- Penso que não houve falta do Luisão sobre o Ricardo.
Não sei se na área contrária o árbitro decidiria da mesma maneira (não o fez num lance semelhante do Sá Pinto), mas o certo é que acho que o árbitro decidiu bem, e por isso acho que não há que discutir a arbitragem, que num jogo muito difícil até esteve bem (também se pode discutir a expulsão ridícula do Beto, quando comparada com os insultos do Simão, mas também não teve influência no resultado).
3- Porque é que o Ricardo é sempre a mesma porcaria nos cruzamentos?
Lá se foi o Euro, lá se foi o campeonato…
4- Liedson resolve?
Não sei se resolveu, mas foi muito influente a sua ausência.
1- O que passou pela cabeça do treinador do Sporting para ir à Luz jogar para o empate?
Sabendo que o Sporting se ganhasse ficava quase campeão, é a equipa que melhor joga ao ataque, as características de grande parte dos jogadores não são para jogar à defesa e guarda redes e defesas não dão mínima confiança de segurar um 0-0, o que terá passado pela cabeça de José Peseiro para ir à luz jogar para o 0-0?
2- Penso que não houve falta do Luisão sobre o Ricardo.
Não sei se na área contrária o árbitro decidiria da mesma maneira (não o fez num lance semelhante do Sá Pinto), mas o certo é que acho que o árbitro decidiu bem, e por isso acho que não há que discutir a arbitragem, que num jogo muito difícil até esteve bem (também se pode discutir a expulsão ridícula do Beto, quando comparada com os insultos do Simão, mas também não teve influência no resultado).
3- Porque é que o Ricardo é sempre a mesma porcaria nos cruzamentos?
Lá se foi o Euro, lá se foi o campeonato…
4- Liedson resolve?
Não sei se resolveu, mas foi muito influente a sua ausência.
sábado, 14 de maio de 2005
Merecido
O jogo do século esteve longe de proporcionar um grande espectáculo de futebol mas, com toda a probabilidade, serviu para atribuir o título nacional ao vencedor da noite: o Benfica.
O Sporting, apesar da superior qualidade do futebol praticado em vários momentos da temporada, claudicou na hora da decisão, dizendo adeus às esperanças de conquistar o Campeonato e, provavelmente, ao acesso directo à Liga dos Campeões.
Pela primeira vez, os "leões" não procuraram assumir a condução de um encontro, actuando de forma calculista, em função de um empate que as características dos seus jogadores não favoreciam. O Benfica, em contrapartida, demonstrou personalidade na forma como abordou o encontro e acabou por recolher um prémio que, por aquilo que as duas formações fizeram durante os noventa minutos, considero justo.
Sendo claro que o golo acaba por surgir com alguma felicidade, a verdade é que esta está ao alcance de quem a procura: o Sporting conhecia o risco e, ao abdicar de tentar ganhar o jogo, sujeitou-se ao golpe de sorte que tudo decidiu.
Uma palavra final para Ricardo:
é esta a vida de um guarda-redes, posto ingrato que, mais do que qualquer outro, desenha uma linha muito ténue entre heróis e vilões. Numa partida perfeita, em que nada lhe poderia ser apontado (bem pelo contrário), surgiu um erro que, certamente, o irá privar de muitas horas de sono.
O Sporting, apesar da superior qualidade do futebol praticado em vários momentos da temporada, claudicou na hora da decisão, dizendo adeus às esperanças de conquistar o Campeonato e, provavelmente, ao acesso directo à Liga dos Campeões.
Pela primeira vez, os "leões" não procuraram assumir a condução de um encontro, actuando de forma calculista, em função de um empate que as características dos seus jogadores não favoreciam. O Benfica, em contrapartida, demonstrou personalidade na forma como abordou o encontro e acabou por recolher um prémio que, por aquilo que as duas formações fizeram durante os noventa minutos, considero justo.
Sendo claro que o golo acaba por surgir com alguma felicidade, a verdade é que esta está ao alcance de quem a procura: o Sporting conhecia o risco e, ao abdicar de tentar ganhar o jogo, sujeitou-se ao golpe de sorte que tudo decidiu.
Uma palavra final para Ricardo:
é esta a vida de um guarda-redes, posto ingrato que, mais do que qualquer outro, desenha uma linha muito ténue entre heróis e vilões. Numa partida perfeita, em que nada lhe poderia ser apontado (bem pelo contrário), surgiu um erro que, certamente, o irá privar de muitas horas de sono.
sexta-feira, 13 de maio de 2005
O jogo do(s) século(s)
Amanhã disputa-se aquele que será, provavelmente, o maior confronto da história do futebol português. Aqui fica a constituição das equipas, a menos que algo de anormal ocorra durante o dia de amanhã.
Benfica:
Quim, Miguel, Luisão, Ricardo Rocha e Dos Santos; Petit, Manuel Fernandes e Nuno Assis; Geovanni, Simão e Nuno Gomes.
Sporting:
Ricardo, Miguel Garcia, Polga, Beto e Rui Jorge; Custódio, Pedro Barbosa, João Moutinho e Tello; Douala e Sá Pinto.
Tem a palavra o futebol...
Benfica:
Quim, Miguel, Luisão, Ricardo Rocha e Dos Santos; Petit, Manuel Fernandes e Nuno Assis; Geovanni, Simão e Nuno Gomes.
Sporting:
Ricardo, Miguel Garcia, Polga, Beto e Rui Jorge; Custódio, Pedro Barbosa, João Moutinho e Tello; Douala e Sá Pinto.
Tem a palavra o futebol...
Pesadelo
Há uns dias que ando a dormil mal por causa do jogo do próximo Sábado. Irra que o jogo nunca mais acaba....
Mas na última noite foi demais. Sonhei que o Sporting tinha perdido. Sonhei que no dia seguinte a capa de "A Bola" tinha o Luis Filipe Vieira de cuecas a festejar o titulo, até parecia que tinha ganho um campeonato de Futsal.
Acordei assustado e não voltei a adormecer. Que pesadelo!
Mas na última noite foi demais. Sonhei que o Sporting tinha perdido. Sonhei que no dia seguinte a capa de "A Bola" tinha o Luis Filipe Vieira de cuecas a festejar o titulo, até parecia que tinha ganho um campeonato de Futsal.
Acordei assustado e não voltei a adormecer. Que pesadelo!
quarta-feira, 11 de maio de 2005
Ainda o cartão amarelo ao Liedson
Houve uma coisa que me fez um bocado de confusão na história do cartão amarelo ao levezinho. Os jogadores do Guimarães, a perder por 1-0 em tempo de compensação, com uma bola disponível, pronta para jogar, ficaram a perder tempo a pedir um cartão amarelo para o nosso ponta de lança. Porquê?
terça-feira, 10 de maio de 2005
Liedson resolve... ser burro
Obviamente não estive esperei pelo final do jogo de segunda feria para escrever sobre este assunto. Hoje queria apenas estar contente por o Sporting ser líder do campeonato e manter a confiança na vitória no campeonato.
Mas ontem em vez de sair de Alvalade radiante com a liderança, saí bastante chateado com a atitude do nosso ponta de lança.
Não consigo perceber o que terá passado pela cabeça do melhor jogador do campeonato para fazer uma burrice daquelas. Chutar uma bola para longe naquela altura do jogo é uma infantilidade inadmissível num jogador daquela categoria.
É certo, que o árbitro esteve quase para não mostrar (se calhar se fosse outro o jogador não teria mostrado), é certo que a lei é um bocado estúpida, pois hoje em dia os apanha bolas repõem uma bola imediatamente e chutar a bola para longe não perde tempo nenhum, mas o que também é certo é a lei diz (acho eu) que quem chuta a bola para longe para queimar tempo leva amarelo e foi isso que o levezinho fez. Burro!
Mas ontem em vez de sair de Alvalade radiante com a liderança, saí bastante chateado com a atitude do nosso ponta de lança.
Não consigo perceber o que terá passado pela cabeça do melhor jogador do campeonato para fazer uma burrice daquelas. Chutar uma bola para longe naquela altura do jogo é uma infantilidade inadmissível num jogador daquela categoria.
É certo, que o árbitro esteve quase para não mostrar (se calhar se fosse outro o jogador não teria mostrado), é certo que a lei é um bocado estúpida, pois hoje em dia os apanha bolas repõem uma bola imediatamente e chutar a bola para longe não perde tempo nenhum, mas o que também é certo é a lei diz (acho eu) que quem chuta a bola para longe para queimar tempo leva amarelo e foi isso que o levezinho fez. Burro!
Um "derby" Para... ty
Estou longe de ser um admirador das qualidades do senhor Paulo Paraty, mas sei que, qualquer que fosse a escolha do árbitro para o jogo de sábado, muitas seriam as vozes críticas.
Tratando-se, provavelmente, do jogo mais difícil de apitar em toda a história do futebol português - noutros tempos não existiam os recursos tecnológicos que hoje permitem analisar todos os lances ao mais ínfimo pormenor - o juiz desta partida deve saber que, seja qual for o resultado, será "esmagado" pela opinião de "comentadores" e adeptos.
Desejo apenas toda a sorte do mundo ao senhor Paraty e espero, sinceramente, que leve consigo a coragem necessária ao mais espectacular evento nos anais da SuperLiga.
Tratando-se, provavelmente, do jogo mais difícil de apitar em toda a história do futebol português - noutros tempos não existiam os recursos tecnológicos que hoje permitem analisar todos os lances ao mais ínfimo pormenor - o juiz desta partida deve saber que, seja qual for o resultado, será "esmagado" pela opinião de "comentadores" e adeptos.
Desejo apenas toda a sorte do mundo ao senhor Paraty e espero, sinceramente, que leve consigo a coragem necessária ao mais espectacular evento nos anais da SuperLiga.
Onde se distinguem os homens dos rapazes
Sei que me estou a repetir, mas o destaque parece-me necessário: este é o campeonato mais emotivo de que tenho memória.
A vitória do Sporting ante o Guimarães transformou o jogo do próximo sábado num dos mais electrizantes embates da história do futebol português.
Na Luz se decidirá o campeão, num daqueles encontros que define a vida de um atleta. Em 90 minutos se resumirá toda uma época e, talvez, a carreira de alguns dos intervenientes. Centenas de treinos, quase três mil minutos de competição para cada uma das equipas e, numa tarde de sábado, só quem for mais forte terá a devida recompensa.
Em 18 anos de competição, aprendi que esses momentos únicos são a razão de ser de um atleta. Todos aspiram a vivê-los um dia e, depois de esse dia chegar, continua-se a jogar, na esperança de que eles se repitam, por uma vez que seja. As sensações que provocam, antes durante e depois, independentemente do resultado, são de uma intensidade sem paralelo. É aqui que se distinguem os homens dos rapazes, os bons jogadores daqueles que possuem um espírito vencedor: os campeões. Assim se faz a história do desporto, assim nascem os heróis contemporâneos.
Desejo apenas - sem grande esperança, infelizmente - que todos os intervenientes - jogadores, dirigentes, árbitros e adeptos - saibam estar à altura deste grande espectáculo, evitando os excessos, os incentivos à violência e qualquer comportamento anti-desportivo.
Resultados e consequências:
- Sporting será campeão se vencer na Luz e o FC Porto não ganhar em Vila do Conde
- Benfica será campeão se vencer por 1-0 ou mais de um golo de diferença e o FC Porto não ganhar em Vila do Conde.
- Em caso de empate, o Sporting será campeão se, na última jornada, vencer o Nacional.
- Caso o Benfica vença por 2-1, ficará obrigado a pontuar no Bessa, caso o Sporting vença o Nacional e o FC Porto ganhe os dois jogos que faltam.
A vitória do Sporting ante o Guimarães transformou o jogo do próximo sábado num dos mais electrizantes embates da história do futebol português.
Na Luz se decidirá o campeão, num daqueles encontros que define a vida de um atleta. Em 90 minutos se resumirá toda uma época e, talvez, a carreira de alguns dos intervenientes. Centenas de treinos, quase três mil minutos de competição para cada uma das equipas e, numa tarde de sábado, só quem for mais forte terá a devida recompensa.
Em 18 anos de competição, aprendi que esses momentos únicos são a razão de ser de um atleta. Todos aspiram a vivê-los um dia e, depois de esse dia chegar, continua-se a jogar, na esperança de que eles se repitam, por uma vez que seja. As sensações que provocam, antes durante e depois, independentemente do resultado, são de uma intensidade sem paralelo. É aqui que se distinguem os homens dos rapazes, os bons jogadores daqueles que possuem um espírito vencedor: os campeões. Assim se faz a história do desporto, assim nascem os heróis contemporâneos.
Desejo apenas - sem grande esperança, infelizmente - que todos os intervenientes - jogadores, dirigentes, árbitros e adeptos - saibam estar à altura deste grande espectáculo, evitando os excessos, os incentivos à violência e qualquer comportamento anti-desportivo.
Resultados e consequências:
- Sporting será campeão se vencer na Luz e o FC Porto não ganhar em Vila do Conde
- Benfica será campeão se vencer por 1-0 ou mais de um golo de diferença e o FC Porto não ganhar em Vila do Conde.
- Em caso de empate, o Sporting será campeão se, na última jornada, vencer o Nacional.
- Caso o Benfica vença por 2-1, ficará obrigado a pontuar no Bessa, caso o Sporting vença o Nacional e o FC Porto ganhe os dois jogos que faltam.
segunda-feira, 9 de maio de 2005
Generosidades...
Estava à espera de encontrar aqui um post do "nosso" Dalau mas, certamente, a sua preferência clubística aconselhou-o a esperar pelo resultado de hoje...
Então vamos lá...
Independentemente do que possa hoje suceder em Alvalade, esta edição da SuperLiga fica definitivamente marcada pela inexplicável "generosidade" dos crónicos candidatos ao título. Tal como ocorreu, em diversas ocasiões, com o Sporting, Benfica e FC Porto teimam em desperdiçar oportunidades para assumir uma posição confortável ou, pelo menos, favorável, ficando por saber se os "leões" vão, mais uma vez, retribuir o "favor" ante o Guimarães.
Constatando o óbvio, a derrota dos encarnados e o empate dos azuis e brancos deixa escancarada uma janela de oportunidade para os verde e brancos: caso vençam o Guimarães, necessitam apenas de uma vitória e um empate para chegar ao título.
Pelo caminho fica o jogo de Penafiel. Dizem os benfiquistas que foram prejudicados por Pedro Proença, "espoliados" de diversas grande penalidades... Ora, nenhum dos lances disputados na área dos minhotos é passível de uma análise evidente, principalmente sem o auxílio das imagens televisivas mas, sobretudo, deve haver o cuidado de ponderar as declarações proferidas. Os argumentos utilizados para criticar a arbitragem não se podem sobrepor aos que foram esgrimidos, há oito dias, para a defender.
A verdade é que, nos 90 minutos, o Benfica efectuou apenas um remate digno dessa designação, demonstrando alguma incapacidade para exercer a pressão ofensiva que, por exemplo, tornou injusta a derrota em Vila do Conde ou o empate com o Leiria.
Já o disse e já o escrevi, aqui e na imprensa, que, caso o Benfica acabe por se sagrar campeão nacional, não o ficará a dever à arbitragem. Agora, por maioria de razão, sou obrigado a frisar que, caso tal não venha a acontecer, dificilmente os árbitros serão o motivo de tal fracasso.
Dito isto, aproveito para deixar um alerta aos mais desatentos: com o regresso do Major, deixa de estar garantida a lealdade da cunha...
Então vamos lá...
Independentemente do que possa hoje suceder em Alvalade, esta edição da SuperLiga fica definitivamente marcada pela inexplicável "generosidade" dos crónicos candidatos ao título. Tal como ocorreu, em diversas ocasiões, com o Sporting, Benfica e FC Porto teimam em desperdiçar oportunidades para assumir uma posição confortável ou, pelo menos, favorável, ficando por saber se os "leões" vão, mais uma vez, retribuir o "favor" ante o Guimarães.
Constatando o óbvio, a derrota dos encarnados e o empate dos azuis e brancos deixa escancarada uma janela de oportunidade para os verde e brancos: caso vençam o Guimarães, necessitam apenas de uma vitória e um empate para chegar ao título.
Pelo caminho fica o jogo de Penafiel. Dizem os benfiquistas que foram prejudicados por Pedro Proença, "espoliados" de diversas grande penalidades... Ora, nenhum dos lances disputados na área dos minhotos é passível de uma análise evidente, principalmente sem o auxílio das imagens televisivas mas, sobretudo, deve haver o cuidado de ponderar as declarações proferidas. Os argumentos utilizados para criticar a arbitragem não se podem sobrepor aos que foram esgrimidos, há oito dias, para a defender.
A verdade é que, nos 90 minutos, o Benfica efectuou apenas um remate digno dessa designação, demonstrando alguma incapacidade para exercer a pressão ofensiva que, por exemplo, tornou injusta a derrota em Vila do Conde ou o empate com o Leiria.
Já o disse e já o escrevi, aqui e na imprensa, que, caso o Benfica acabe por se sagrar campeão nacional, não o ficará a dever à arbitragem. Agora, por maioria de razão, sou obrigado a frisar que, caso tal não venha a acontecer, dificilmente os árbitros serão o motivo de tal fracasso.
Dito isto, aproveito para deixar um alerta aos mais desatentos: com o regresso do Major, deixa de estar garantida a lealdade da cunha...
sábado, 7 de maio de 2005
Ripa na rapaqueca

Acabei de saber que Jorge Perestrelo morreu.
Independentemente de se gostar, ou não, do estilo, Jorge Perestrelo marcou uma época na rádio portuguesa, incutindo um ritmo e uma vivacidade até então desconhecidos aos relatos cá do burgo.
Trabalhei com ele diversas vezes e guardo para mim algumas histórias hilariantes.
Com qualidades e defeitos, como todos nós, viveu a profissão com uma paixão invulgar.
Jorge, "ripa" com alma!
sexta-feira, 6 de maio de 2005
A tal cometição de pouca importância...
Para aqueles adeptos do clube dos 14 milhões que ontem viram a sua equipa do coração (o AZ)perder o acesso à final da Taça Uefa, e que por isso a apelidam de "uma competição fraca e de pouca importância", aconselho a leitura deste artigo do Master Kodro, no 4-4-2.
Como podem ver as equipas que passaram este época por esta competição não eram tão insignificantes como isso. E recordo também que o lider do nosso campeonato também andou por esta competição, embora já ninguém se lembre...
Como podem ver as equipas que passaram este época por esta competição não eram tão insignificantes como isso. E recordo também que o lider do nosso campeonato também andou por esta competição, embora já ninguém se lembre...
Sumaríssimos
Fico, como sempre, irritado quando se critica o que por cá se passa à luz de um princípio imbecil e provinciano: o que é mau só acontece em Portugal.
Isto é válido para o anti-jogo, para a violência nos relvados ou para a incompetência das equipas de arbitragem.
Há poucas horas, todos pudemos ver como um senhor dinamarquês, que dá pelo nome de Claus Bo Larsen, fez jus à reputação granjeada por outros grande nomes do apito: Bruno Paixão, Carlos Xistra ou Olegário Benquerença.
Juízos à parte no que a lances duvidosos diz respeito, a verdade é que o senhor juiz permitiu um grau de violência que ultrapassou em muito qualquer padrão de virilidade ou agressividade, dado comprovado pelos quatro pontos necessários para "reparar" a face de Miguel Garcia ou pelos traumatismos de Beto e João Moutinho. Tudo graças a um veterano pugilista, chamado Van Galen. O homem até é bom jogador mas, ontem, só conseguiu protagonizar três agressões, nas barbas da equipa de arbitragem, que apenas lhe mostrou um cartão amarelo, já perto do cair do pano, na sequência de uma falta inofensiva.
Houvera sumaríssimos na UEFA...
P.S. Pelo caminho, ficam os merecidos parabéns ao Sporting e ao futebol português que, pelo terceiro ano consecutivo, marca presença numa final europeia. Vá lá que somos pequeninos...
Isto é válido para o anti-jogo, para a violência nos relvados ou para a incompetência das equipas de arbitragem.
Há poucas horas, todos pudemos ver como um senhor dinamarquês, que dá pelo nome de Claus Bo Larsen, fez jus à reputação granjeada por outros grande nomes do apito: Bruno Paixão, Carlos Xistra ou Olegário Benquerença.
Juízos à parte no que a lances duvidosos diz respeito, a verdade é que o senhor juiz permitiu um grau de violência que ultrapassou em muito qualquer padrão de virilidade ou agressividade, dado comprovado pelos quatro pontos necessários para "reparar" a face de Miguel Garcia ou pelos traumatismos de Beto e João Moutinho. Tudo graças a um veterano pugilista, chamado Van Galen. O homem até é bom jogador mas, ontem, só conseguiu protagonizar três agressões, nas barbas da equipa de arbitragem, que apenas lhe mostrou um cartão amarelo, já perto do cair do pano, na sequência de uma falta inofensiva.
Houvera sumaríssimos na UEFA...
P.S. Pelo caminho, ficam os merecidos parabéns ao Sporting e ao futebol português que, pelo terceiro ano consecutivo, marca presença numa final europeia. Vá lá que somos pequeninos...
quinta-feira, 5 de maio de 2005
Afinal há benfiquistas sensatos - parte II
Parece incrível mas é verdade. Afinal existem mais benfiquistas sensatos.
Leia-se o que diz Pedro Mexia, no blog Fora do Mundo.
"Sou do Benfica. Sócio e tudo. Mas isso não impede que fique incomodado quando percebo que o Benfica é favorecido pelos árbitros. Eu quero que o Benfica ganhe, mas que ganhe porque merece, e não por causa de erros e trafulhices.
Claro que os benfiquistas não admitem que se escreva isto. Um benfiquista que escreva isto, dizem, «não é realmente do Benfica»."
Leia-se o que diz Pedro Mexia, no blog Fora do Mundo.
"Sou do Benfica. Sócio e tudo. Mas isso não impede que fique incomodado quando percebo que o Benfica é favorecido pelos árbitros. Eu quero que o Benfica ganhe, mas que ganhe porque merece, e não por causa de erros e trafulhices.
Claro que os benfiquistas não admitem que se escreva isto. Um benfiquista que escreva isto, dizem, «não é realmente do Benfica»."
terça-feira, 3 de maio de 2005
Afinal há benfiquistas sensatos...
Excertos do artigo de Ferreira Fernandes no Correio da Manhã
"Sou benfiquista e estou incomodado. Envergonho-me pelos favorecimentos ilegítimos que, esta época, o Benfica tem tido. Sendo benfiquista, não posso dizê-lo? Não importa, digo-o na mesma. Era o que faltava, prescindir do meu direito de falar sobre o futebol, quando a minha vida foi toda determinada por não deixar de ter opinião."
"Esta época, o Benfica ou ganha o campeonato ou não ganha. Se não ganha, será mais um, em onze anos, a não ganhar. Se ganha, é para esquecer: assim não quero. Cá estarei para o ano, para sair à rua, gritando pelo meu Benfica que ganhou um campeonato, o primeiro limpamente ao fim de uma dúzia de anos"
Afinal há benfiquistas que não são cegos e que sabem ver as coisas como elas são.
"Sou benfiquista e estou incomodado. Envergonho-me pelos favorecimentos ilegítimos que, esta época, o Benfica tem tido. Sendo benfiquista, não posso dizê-lo? Não importa, digo-o na mesma. Era o que faltava, prescindir do meu direito de falar sobre o futebol, quando a minha vida foi toda determinada por não deixar de ter opinião."
"Esta época, o Benfica ou ganha o campeonato ou não ganha. Se não ganha, será mais um, em onze anos, a não ganhar. Se ganha, é para esquecer: assim não quero. Cá estarei para o ano, para sair à rua, gritando pelo meu Benfica que ganhou um campeonato, o primeiro limpamente ao fim de uma dúzia de anos"
Afinal há benfiquistas que não são cegos e que sabem ver as coisas como elas são.
segunda-feira, 2 de maio de 2005
É um exagero..
Acho claramente exagerado estar dizer que os árbitros estão a levar o clube dos 6 milhões (em África) ao colo.
É certo que nos últimos três jogos, os árbitros João ferreira, Hélio Santos e Mário Mendes fizeram arbitragem muito habilidosas, inventaram livres, expulsaram jogadores adversários injustamente, inventaram penalties e fizeram vista grossa a lances para penalty na área encarnada. Tudo isso é verdade.
Mas nenhum destes árbitros marcou algum golo, fez algum remate ou sequer um cruzamento para a área. Isso sim, seria escandaloso. Será que ainda vai acontecer?
Já estou a imaginar se por acaso calha o Sporting estar a ganhar na Luz perto do fim, o Bruno Paixão (por exemplo) a ir para a área num canto para tentar cabecear...
É certo que nos últimos três jogos, os árbitros João ferreira, Hélio Santos e Mário Mendes fizeram arbitragem muito habilidosas, inventaram livres, expulsaram jogadores adversários injustamente, inventaram penalties e fizeram vista grossa a lances para penalty na área encarnada. Tudo isso é verdade.
Mas nenhum destes árbitros marcou algum golo, fez algum remate ou sequer um cruzamento para a área. Isso sim, seria escandaloso. Será que ainda vai acontecer?
Já estou a imaginar se por acaso calha o Sporting estar a ganhar na Luz perto do fim, o Bruno Paixão (por exemplo) a ir para a área num canto para tentar cabecear...
Lembram-se?
A 29 de Novembro, o Críticos da bola (ou parte dele) acreditou....
Na última semana ele justificou...
Na última semana ele justificou...
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