Cada vez leio menos este jornal desportivo para não me irritar. Mas este fim de semana, como o Sporting tinha ganho 5-0, achei que podia ler a apreciação deste jornal aos jogadores sportinguistas sem me chatear. Enganei-me.
Então não é que este jornal, na análise à exibição do melhor jogador do campeonato no jogo contra o Rio Ave, atribui-lhe nota 3?!?!?!
O rapaz marcou 2 golos (não marcou 3 porque o Sá pinto não o deixou marcar o penalty), fez uma assistência e ainda teve um golo anulado por fora de jogo. Isto em 45 minutos. NOTA 3?!?!?! Fantástico!
Sabem quem também teve nota 3 no dia anterior? Geovanni!
Foram, de facto, exibições muito parecidas.....
P.S. Peço desculpa ao 4-4-2 pela imitação deste vosso artigo, mas não podia deixar de escrever (também) alguma coisa sobre isto.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2005
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005
Ficção ou talvez não - Parte II
Na sequência da nova aposta do benfica na equipa do gato fedorento para alegrar os espectadores da luz durante o intervalo, esta equipa inventou mais um sketch bem humorado sobre o grande Mr. T.
Dizia o grande Mr. T. antecipando o jogo com o Braga:
"Temos que ter cuidado, pois o Pacheco (Jaime) conhece bem a equipa, uma vez que já esteve no benfica"
Responderam os jornalistas:
"Mas Mr. T, o treinador do Braga é Jesualdo Ferreira"
Mr. T indignado (e na dúvida) retorquiu:
"Mas não é o Pacheco? Pronto, esse, o Jesualdo Ferreira...."
Dizia o grande Mr. T. antecipando o jogo com o Braga:
"Temos que ter cuidado, pois o Pacheco (Jaime) conhece bem a equipa, uma vez que já esteve no benfica"
Responderam os jornalistas:
"Mas Mr. T, o treinador do Braga é Jesualdo Ferreira"
Mr. T indignado (e na dúvida) retorquiu:
"Mas não é o Pacheco? Pronto, esse, o Jesualdo Ferreira...."
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2005
os malucos do riso
será que o acordo que devia ser ultra secreto pelas razões que se podem adivinhar já está a dar frutos ? refiro-me naturalmente aquele que parece existir entre o slb e o scp ...
esta segunda feira que passou a minha televisão avariou e desde então para cá não a consigo arranjar ... então não é que os vários árbitros devidamente chefiados pelo seu comandante apareceram num programa de um canal do cabo (depois da hora - rtpn) a dizer de forma convincente e em tom sintonizado que podiamos virar o futebol de pernas para o ar que nada aconteceria a não ser que se profissionalizassem as arbitragens (a partir deste momento o meu telecomando deixou de funcionar !) ...
esta terça feira que passou e nos diferentes noticiários (disseram-me porque eu não mais consegui mudar da rtpn) surge a notícia (deve ser falsa) de que o vice-presidente do scp se terá demitido (peço desculpa "posto o lugar à disposição") ...
no seguimento destes dois episódios desatei a fazer telefonemas e a tentar analisar a veracidade dos factos, sim porque depois de ler e de ouvir tantas vezes (incluindo amigos) que afinal o slb é que se opunha a esta aproximação e que a ideia de profissionalizar as arbitragens era um exclusivo (primeira mão) do scp (peço desculpa ao senhor josé roquette pela indevida menção mas isto às vezes custa), pensei que estava a ficar maluco e que os deuses do futebol (não, não me estou a referir a mourinho !)não podiam estar por uma vez que seja a concordar com a minha modesta opinião !
confesso que estou confuso e que neste momento uma série de ideias (perguntas)disparatadas me estão a varrer a cabeça: será que os árbitros passaram a defender a profissionalização de um dia para o outro ? será que o scp nunca quis uma aproximação ao slb ? será que ribeiro teles aproveitou um pretexto para uma saída já há muito desejada ? será que dias da cunha tinha que fazer um acordo sem camâras de televisão e jornalistas por perto ou às escondidas dos restantes gestores dos destinos do clube e respectiva sad ? será que alguns (ou muitos) vão conseguir impedir uma vez mais que se consiga melhorar o futebol português ? será que dias da cunha a quem uns chamam atrasado mental e outros pessoa muito inteligente vai conseguir remar contra a maré ?
a tarefa é no mínimo muito difícil e os presidentes dos dois clubes (especialmente o do scp, dado o momento que se vive em termos de direcção, tem todo o meu apoio) porque cada vez que se tenta fazer alguma coisa é o que se vê, ou como diria a personagem "xunga" de um programa de televisão, "vai lá vai ... até a barraca abana!"
esta segunda feira que passou a minha televisão avariou e desde então para cá não a consigo arranjar ... então não é que os vários árbitros devidamente chefiados pelo seu comandante apareceram num programa de um canal do cabo (depois da hora - rtpn) a dizer de forma convincente e em tom sintonizado que podiamos virar o futebol de pernas para o ar que nada aconteceria a não ser que se profissionalizassem as arbitragens (a partir deste momento o meu telecomando deixou de funcionar !) ...
esta terça feira que passou e nos diferentes noticiários (disseram-me porque eu não mais consegui mudar da rtpn) surge a notícia (deve ser falsa) de que o vice-presidente do scp se terá demitido (peço desculpa "posto o lugar à disposição") ...
no seguimento destes dois episódios desatei a fazer telefonemas e a tentar analisar a veracidade dos factos, sim porque depois de ler e de ouvir tantas vezes (incluindo amigos) que afinal o slb é que se opunha a esta aproximação e que a ideia de profissionalizar as arbitragens era um exclusivo (primeira mão) do scp (peço desculpa ao senhor josé roquette pela indevida menção mas isto às vezes custa), pensei que estava a ficar maluco e que os deuses do futebol (não, não me estou a referir a mourinho !)não podiam estar por uma vez que seja a concordar com a minha modesta opinião !
confesso que estou confuso e que neste momento uma série de ideias (perguntas)disparatadas me estão a varrer a cabeça: será que os árbitros passaram a defender a profissionalização de um dia para o outro ? será que o scp nunca quis uma aproximação ao slb ? será que ribeiro teles aproveitou um pretexto para uma saída já há muito desejada ? será que dias da cunha tinha que fazer um acordo sem camâras de televisão e jornalistas por perto ou às escondidas dos restantes gestores dos destinos do clube e respectiva sad ? será que alguns (ou muitos) vão conseguir impedir uma vez mais que se consiga melhorar o futebol português ? será que dias da cunha a quem uns chamam atrasado mental e outros pessoa muito inteligente vai conseguir remar contra a maré ?
a tarefa é no mínimo muito difícil e os presidentes dos dois clubes (especialmente o do scp, dado o momento que se vive em termos de direcção, tem todo o meu apoio) porque cada vez que se tenta fazer alguma coisa é o que se vê, ou como diria a personagem "xunga" de um programa de televisão, "vai lá vai ... até a barraca abana!"
Às vezes não percebo os adeptos do Sporting - parte II
Nos últimos tempos em Alvalade, para além dos assobios ao Pedro Barbosa, têm aparecido muitas críticas ao nosso sub-capitão, sendo que a maioria dos adeptos leoninos defende uma dupla Polga - Enakarhire.
Mas as pessoas não têm visto os jogos do Polga? Os golos que já sofremos esta época por culpa directa do Polga são muitos. Mesmo muitos. E assobios para este jogador em Alvalade? Zero. O Beto falha um passe, dizem logo que tem lugar cativo e que Polga-Enak é que é bom.
Para além dos erros do Polga, que já começam a fartar, a dupla Beto-Enak tem outra vantagem, ficamos com uma dupla mais completa - com um jogador essencialmente destrutivo e um jogador que também sabe sair a jogar e fazer passes a mais de 10 metros.
Mas as pessoas não têm visto os jogos do Polga? Os golos que já sofremos esta época por culpa directa do Polga são muitos. Mesmo muitos. E assobios para este jogador em Alvalade? Zero. O Beto falha um passe, dizem logo que tem lugar cativo e que Polga-Enak é que é bom.
Para além dos erros do Polga, que já começam a fartar, a dupla Beto-Enak tem outra vantagem, ficamos com uma dupla mais completa - com um jogador essencialmente destrutivo e um jogador que também sabe sair a jogar e fazer passes a mais de 10 metros.
Reunião do Conselho Disciplinar da Liga
Conversa na últimas reuniões do Conselho Disciplinar da Liga.
-Meus senhores, temos aqui um recurso apresentado pelo FC Porto relativamente à punição de dois jogos atribuída ao jogador McCarthy. O que fazemos? Mantemos a punição ou reduzimos?
-Quantos jogos faltam para o Porto-Benfica?
-Cinco.
-Não me sinto em condições para decidir. Este não é um assunto fácil. Decidimos mais tarde....
Uma semana depois....
-Meus senhores, temos aqui novamente o recurso apresentado pelo FC Porto relativamente à punição de dois jogos atribuída ao jogador McCarthy, que não decidimos a semana passada. O que fazemos? Mantemos a punição ou reduzimos?
-Quantos jogos faltam para o Porto-Benfica?
-Quatro.
-Não me sinto em condições para decidir. Este não é um assunto fácil. Decidimos mais tarde....
Uma semana depois....
-Meus senhores, temos aqui novamente o recurso apresentado pelo FC Porto relativamente à punição de dois jogos atribuída ao jogador McCarthy, que não decidimos nas últimas duas semanas. O que fazemos? Mantemos a punição ou reduzimos?
-Quantos jogos faltam para o Porto-Benfica?
-Três.
-Não me sinto em condições para decidir. Este não é um assunto fácil. Decidimos mais tarde.
-Meus senhores, já começa a ser um pouco escandalosa a nossa indecisão. Todos os processos são decididos numa semana, este já vai para mais de três. O que fazemos Mantemos ou reduzimos a punição?
-Tem razão. E eu acho incrível que o Porto nos obrigue a vir cá três semanas seguidas discutir o mesmo tema. Proponho um aumento da pena para três jogos e o rapaz assim não joga com .. (esta parte foi censurada por causa da amizade que reina entre o meu clube e este clube que não se pode dizer o nome). Aprovado por unanimidade.
-Meus senhores, temos aqui um recurso apresentado pelo FC Porto relativamente à punição de dois jogos atribuída ao jogador McCarthy. O que fazemos? Mantemos a punição ou reduzimos?
-Quantos jogos faltam para o Porto-Benfica?
-Cinco.
-Não me sinto em condições para decidir. Este não é um assunto fácil. Decidimos mais tarde....
Uma semana depois....
-Meus senhores, temos aqui novamente o recurso apresentado pelo FC Porto relativamente à punição de dois jogos atribuída ao jogador McCarthy, que não decidimos a semana passada. O que fazemos? Mantemos a punição ou reduzimos?
-Quantos jogos faltam para o Porto-Benfica?
-Quatro.
-Não me sinto em condições para decidir. Este não é um assunto fácil. Decidimos mais tarde....
Uma semana depois....
-Meus senhores, temos aqui novamente o recurso apresentado pelo FC Porto relativamente à punição de dois jogos atribuída ao jogador McCarthy, que não decidimos nas últimas duas semanas. O que fazemos? Mantemos a punição ou reduzimos?
-Quantos jogos faltam para o Porto-Benfica?
-Três.
-Não me sinto em condições para decidir. Este não é um assunto fácil. Decidimos mais tarde.
-Meus senhores, já começa a ser um pouco escandalosa a nossa indecisão. Todos os processos são decididos numa semana, este já vai para mais de três. O que fazemos Mantemos ou reduzimos a punição?
-Tem razão. E eu acho incrível que o Porto nos obrigue a vir cá três semanas seguidas discutir o mesmo tema. Proponho um aumento da pena para três jogos e o rapaz assim não joga com .. (esta parte foi censurada por causa da amizade que reina entre o meu clube e este clube que não se pode dizer o nome). Aprovado por unanimidade.
sábado, 5 de fevereiro de 2005
Mini Torneio Vale do Tejo - parte 3
Tenho de admitir que não tinha razão quando escrevi isto e isto sobre o mini torneio de vale do tejo.
A selecção nacional B já está a mostrar os seus frutos - Manuel Fernandes foi convocado para o Particular contra a Irlanda.
Estou certo que esta selecção nacional B foi o passo de gigante que Manuel Fernandes precisava, e que esta convocatória nada tem a ver com o facto de ele ser internacional em todas as camadas jovens, ou com o facto de ser pedra fundamental na equipa do Benfica.
As más linguas vão dizer que esta selecção nacional B afastou Carlos Martins desse mesmo jogo particular. Mas isso são as más linguas a falar....
A selecção nacional B já está a mostrar os seus frutos - Manuel Fernandes foi convocado para o Particular contra a Irlanda.
Estou certo que esta selecção nacional B foi o passo de gigante que Manuel Fernandes precisava, e que esta convocatória nada tem a ver com o facto de ele ser internacional em todas as camadas jovens, ou com o facto de ser pedra fundamental na equipa do Benfica.
As más linguas vão dizer que esta selecção nacional B afastou Carlos Martins desse mesmo jogo particular. Mas isso são as más linguas a falar....
Adriano Cerqueira
A voz de Adriano Cerqueira faz parte do imaginário de todos os que, como eu, gostam de automobilismo. Será sempre um exemplo de integridade, boa educação e profissionalismo, faculdades, infelizmente, raras nos dias que correm.
Independentemente de qualquer cor clubística, partiu um grande desportista e um homem digno do respeito de todos.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2005
Novo Treinador do FCP
Será isto do Couceiro areia para os olhos para contratarem o José António mais descansados?
Às vezes não percebo os adeptos do Sporting..
Não percebo porque razão certos (muitos) adeptos do Sporting assobiam o Pedro Barbosa desde o primeiro minuto do jogo. Mas que mal é que o nosso capitão lhes fez?
Será que ele não deu o suficiente ao Sporting nos últimos anos todos?
Compreendo que se assobie um jogador por falta de empenho e/ou displicência (que noutros jogos o Barbosa demonstrou), mas por falhar remates, como aconteceu ontem ?!?!?!... Porque não assobiaram o Liedson ou o Rochemback?
Ele pode não ter feito ontem um dos melhores jogos da carreira dele, mas claramente não justificou os assobios que se ouviram ao longo de todo o jogo.
Será que ele não deu o suficiente ao Sporting nos últimos anos todos?
Compreendo que se assobie um jogador por falta de empenho e/ou displicência (que noutros jogos o Barbosa demonstrou), mas por falhar remates, como aconteceu ontem ?!?!?!... Porque não assobiaram o Liedson ou o Rochemback?
Ele pode não ter feito ontem um dos melhores jogos da carreira dele, mas claramente não justificou os assobios que se ouviram ao longo de todo o jogo.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2005
Delibasic
Sérgio Delibasic foi esta tarde apresentado como reforço do Benfica.
Durante a conferência de imprensa relativa a essa mesma apresentação, garantiu que tencionava repetir uma proeza alcançada no passado: marcar frente a Sporting e FC Porto (fê-lo ao serviço do Partizan).
Estava o bom do rapaz a prometer tão ambicioso feito quando o presidente do clube, sentado a seu lado, diz em voz surda: "Deves marcar, deves..."
Surrealista, mas verdade. Palavra de honra!
Durante a conferência de imprensa relativa a essa mesma apresentação, garantiu que tencionava repetir uma proeza alcançada no passado: marcar frente a Sporting e FC Porto (fê-lo ao serviço do Partizan).
Estava o bom do rapaz a prometer tão ambicioso feito quando o presidente do clube, sentado a seu lado, diz em voz surda: "Deves marcar, deves..."
Surrealista, mas verdade. Palavra de honra!
Pedido à liga de clubes...
Será possível que o Futebol clube do Porto passe a jogar todos os fins de semana no Estádio do Dragão?
sexta-feira, 28 de janeiro de 2005
Virtudes
Depois de, finalmente, ter visto na íntegra o jogo de quarta-feira, cheguei a uma série de conclusões:
De momento, o Sporting pratica um futebol mais evoluído e organizado, mais maduro e construído nos processos ofensivos sem, porém, garantir ainda a consistência necessária para levar de vencida um rival que, actualmente, lhe é inferior. Neste aspecto, diga-se, o equilíbrio da equipa foi prejudicado pela precoce saída de Custódio.
Relativamente ao Benfica, e tal como vem sucedendo nas últimas duas temporadas, a qualidade de algumas individualidades vai atenuando as fragilidades colectivas. Com um futebol menos elaborado e mais directo, tira partido das características de jogadores como Simão, Geovanni e Nuno Gomes para chegar ao golo, sem que para tal seja obrigado a praticar ataque continuado e uma circulação de bola eficaz. Tenho para mim, apesar das inúmeras opiniões contrárias, que é através da utilização do 4-3-3 que maior rendimento se consegue extrair das soluções disponíveis no plantel encarnado, convicção que ficou reforçada na quarta-feira.
No meu entender, o dado mais relevante não está, porém, relacionado com o resultado, com o árbitro ou com o rendimento das equipas. No relvado da Luz ficou patente e provada uma das maiores virtudes do futebol português: apesar da dimensão limitada do nosso país, possuímos uma inesgotável fonte de talento. Os dois grandes de Lisboa fizeram alinhar dois "produtos" dos seus escalões de formação - que, mesmo sem o rigor e a qualidade desejados no departamento de futebol juvenil, continuam a lançar futuras estrelas - cujas carreiras, apesar de ainda em fase embrionária, estão votadas ao sucesso.
Manuel Fernandes e João Moutinho são, aos 18 anos, fenómenos pouco vulgares. Fisicamente aptos para o rigor da alta competição, tecnicamente evoluídos e devidamente instruídos na vertente táctica do jogo, é pela notável maturidade emocional e futebolística que se distinguem dos demais. Serenidade e inteligência, agressividade e ponderação, de tudo oferecem estes miúdos em quem podemos, com total legitimidade, depositar enorme dose de esperança. Venham mais...
P.S. Se alguma coisa aprendi em 18 anos de alta competição, é que a verdadeira motivação provém de um único factor: a vontade de ganhar. Quem quer um segundo guarda-redes motivado não deve correr o risco de o fazer alinhar, sem motivo que o justifique, numa partida decisiva para as aspirações da equipa numa competição importante. É, tão só, a minha opinião e não uma crítica ao treinador que, como outros (Mourinho fazia o mesmo no FC Porto), pensa de forma diferente.
De momento, o Sporting pratica um futebol mais evoluído e organizado, mais maduro e construído nos processos ofensivos sem, porém, garantir ainda a consistência necessária para levar de vencida um rival que, actualmente, lhe é inferior. Neste aspecto, diga-se, o equilíbrio da equipa foi prejudicado pela precoce saída de Custódio.
Relativamente ao Benfica, e tal como vem sucedendo nas últimas duas temporadas, a qualidade de algumas individualidades vai atenuando as fragilidades colectivas. Com um futebol menos elaborado e mais directo, tira partido das características de jogadores como Simão, Geovanni e Nuno Gomes para chegar ao golo, sem que para tal seja obrigado a praticar ataque continuado e uma circulação de bola eficaz. Tenho para mim, apesar das inúmeras opiniões contrárias, que é através da utilização do 4-3-3 que maior rendimento se consegue extrair das soluções disponíveis no plantel encarnado, convicção que ficou reforçada na quarta-feira.
No meu entender, o dado mais relevante não está, porém, relacionado com o resultado, com o árbitro ou com o rendimento das equipas. No relvado da Luz ficou patente e provada uma das maiores virtudes do futebol português: apesar da dimensão limitada do nosso país, possuímos uma inesgotável fonte de talento. Os dois grandes de Lisboa fizeram alinhar dois "produtos" dos seus escalões de formação - que, mesmo sem o rigor e a qualidade desejados no departamento de futebol juvenil, continuam a lançar futuras estrelas - cujas carreiras, apesar de ainda em fase embrionária, estão votadas ao sucesso.
Manuel Fernandes e João Moutinho são, aos 18 anos, fenómenos pouco vulgares. Fisicamente aptos para o rigor da alta competição, tecnicamente evoluídos e devidamente instruídos na vertente táctica do jogo, é pela notável maturidade emocional e futebolística que se distinguem dos demais. Serenidade e inteligência, agressividade e ponderação, de tudo oferecem estes miúdos em quem podemos, com total legitimidade, depositar enorme dose de esperança. Venham mais...
P.S. Se alguma coisa aprendi em 18 anos de alta competição, é que a verdadeira motivação provém de um único factor: a vontade de ganhar. Quem quer um segundo guarda-redes motivado não deve correr o risco de o fazer alinhar, sem motivo que o justifique, numa partida decisiva para as aspirações da equipa numa competição importante. É, tão só, a minha opinião e não uma crítica ao treinador que, como outros (Mourinho fazia o mesmo no FC Porto), pensa de forma diferente.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2005
O RAPAZ E MAU ...POR ISSO NÃO LEVOU UM SOCO
........Queria dizer que sou adepto do Benfica, não gosto nada, mas mesmo nada do João Pereira e não me estou a referir enquanto jogador e gosto do Hugo Viana enquanto jogador e pessoa.
(por lapso não referi que vejo muito mal.)
Pelos motivos supracitados estou na dúvida se o Hugo Viana deu um murro na perna do João Pereira. Tenho a certeza porém que se ouvir mais alguns comentadores desportivos vou achar que esse murro não existiu, o problema é que as imagens continuam a dizer-me o contrário (mas claro eu vejo mal), este é apenas um pormenor sem muita importância.(Até nem foi com muita força para quem é tão mau, sim porque o Liedson e o Sá Pinto no outro jogo não fizeram teatro porque levaram murros....será assim ou fizeram teatro(palhaçada) e não levaram murros....confesso que estou confuso, mas o Liedson e o Sá Pinto até têm cara de bons rapazes o outro puto é que me irrita, já viram bem a cara dele.....uhmmm não, não levou um murro ou levou......
P.S. Será assim tão díficil tirar o murro(tecnicamente) daquelas imagens, era só para eu também poder dizer que o puto me irrita e que por isso não pode ter levado um murro....!
(por lapso não referi que vejo muito mal.)
Pelos motivos supracitados estou na dúvida se o Hugo Viana deu um murro na perna do João Pereira. Tenho a certeza porém que se ouvir mais alguns comentadores desportivos vou achar que esse murro não existiu, o problema é que as imagens continuam a dizer-me o contrário (mas claro eu vejo mal), este é apenas um pormenor sem muita importância.(Até nem foi com muita força para quem é tão mau, sim porque o Liedson e o Sá Pinto no outro jogo não fizeram teatro porque levaram murros....será assim ou fizeram teatro(palhaçada) e não levaram murros....confesso que estou confuso, mas o Liedson e o Sá Pinto até têm cara de bons rapazes o outro puto é que me irrita, já viram bem a cara dele.....uhmmm não, não levou um murro ou levou......
P.S. Será assim tão díficil tirar o murro(tecnicamente) daquelas imagens, era só para eu também poder dizer que o puto me irrita e que por isso não pode ter levado um murro....!
Guarda-Redes
Não percebo esta mania de pôr um guarda-redes diferente nos jogos da taça.
Muitos clubes fazem isso mas eu não me parece fazer muito sentido.
Se o Ricardo é melhor (se essa é a opinião de Peseiro) e joga no campeonato, porque raio há de jogar o Tiago contra o benfica na taça? Então, o treinador não diz que a taça é uma prioridade? Porquê por um guarda redes que praticamente ainda não jogou esta época?
Acho que o Sporting fez um grande jogo, que lhe faltou sorte e que foi nitidamente prejudicado pela arbitragem. Mas acho que se o guarda redes tem sido o outro, a equipa eliminada também teria sido outra.
Muitos clubes fazem isso mas eu não me parece fazer muito sentido.
Se o Ricardo é melhor (se essa é a opinião de Peseiro) e joga no campeonato, porque raio há de jogar o Tiago contra o benfica na taça? Então, o treinador não diz que a taça é uma prioridade? Porquê por um guarda redes que praticamente ainda não jogou esta época?
Acho que o Sporting fez um grande jogo, que lhe faltou sorte e que foi nitidamente prejudicado pela arbitragem. Mas acho que se o guarda redes tem sido o outro, a equipa eliminada também teria sido outra.
Construção Civil
O treinador adjunto do benfica, Álvaro Magalhães disse "às vezes os assobios são elogios..." .
Estaria Álvaro a recordar-se dos tempos em que trabalhava nas obras e assobiava as raparigas que passavam na rua?
Estaria Álvaro a recordar-se dos tempos em que trabalhava nas obras e assobiava as raparigas que passavam na rua?
sexta-feira, 21 de janeiro de 2005
Perspectiva-se mais um reforço para os lados da Luz
Caso se confirme esta notícia, já estou a imaginar o título do Record de amanhã "RONALDINHO POR 4 ÉPOCAS NO BENFICA", Só faltam acertar pequenos detalhes...
Oportunidade
Sporting e Benfica divulgaram ontem, em conjunto (é difícil de acreditar, mas é verdade), um manifesto dirigido aos vários partidos que se propõem formar governo na sequência das próximas eleições legislativas. O documento apresenta um conjunto de propostas concretas que, no entender dos "grandes" de Lisboa, poderão contribuir de forma decisiva (e célere) para a resolução dos problemas mais urgentes do sector.
Não sendo novidade absoluta, até porque, na sua maioria, têm sido sustentadas pelos "leões" no último ano, este conjunto de medidas, a implementar através da alteração do actual quadro legislativo (leia-se Lei de Bases do Sistema Desportivo), pressupõe a falência do quadro associativo (leia-se Federação Portuguesa de Futebol [FPF] e Liga de Clubes). Ou seja, Sporting e Benfica entenderam ser impossível, no seio dos mecanismos e entidades que auto-regulamentam o futebol, proceder às reformas que consideram indispensáveis.
Durante o dia, várias foram as vozes que se levantaram contra esta iniciativa, com base em dois tipos de argumento. O primeiro foi utilizado por Gilberto Madaíl (como não) e pelo presidente da APAF (Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol), claro, e prende-se com a impossibilidade de, à Luz dos regulamentos da FIFA, retirar a gestão da arbitragem da tutela da FPF, enquanto o segundo se baseia num raciocínio comum: o facto de os clubes assumirem a incapacidade de resolver os seus próprios problemas constitui o esvaziar da sua força social.
Perante um conjunto concreto de propostas concretas, imediatamente se levantaram, escandalizadas, as vozes das virgens púdicas, as mesmas que fazem questão de tornar impossível qualquer reforma ou evolução no seio dos órgãos próprios ao movimento associativo. São estes os "interesses instalados", ontem referidos por Dias da Cunha e Luís Filipe Vieira.
Os presidentes de "águias" e "leões" chegaram à uma louvável conclusão: a tentativa de reformar o "sistema" a partir de dentro não é viável e, sobretudo, qualquer movimento nesse sentido só contribui para o alastrar do ambiente de guerrilha no futebol profissional. Não colhem, aqui, os apelos ao corporativismo barato, que mais não são que débeis esforços para assegurar a manutenção dos feudos particulares de cada um destes senhores, ou dos seus conjuntos de interesses.
Importa, então, proceder à reforma compulsiva, através de uma intervenção legislativa capaz de "obrigar" à imediata execução das medidas indispensáveis à credibilidade do sector. Se, por princípio, me desagrada a intervenção do Estado numa actividade que possui mecanismos próprios de regulamentação, a verdade é que, neste caso, cabe precisamente ao Estado o exercício do seu papel regulador e fiscalizador: claro, como está, que a estrutura associativa do futebol apodreceu, sendo incapaz de se auto-regenerar, não existe outra alternativa que não a de promover a reforma a partir do topo.
A solução passaria, portanto, pela alteração da Lei de Bases do Sistema Desportivo, de forma a que, a curto prazo, seja possível retirar a arbitragem da esfera de influência da Liga e da FPF. Para isso foi proposta a criação de um organismo autónomo, que ficaria encarregue da gestão da actividade, enquanto a fiscalização da mesma seria entregue a outro órgão independente, constituído à imagem dos Conselhos Superiores da Magistratura ou do Ministério Público. Outro ponto essencial, para os proponentes e para mim, passa pela completa "separação da gestão da actividade dos árbitros e da classificação dos mesmos".
Resta-me esperar que, na actual conjuntura política, as necessidades eleitorais obriguem as forças políticas a abraçar este repto, de forma a que não se desperdice esta rara oportunidade para, de uma assentada, ultrapassar alguns dos principais obstáculos ao crescimento do futebol em Portugal. Creio, infelizmente, que ainda não é desta... Ainda se esta recente aliança fosse resistente a um qualquer "penalty"...
Não sendo novidade absoluta, até porque, na sua maioria, têm sido sustentadas pelos "leões" no último ano, este conjunto de medidas, a implementar através da alteração do actual quadro legislativo (leia-se Lei de Bases do Sistema Desportivo), pressupõe a falência do quadro associativo (leia-se Federação Portuguesa de Futebol [FPF] e Liga de Clubes). Ou seja, Sporting e Benfica entenderam ser impossível, no seio dos mecanismos e entidades que auto-regulamentam o futebol, proceder às reformas que consideram indispensáveis.
Durante o dia, várias foram as vozes que se levantaram contra esta iniciativa, com base em dois tipos de argumento. O primeiro foi utilizado por Gilberto Madaíl (como não) e pelo presidente da APAF (Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol), claro, e prende-se com a impossibilidade de, à Luz dos regulamentos da FIFA, retirar a gestão da arbitragem da tutela da FPF, enquanto o segundo se baseia num raciocínio comum: o facto de os clubes assumirem a incapacidade de resolver os seus próprios problemas constitui o esvaziar da sua força social.
Perante um conjunto concreto de propostas concretas, imediatamente se levantaram, escandalizadas, as vozes das virgens púdicas, as mesmas que fazem questão de tornar impossível qualquer reforma ou evolução no seio dos órgãos próprios ao movimento associativo. São estes os "interesses instalados", ontem referidos por Dias da Cunha e Luís Filipe Vieira.
Os presidentes de "águias" e "leões" chegaram à uma louvável conclusão: a tentativa de reformar o "sistema" a partir de dentro não é viável e, sobretudo, qualquer movimento nesse sentido só contribui para o alastrar do ambiente de guerrilha no futebol profissional. Não colhem, aqui, os apelos ao corporativismo barato, que mais não são que débeis esforços para assegurar a manutenção dos feudos particulares de cada um destes senhores, ou dos seus conjuntos de interesses.
Importa, então, proceder à reforma compulsiva, através de uma intervenção legislativa capaz de "obrigar" à imediata execução das medidas indispensáveis à credibilidade do sector. Se, por princípio, me desagrada a intervenção do Estado numa actividade que possui mecanismos próprios de regulamentação, a verdade é que, neste caso, cabe precisamente ao Estado o exercício do seu papel regulador e fiscalizador: claro, como está, que a estrutura associativa do futebol apodreceu, sendo incapaz de se auto-regenerar, não existe outra alternativa que não a de promover a reforma a partir do topo.
A solução passaria, portanto, pela alteração da Lei de Bases do Sistema Desportivo, de forma a que, a curto prazo, seja possível retirar a arbitragem da esfera de influência da Liga e da FPF. Para isso foi proposta a criação de um organismo autónomo, que ficaria encarregue da gestão da actividade, enquanto a fiscalização da mesma seria entregue a outro órgão independente, constituído à imagem dos Conselhos Superiores da Magistratura ou do Ministério Público. Outro ponto essencial, para os proponentes e para mim, passa pela completa "separação da gestão da actividade dos árbitros e da classificação dos mesmos".
Resta-me esperar que, na actual conjuntura política, as necessidades eleitorais obriguem as forças políticas a abraçar este repto, de forma a que não se desperdice esta rara oportunidade para, de uma assentada, ultrapassar alguns dos principais obstáculos ao crescimento do futebol em Portugal. Creio, infelizmente, que ainda não é desta... Ainda se esta recente aliança fosse resistente a um qualquer "penalty"...
quarta-feira, 19 de janeiro de 2005
Estigmatismo
Estou um pouco cansado da postura reactiva, mas parece-me indispensável esclarecer a minha posição sobre este assunto. Vamos por partes:
O processo que leva à publicação de notícias sobre a contratação de jogadores tem - à excepção de casos particulares, que em nada abonam em favor dos autores das supostas "notícias" - origem numa fonte. Essa fonte pode, ou não, ser confidencial e, no caso de o ser, não só o jornalista pode não a divulgar, como tem a obrigação ética de não o fazer. Invariavelmente, as notícias que dizem respeito ao interesse e/ou negociação com vista à contratação de um qualquer atleta têm fundamento embora, como é evidente, a transferência possa não se realizar.
Se, num jornal generalista ou num noticiário televisivo, for noticiada a existência de negociações com vista à fusão da Galp, Energia e da EDP, parece-me unânime que se trata de um assunto de manifesto interesse público, independentemente de, no desenrolar do processo, por qualquer razão, esta não se verificar. Quero com isto dizer que, numa lógica proteccionista que só aplica ao futebol, o nosso caro Poster entende que a contratação de um jogador só deverá ser notícia quando este for oficialmente apresentado pelo respectivo clube, enquanto, na minha óptica, é inteiramente legítimo que o facto de um emblema manifestar interesse em adquirir os direitos desportivos de um atleta seja, em si, objecto de tratamento noticioso.
Refira-se ainda que, ao apontar baterias à forma como a comunicação social trata as eventuais contratações (foram assim tantos os nomes ventilados sem fundamento... ou não?!), não se consegue mais do que encontrar justificações débeis para o insucesso, escamoteando aqueles que são os verdadeiros cancros do futebol, em particular, e do desporto em geral.
No que às relações entre clubes, jogadores e comunicação social diz respeito, as divergências acumulam-se. No dito triângulo, só um papel está plenamente definido: o da comunicação social! Quem promove a "marca", a "imagem" e os "sponsors" dos clubes? Quem proporciona a Sporting e Benfica uma média de 12 páginas diárias de publicidade "grátis" em três diários que, em conjunto, chegam a centenas de milhares de leitores (e potenciais consumidores)?
Qual a principal fonte de receita dos clubes ou SAD? A receita proveniente dos direitos televisivos. E a segunda? A receita gerada pela publicidade e "sponsorização". Não fôra a exposição gerada pelos "media" e a (in)capacidade de gerar proveitos reduziria os "grandes" do futebol português à sua expressão mais simples.
Posto isto, que ganham os clubes em fechar as portas das suas sessões de trabalho? Que benefício retiram dos "votos de silêncio" (e não me refiro ao caso de Mota que, prestes a ser apresentado em Alvalade, foi compreensivelmente impedido de prestar declarações à chegada) ?
Só existe uma resposta: Nada! Nenhum! Pelo contrário, a exemplo do que acontece em todas as Ligas de sucesso, o grande benefício está na promoção dos seus activos, na exposição da marca e dos patrocinadores... As mesmas pessoas que defendem o silêncio (ou a censura) dos principais intervenientes deste espectáculo são as que permitem e incentivam a incontinência verbal dos dirigentes, que tanto prestigia a actividade...
Fica um exemplo: em Barcelona, Madrid, Manchester, Chelsea ou Munique, entre muitos outros locais, conjuntura de resultados à parte, todos os dias presta declarações (pelo menos) um jogador seleccionado pela comunicação social e em todas as sessões de trabalho há um espaço para a profissional recolha de informações e imagem... Mas nós é que sabemos...
O processo que leva à publicação de notícias sobre a contratação de jogadores tem - à excepção de casos particulares, que em nada abonam em favor dos autores das supostas "notícias" - origem numa fonte. Essa fonte pode, ou não, ser confidencial e, no caso de o ser, não só o jornalista pode não a divulgar, como tem a obrigação ética de não o fazer. Invariavelmente, as notícias que dizem respeito ao interesse e/ou negociação com vista à contratação de um qualquer atleta têm fundamento embora, como é evidente, a transferência possa não se realizar.
Se, num jornal generalista ou num noticiário televisivo, for noticiada a existência de negociações com vista à fusão da Galp, Energia e da EDP, parece-me unânime que se trata de um assunto de manifesto interesse público, independentemente de, no desenrolar do processo, por qualquer razão, esta não se verificar. Quero com isto dizer que, numa lógica proteccionista que só aplica ao futebol, o nosso caro Poster entende que a contratação de um jogador só deverá ser notícia quando este for oficialmente apresentado pelo respectivo clube, enquanto, na minha óptica, é inteiramente legítimo que o facto de um emblema manifestar interesse em adquirir os direitos desportivos de um atleta seja, em si, objecto de tratamento noticioso.
Refira-se ainda que, ao apontar baterias à forma como a comunicação social trata as eventuais contratações (foram assim tantos os nomes ventilados sem fundamento... ou não?!), não se consegue mais do que encontrar justificações débeis para o insucesso, escamoteando aqueles que são os verdadeiros cancros do futebol, em particular, e do desporto em geral.
No que às relações entre clubes, jogadores e comunicação social diz respeito, as divergências acumulam-se. No dito triângulo, só um papel está plenamente definido: o da comunicação social! Quem promove a "marca", a "imagem" e os "sponsors" dos clubes? Quem proporciona a Sporting e Benfica uma média de 12 páginas diárias de publicidade "grátis" em três diários que, em conjunto, chegam a centenas de milhares de leitores (e potenciais consumidores)?
Qual a principal fonte de receita dos clubes ou SAD? A receita proveniente dos direitos televisivos. E a segunda? A receita gerada pela publicidade e "sponsorização". Não fôra a exposição gerada pelos "media" e a (in)capacidade de gerar proveitos reduziria os "grandes" do futebol português à sua expressão mais simples.
Posto isto, que ganham os clubes em fechar as portas das suas sessões de trabalho? Que benefício retiram dos "votos de silêncio" (e não me refiro ao caso de Mota que, prestes a ser apresentado em Alvalade, foi compreensivelmente impedido de prestar declarações à chegada) ?
Só existe uma resposta: Nada! Nenhum! Pelo contrário, a exemplo do que acontece em todas as Ligas de sucesso, o grande benefício está na promoção dos seus activos, na exposição da marca e dos patrocinadores... As mesmas pessoas que defendem o silêncio (ou a censura) dos principais intervenientes deste espectáculo são as que permitem e incentivam a incontinência verbal dos dirigentes, que tanto prestigia a actividade...
Fica um exemplo: em Barcelona, Madrid, Manchester, Chelsea ou Munique, entre muitos outros locais, conjuntura de resultados à parte, todos os dias presta declarações (pelo menos) um jogador seleccionado pela comunicação social e em todas as sessões de trabalho há um espaço para a profissional recolha de informações e imagem... Mas nós é que sabemos...
Mini Torneio Vale do Tejo - parte 2
Carlos Martins voltou mais cedo, lesionado (esperemos que sem gravidade).
Viva a selecção nacional B! Viva o interesse nacional de que falavam.
Viva a selecção nacional B! Viva o interesse nacional de que falavam.
terça-feira, 18 de janeiro de 2005
miopia
estranha relação a que se forma entre os três lados desse triângulo: clubes, jornalistas e jogadores ... vá-se lá saber porquê mas parecem ter interesses antagónicos ... e existem várias hipóteses (qualquer delas muito plausível) que parecem justificar tão ensombrado facto !
então não é que os clubes (quais carrascos da indústria) parecem apostados em fornecer informações falsas para despistar os jornalistas, refiro-me naturalmente, às pseudo-contratações no âmbito da abertura do mercado de transferências, de forma a conseguirem contratar alguém que não seja inflacionado pelo número de notícias e especulações em redor da suposta falsa informação (fuga ? em quantas notícias destas é que vem citada a fonte ? ou será que é totalmente fabricada ?) ... até aqui nada de novo não fossem os clubes no caso da grande maioria das notícias (dos últimos tempos - 2 anos) vindas a público não terem contratado o jogador em causa (um pormenor), não querendo isto dizer que fizeram muitas ou poucas contratações ...
então não é que os clubes proibem os seus jogadores, e mais assustador ainda, as suas mais recentes contratações de falarem quando chegam de chinelas e "camiseta" ao aeroporto da portela (mesmo que estejam sete graus)... prejudicando e muito o trabalho e o enorme motivo de reportagem dos jornalistas com sérias consequências no desenvolvimento do segmento dos jornais desportivos ! (imaginem só o valor acrescentado das palavras de qualquer jogador acabado de chegar ao nosso país - a K7, agora DVD, é sempre a mesma !)
então não é que os clubes se fecham a sete chaves em estágios que mais parecem campos de concentração a ver pelo aparato de sistemas de segurança e controlo (particularmente anti-jornalistas ... bolas isto já é uma perseguição !) e com isto retirando páginas de reportagem ... e proibindo através de autênticos "black out" os jogadores de estarem a menos de 100 metros de todo e qualquer projecto de jornalista (não vá ele perguntar então o que pensa do novo reforço que joga na sua posição, e segundo a imprensa internacional é um grande jogador e tem tudo acordado para assinar ainda hoje - basta um telefonema)...
como a campanha publicitária diria a propósito de uma bebida refrigerante (e não de um grande jogador que passou pelo campeonato português) ... porque será ?
P.S.: quero agradecer ao sr. vitor serpa pelo brilhante editorial de sábado no jornal a bola e dizer-lhe que não acredito que pense assim e espero que os clubes também não acreditem !
então não é que os clubes (quais carrascos da indústria) parecem apostados em fornecer informações falsas para despistar os jornalistas, refiro-me naturalmente, às pseudo-contratações no âmbito da abertura do mercado de transferências, de forma a conseguirem contratar alguém que não seja inflacionado pelo número de notícias e especulações em redor da suposta falsa informação (fuga ? em quantas notícias destas é que vem citada a fonte ? ou será que é totalmente fabricada ?) ... até aqui nada de novo não fossem os clubes no caso da grande maioria das notícias (dos últimos tempos - 2 anos) vindas a público não terem contratado o jogador em causa (um pormenor), não querendo isto dizer que fizeram muitas ou poucas contratações ...
então não é que os clubes proibem os seus jogadores, e mais assustador ainda, as suas mais recentes contratações de falarem quando chegam de chinelas e "camiseta" ao aeroporto da portela (mesmo que estejam sete graus)... prejudicando e muito o trabalho e o enorme motivo de reportagem dos jornalistas com sérias consequências no desenvolvimento do segmento dos jornais desportivos ! (imaginem só o valor acrescentado das palavras de qualquer jogador acabado de chegar ao nosso país - a K7, agora DVD, é sempre a mesma !)
então não é que os clubes se fecham a sete chaves em estágios que mais parecem campos de concentração a ver pelo aparato de sistemas de segurança e controlo (particularmente anti-jornalistas ... bolas isto já é uma perseguição !) e com isto retirando páginas de reportagem ... e proibindo através de autênticos "black out" os jogadores de estarem a menos de 100 metros de todo e qualquer projecto de jornalista (não vá ele perguntar então o que pensa do novo reforço que joga na sua posição, e segundo a imprensa internacional é um grande jogador e tem tudo acordado para assinar ainda hoje - basta um telefonema)...
como a campanha publicitária diria a propósito de uma bebida refrigerante (e não de um grande jogador que passou pelo campeonato português) ... porque será ?
P.S.: quero agradecer ao sr. vitor serpa pelo brilhante editorial de sábado no jornal a bola e dizer-lhe que não acredito que pense assim e espero que os clubes também não acreditem !
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